quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Meus últimos dias têm sido uma sucessão de desacertos financeiros. Um atrás do outro. Trabalho no Judiciário Federal. Minha categoria está em greve desde o início de junho por conta de um reajuste salarial. Tem 9 anos que não temos aumento e nem houve reposição das perdas causadas pela inflação.
Bem, nem quero falar como a mídia vem falando desta questão pra eu não me exasperar...
Perdemos algumas ações, perdemos o auxílio-saúde, vou ter que pagar o plano de saúde meu e de Gui... resultado? -R$2.300 brutos do meu salário.
Como assim?
Como vc vai fazer pra encaixar suas despesas neste orçamento apertado? Não si.
Já me deseperei, já chorei, já ajustei minhas contas.... Uma coisa eu aprendi: realmente, são nas crises que surgem novas oportunidades.
Novas coisas estão surgindo no horizonte. Sonhos adormecidos. Projetos engavetados. Planos que foram ficando pelo caminho.
Pelo que eu tô percebendo, estou com um pique novo.

Aproveitei pra dar uma avaliada geral em minha vida: quero continuar estudando psicanálise? Isso me faz feliz? Sim. Eu quero continuar. Vou ser psicanalista? Não sei. Nem tô a fim de pensar nisso agora.
Preciso fazer outra pós. Uma pós que realmente me sirva. Vou fazer uma em Direito Empresarial EAD.
Quero ter mais qualidade de vida. Ainda não sei como vou aliar criação de filho, trabalho, estudo, projeto, vida pessoal e um novo relacionamento (sim, estou interessada em um boy!).
Quero ter mais tempo pra minhas coisas que amo: ler meus livros, ver meus filmes, ler sobre política, giros pela internet, sair com Gui, namorar, amigos, família....

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Hoje eu tive um dia especialmente difícil com meu filho. Há tempos que nós dois estamos vivendo num embate: ele me responsabiliza pelo pai que eu dei a ele e eu não saio desse lugar de culpa.
Em parte porque também me questiono o porquê desta escolha, mas também por me perguntar o motivo deste filho, que foi fruto do meu amor por este homem, não ocupar um lugar para este pai.

Há muitos anos, eu venho me perguntando o motivo de não me perdoar por ter amado tanto este homem, por ter entrado inteira neste relacionamento. Não me perdoo por ter sido tão burra, tão boboquinha apaixonada. Não me perdoo por ter me dado toda. Não me perdoo por não ter sabido a hora de sair com dignidade. Não me perdoo por ter sido tão passiva. Não me perdoo por não ter visto tudo o que estava posto desde o início.

Tenho gastado horas e horas de divã me lamentando e me culpabilizando por algo que é transparente. Eu amei muito. Eu dei o meu melhor. Eu dei tudo o que eu tinha e não tinha pra este homem. Fato. O que me exaspera é o fato de meu filho, meu melhor, foi o resultado dessa equação.

Hoje à noite, após uma longa e densa conversa com uma amiga que eu amo, pude perceber que é exatamente isso: por que eu não sou grata a mim mesma por ter me permitido amar tanto? Por que eu sofro tanto por ter vivido um relacionamento que também teve muitos momentos maravilhosos? Por que não fico feliz por ter tido a oportunidade de dar o meu melhor ao homem que amava, a despeito de ele ter abusado de minha boa vontade? E o mais importante: por que eu não entendo de uma vez que foi a maneira que me era possível amar e ser amada?

Pois bem. Pela PRIMEIRA VEZ em anos de punição, eu estou realizando que deste amor resultou o meu filho. O meu melhor. O produto desse amor. Por que sofrer tanto em admitir que apesar de tanta dor, nasceu ali uma vida?

Devagar, meu véu vai caindo e eu vou me perdoando por ser tão crédula. Devagar eu vou dando meus passinhos de bebê rumo ao desconhecido. Devagar eu vou aceitando que é preciso vencer o meu medo de amar e dar as mãos a Gui, pra juntos vencermos essa dor.

Se eu vou conseguir me jogar de qualquer altura? Não sei. Vislumbro dias bonitos. Uma coisa eu sei: eu estou certa que agora eu tenho forças pra catar os meus pedaços e pra ajudar meu filho a se erguer. Porque se pra mim que sou adulta, é dificil, pra ele deve ser insuportável.

O que aprendi com isso tudo? vou continuar dando o meu melhor pra todo mundo, independente do que a pessoa faça com isso.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Depois de um longo jejum, olha eu aqui novamente. Minha vida atual é um reflexo do meu desejo: estou muito tranquila e realizada.

As coisas vem acontecendo de uma maneira tão equilibrada que às vezes me assusto com o poder do meu desejo. Sou fã de listas. Quem me conhece sabe que eu faço listas inclusive de realizações (oi?). O melhor de se fazer listas é o desejo que você emprega nas ações ali descritas.

Outra coisa que quem me conhece bem, sabe. Eu sou extremamente punitiva comigo mesma. Me imponho metas inatingíveis e quando não as cumpro, tenho outra lista com as respectivas punições. Aliás, eu ERA punitiva comigo mesma. Até neste ponto, eu estou mais relax, mais feliz com as minhas poucas realizações. Eu posso dizer que eu estou uma pessoa feliz.

Esses últimos meses, eu tive tempo suficiente pra pensar em minha vida e tomar algumas decisões que foram imprescindíveis pra o meu momento atual. É como se eu finalmente soubesse quem eu sou, porque estou aqui e qual a finalidade de construir o caminho que estou vivendo.

Para a psicanálise, este momento é o que a gente chama de saber que se é castrada, que não pode tudo e inconscientemente assumir suas dificuldades, falhas e inseguranças. Nunca em minha vida estive tão forte e tão fragilizada como agora. Tão humana. Tão certa de meu lugar no mundo. Tão contente com os meus passos trôpegos dados até aqui.

Não tô fazendo nada de grandioso, nada de muito útil, nada que possa ser considerado louvável, mas eu estou sendo a pessoa que eu quero ser neste momento. Claro que não sem dificuldades no trabalho, nas relações interpessoais, com Gui, com os estudos, com minha responsabilidade em ter permitido viver por mais de dez anos um relacionamento amoroso abusivo em todos os pontos falando, por não dedicar tempo a algumas coisas que necessitam... Enfim, minhas falhas.

Para finalizar, finalmente conheci um homem que eu nunca achei que existiria. Sabe aquela pessoa que você espera, deseja, mas pensa que não existe? Ele me encontrou. ELE. Porque eu já tinha desistido. Não achava que seria merecedora de ser tratada com tanta dignidade, com tanto cuidado, com tanto respeito.

Você passa anos de sua vida sendo tratada com menos valia, que quando finalmente é tratada de uma maneira digna, nem acredita que é com você.

É a vida me mostrando que a mola que move o mundo é o desejo.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Uma coisa tem pairado sobre meus pensamentos ultimamente: eu gosto de quem eu sou enquanto estou fazendo o que estou fazendo? 

....


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Passei esses últimos tempos na esbórnia total: saindo muito, bebendo muito, fumando muito.

Depois da minha cirurgia, eu fiquei muito pensativa e literalmente vi a minha vitalidade escorrendo pelos meus dedos. uma sensação de incompletude enorme. Passei muitas sessões de análise chorando pelo leite derramado: saía de terça a sábado, domingo tava podre de cansada e com uma ressaca moral da porra e segunda, chorava minhas pitangas dizendo que não se repetiria, que não beberia, não fumaria, que iria estudar, etc etc, etc.

Depois de muito escorregar na gamela, percebi que estava precisando de um tempo pra mim. Tempo pra não fazer nada. passei minha vida inteira correndo de um objetivo a outro, sem muito tempo pra respirar, pra curtir minhas conquistas.

Sei que é piegas, mas foi preciso entornar o caldo, ver a morte de perto e chegar no meu fundo do poço pra perceber que o que eu realmente quero é muito simples: quero um tempo pra mim. Um tempo pra curtir minhas conquistas, que não são poucas.

Quero ir pra o trabalho, que por sinal estou amando como nunca, chegar em casa ficar de bobeira com meu filho e dormir. Dormir sem hora pra acordar.

E se quiser sair, ler, ver um filme, ficar de pernas pra o ar, etc, não me culpar por não estar fazendo nada. Por que na verdade, eu estou  fazendo o que é mais importante: estou fazendo o que gosto e preciso.

Tô muito, muito, muito, muito tranquila. Como há muito tempo não estive.

Fim. Vou ali curtir um Carnaval maravilhoso que rola em minha cidade: Salvador.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Carcinoma papilífero no lobo esquerdo da tireóide.

Eis o diagnóstico após alguns meses que eu descobri um nódulo na tireóide. Dia 28/10 eu fiz uma tireoidectomia e retirei também os gânglios linfáticos. Segundo o médico, é o protocolo corrente quando se retira a tireóide, pra evitar micro metástase. Descobri que o câncer de tireóide não faz grandes metástases e que retirando a glândula, o carcinoma vai embora junto.
Hora nenhuma eu fiquei com receio de alguma coisa acontecer, mas quando eu peguei a guia do plano de saúde pra realizar a cirurgia e vi que os gânglios linfáticos iam junto, confesso que bateu um medão. Pensei na hora: nadei, nadei e morri na praia.

Tudo acabou, mas devo falar que tem duas coisas que me incomodam MUITO: cadê a minha vitalidade? E o que aconteceu com a minha voz?

Após a cirurgia, cheguei em casa fiz uma verdadeira faxina em minhas coisas e nas de Gui. Sabia que teria 15 imensos dias pra mim e pras coisas que urravam por fazer. Corrigi dois textos, vi uns 10 filmes e li dois livros. Isso tudo em 05 dias. Depois, eu mal conseguia ficar em pé. Tive pós graduação e sinceramente não sei como consegui dirigir do Rio Vermelho até o Garcia (uns 6 km), como estacionei e mais, como peguei Gui na escola e o levei pra análise.

Fui a um médico bom e carérrimo, mas descobri que fiz um hipotireoidismo, pois a quantidade de iodo que eu estava tomando era muito pouca pra eu realizar as minhas atividades. Descobri a duras penas que a bateria do corpo é a tireóide e que a estava quase parada. Ele aumentou a dosagem e disse que em seis semanas eu iria voltar ao meu normal. Estou ainda na metade.

Sem disposição pra quase nada, casando ao menor esforço, mas não paro de fazer nada. Se eu sentar ou deitar, não consigo levantar. Resultado: não paro. Faço o que posso e o que não posso até a exaustão. Tem dado certo, mas de tudo o que mais me fez questão nesta história foi o meu significante mais vivo, se é que eu posso denominar assim: minha disposição pra fazer tudo.

Nunca precisei de muito sono. Durmo pouco, acordo às três todo dia, faço tudo e sempre estou disposta pra tudo. Sou (voltarei a ser) do tipo que trabalha o dia inteiro subindo e descendo escadas, atende no consultório, fica pra cima e pra baixo pegando e levando filho pra tudo e se me convidarem pra sair de noite, saio, danço, bebo fumo a noite inteira, durmo três horas e tenho pique pra fazer tudo isso novamente no outro dia.

Vou em busca da minha disposição.


segunda-feira, 27 de outubro de 2014



E pra corroborar meu pensamento, segue o "ciclo da prosperidade" do brasileiro.
Sou classe média tb e obtive muitas vantagens neste governo petista. Meu diferencial eh que sou esquerda e NUNCA voto na direita, apesar de não concordar com tudo no governo do PT.


#FelizDilmais