terça-feira, 10 de novembro de 2015

Atualmente estou seguindo a série The Blacklist e o que mais me impressiona na série é o amor que Raymond ~Red~ Reddington tem pela filha, a agente Elizabeth Keen.
É óbvio que se trata de um amor culpado, por não ter tido tempo ou mesmo não ter podido se dedicar a ela como gostaria, mas de longe é a expressão de amor na telinha que mais me marcou nos últimos tempos. A garota sequer saca que é tão amada e muito menos que se trata de seu pai, mas nós expectadores somos brindados com cenas belíssimas de uma dedicação de amor que beira a irrealidade.
 O que me leva a pensar: será que eu serei amada assim algum dia? Será que Gui se sentirá amado assim algum dia?
Toda realidade é realidade psíquica, mesmo assim eu me pergunto muitas vezes se o amor que eu julgava sentir de meu pai era real ou era imaginado. Eu me via nos olhos dele, eu me sentia amada, protegida, querida e desejada como filha. Fora isso, meu pai não era nada do que se poderia chamar de amoroso e de bom pai. Mas eu me sentia assim. Será que isso basta? E vou mais: na época, eu achava que isso era o natural. Hoje adulta, com olhos atravessados pela psicanálise, eu vejo que era amada e muito. Vejo como isso faz diferença na vida de um sujeito. Como é se ver no olho do outro, como é se ver sendo amado por outro e digo que fui amada e muito.
A pergunta agora é: será que algum dia eu serei amada por um homem como fui amada pelo meu pai?

Eu fui muito amada. tanto que dói lembrar. Mas ficou no passado. No presente, eu não estou sendo amada como eu gostaria. Mas, e no futuro?

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