domingo, 27 de setembro de 2015

Ultimamente tenho me perguntado sobre o amor. Hahahahahahaha. Há anos que essa pergunta não sai da minha cabeça. Mas é que eu estou em um affair e isto ganha um peso maior.
Não tô amando, nem sei se estou apaixonada. Tô me envolvendo. Mas comparado com meu modo de me envolver, está muito morno. E isso me angustia a ponto de eu ter dúvidas.
Dúvidas do tipo: é melhor estar numa relação ou sozinha? Vale a pena ficar com alguém de uma maneira não apaixonada?
Tá. eu sei que o organismo humano não suporta viver de paixão durante muito tempo porque ele entra em falência. Eu mesma fui apaixonada anos a fio pelo meu ex e sei como é complicado viver nessa urgência eterna. Principalmente aos 42 anos, quase 43.
Mas, Lila, não está bom viver um relacionamento com uma pessoa especial, encantadora, legal, que compactua dos mesmos gostos, apesar de ver a vida de uma maneira mais conservadora, que gosta de viajar, de ver filmes, de ver séries, de ficar colado, de fazer tudo junto? Ele é tão fofo que fez amizade com meu filho, meus pets e até com os bichos da rua (!!!).
Tem um ponto que me incomoda num cara 11 anos mais novo: tem energia muito menor que a minha, inclusive a sexual.
Sei que isso não é motivo pra não estar inteira numa relação e por isso me pergunto: porque vc não se contenta com o que desejou e vive um relacionamento leve do jeito que ele se mostra?
Segundo minha analista, eu estou com a faca e o queijo nas mãos. Por que será que eu não estou tão certa disso? Por que eu não me entrego ao que está aí e paralelamente eu vou tocando a minha vida? Eu não pretendia me envolver mais mesmo.
Como em tudo na vida, estou no lucro e quero mais. Isso é f*.
Nunca estar satisfeita com o que tem me deixa frustrada. Histeria, seu nome é Lila.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Este final de semana eu fui pra Feira de Santana pra casa de minha família. Pra roça. Pra o meu lugar ever no mundo.
Quando eu tô saindo da Bonocô e vou pegando o acesso pra BR 324, alguma coisa muito especial já começa a revigorar dentro de mim. É um dos momentos mais feliz de minha vida: pegar a estrada pra minha casa.
Ir pra casa após algum tempo é um bônus muito especial. Um presente bom. Já tem um tempo que eu tô no lucro na vida. Qualquer coisa que me acontecer é lucro. Tem muito tempo que eu parei de criar expectativa com as coisas, que eu parei de ver o mundo com tanta pureza. Mas a despeito de tudo isso, eu estou sempre me surpreendendo. Parece que eu ganhei novos olhos.
Eu tive um pequeno desentendimento com minha irmã e o meu cunhado e estava ~morrendo de medo~ de reencontrá-los e de ter meio que desintegrado aquilo que se constrói numa vida. Pra minha grata surpresa, eu cheguei e foi como em todas as vezes: fui muito bem recebida e amada por todos.
Como é bom vc se saber amada, saber que pode correr pra os braços seguros de quem te ama, saber que não precisa palavras pra ser compreendida e olhar nos olhos do outro e ver o amor refletido neles.
Como não se sentir amada e acolhida quando vc sai com seu cunhado pra feira livre e depois de tanto desentendimento, vc perceber que ainda pode contar com ele, que vc ainda tem um lugar cativo no coração dele e juntos fazerem coisas de irmãos, como procurar um parafuso e conversar coisas da vida, coisas que se conversa com quem se ama?
Eu realmente não poderia estar em melhor momento. Parece que eu consegui enfim entender que de nada adianta ficar lutando contra as coisas. Elas simplesmente acontecem.
Besta é quem não aceita o que vem de bom grado do universo.