terça-feira, 1 de setembro de 2015

Este final de semana eu fui pra Feira de Santana pra casa de minha família. Pra roça. Pra o meu lugar ever no mundo.
Quando eu tô saindo da Bonocô e vou pegando o acesso pra BR 324, alguma coisa muito especial já começa a revigorar dentro de mim. É um dos momentos mais feliz de minha vida: pegar a estrada pra minha casa.
Ir pra casa após algum tempo é um bônus muito especial. Um presente bom. Já tem um tempo que eu tô no lucro na vida. Qualquer coisa que me acontecer é lucro. Tem muito tempo que eu parei de criar expectativa com as coisas, que eu parei de ver o mundo com tanta pureza. Mas a despeito de tudo isso, eu estou sempre me surpreendendo. Parece que eu ganhei novos olhos.
Eu tive um pequeno desentendimento com minha irmã e o meu cunhado e estava ~morrendo de medo~ de reencontrá-los e de ter meio que desintegrado aquilo que se constrói numa vida. Pra minha grata surpresa, eu cheguei e foi como em todas as vezes: fui muito bem recebida e amada por todos.
Como é bom vc se saber amada, saber que pode correr pra os braços seguros de quem te ama, saber que não precisa palavras pra ser compreendida e olhar nos olhos do outro e ver o amor refletido neles.
Como não se sentir amada e acolhida quando vc sai com seu cunhado pra feira livre e depois de tanto desentendimento, vc perceber que ainda pode contar com ele, que vc ainda tem um lugar cativo no coração dele e juntos fazerem coisas de irmãos, como procurar um parafuso e conversar coisas da vida, coisas que se conversa com quem se ama?
Eu realmente não poderia estar em melhor momento. Parece que eu consegui enfim entender que de nada adianta ficar lutando contra as coisas. Elas simplesmente acontecem.
Besta é quem não aceita o que vem de bom grado do universo.

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