terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Uma coisa tem pairado sobre meus pensamentos ultimamente: eu gosto de quem eu sou enquanto estou fazendo o que estou fazendo? 

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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Passei esses últimos tempos na esbórnia total: saindo muito, bebendo muito, fumando muito.

Depois da minha cirurgia, eu fiquei muito pensativa e literalmente vi a minha vitalidade escorrendo pelos meus dedos. uma sensação de incompletude enorme. Passei muitas sessões de análise chorando pelo leite derramado: saía de terça a sábado, domingo tava podre de cansada e com uma ressaca moral da porra e segunda, chorava minhas pitangas dizendo que não se repetiria, que não beberia, não fumaria, que iria estudar, etc etc, etc.

Depois de muito escorregar na gamela, percebi que estava precisando de um tempo pra mim. Tempo pra não fazer nada. passei minha vida inteira correndo de um objetivo a outro, sem muito tempo pra respirar, pra curtir minhas conquistas.

Sei que é piegas, mas foi preciso entornar o caldo, ver a morte de perto e chegar no meu fundo do poço pra perceber que o que eu realmente quero é muito simples: quero um tempo pra mim. Um tempo pra curtir minhas conquistas, que não são poucas.

Quero ir pra o trabalho, que por sinal estou amando como nunca, chegar em casa ficar de bobeira com meu filho e dormir. Dormir sem hora pra acordar.

E se quiser sair, ler, ver um filme, ficar de pernas pra o ar, etc, não me culpar por não estar fazendo nada. Por que na verdade, eu estou  fazendo o que é mais importante: estou fazendo o que gosto e preciso.

Tô muito, muito, muito, muito tranquila. Como há muito tempo não estive.

Fim. Vou ali curtir um Carnaval maravilhoso que rola em minha cidade: Salvador.