terça-feira, 14 de julho de 2015

Depois de um longo jejum, olha eu aqui novamente. Minha vida atual é um reflexo do meu desejo: estou muito tranquila e realizada.

As coisas vem acontecendo de uma maneira tão equilibrada que às vezes me assusto com o poder do meu desejo. Sou fã de listas. Quem me conhece sabe que eu faço listas inclusive de realizações (oi?). O melhor de se fazer listas é o desejo que você emprega nas ações ali descritas.

Outra coisa que quem me conhece bem, sabe. Eu sou extremamente punitiva comigo mesma. Me imponho metas inatingíveis e quando não as cumpro, tenho outra lista com as respectivas punições. Aliás, eu ERA punitiva comigo mesma. Até neste ponto, eu estou mais relax, mais feliz com as minhas poucas realizações. Eu posso dizer que eu estou uma pessoa feliz.

Esses últimos meses, eu tive tempo suficiente pra pensar em minha vida e tomar algumas decisões que foram imprescindíveis pra o meu momento atual. É como se eu finalmente soubesse quem eu sou, porque estou aqui e qual a finalidade de construir o caminho que estou vivendo.

Para a psicanálise, este momento é o que a gente chama de saber que se é castrada, que não pode tudo e inconscientemente assumir suas dificuldades, falhas e inseguranças. Nunca em minha vida estive tão forte e tão fragilizada como agora. Tão humana. Tão certa de meu lugar no mundo. Tão contente com os meus passos trôpegos dados até aqui.

Não tô fazendo nada de grandioso, nada de muito útil, nada que possa ser considerado louvável, mas eu estou sendo a pessoa que eu quero ser neste momento. Claro que não sem dificuldades no trabalho, nas relações interpessoais, com Gui, com os estudos, com minha responsabilidade em ter permitido viver por mais de dez anos um relacionamento amoroso abusivo em todos os pontos falando, por não dedicar tempo a algumas coisas que necessitam... Enfim, minhas falhas.

Para finalizar, finalmente conheci um homem que eu nunca achei que existiria. Sabe aquela pessoa que você espera, deseja, mas pensa que não existe? Ele me encontrou. ELE. Porque eu já tinha desistido. Não achava que seria merecedora de ser tratada com tanta dignidade, com tanto cuidado, com tanto respeito.

Você passa anos de sua vida sendo tratada com menos valia, que quando finalmente é tratada de uma maneira digna, nem acredita que é com você.

É a vida me mostrando que a mola que move o mundo é o desejo.

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