quarta-feira, 2 de março de 2011

Eu preciso de férias de filho. Alguém já ouviu falar disso?
Quem quiser que me critique, pois eu é que sei como tá difícil viver apenas para cuidar de um filho que não me obedece e que não me deixa nem ir no banheiro sozinha (o mínimo que uma mãe faz). Computador? Esteira? Filme (quáquáquá)? Livro? Nem lembro mais o que são essas coisas... Sério, tem 10 dias que eu tô vendo a Rede Social e ontem a noite vi 28 minutos de Bruna Surfistinha...
Tá f*, tá difícil e se me perguntarem onde estou errando e perdendo a mão eu nem sei apontar e olhe que eu sou psicóloga de criança. Bem, eu sei, mas é difícil admitir que vc fez tudo errado desde a escolha do pai. E deve ser muito mais difícil pra o filho saber que tem um pai que não tá nem aí pra ele, que a avó conta os segundos pra mãe pegar e que a mãe conta os segundos pra ele dormir e poder ser uma pessoa, além de mãe (minha imensa responsabilidade nesta história).
Gente, eu nem banho eu tomo sozinha, eu não sei mais o que é ficar com 1 hora disponível pra mim, pois são tantas coisas pra dar conta que eu nem sei por onde começar. A única coisa que eu realmente faço é limpar a cozinha e ver filmes on line. Quem sobra? Nem sei mais se sou eu ou se é o meu filho.
Mas fica aqui um conselho, se é que isso é possível: só tenha filhos se vc tiver preparada pra abrir mão de vc mesma sem esperar do homem. Pode ser que eu seja pessimista e que eu não tenha dado sorte, mas conte sempre com o imprevisto e com a pior das hipóteses. Quem falou que o exercício da maternidade é a melhor coisa do mundo no mínimo tem uma babá e/ou um marido excelente aguentando todas as pontas ou colocando as coisas em casa pra que a mãe só se dedique à cria.
E pensar que eu iria ter um filho prematuro cheio de sequelas, e que no mínimo ele seria cego... Deus protege sempre e u devo colocar meu joelho no milho e agradecer pelo meu filho lindo, perfeito, inteligente e parceiro, mas tô tão cansada, triste, vendo minha vida passar de relance e sem chances de mudança que só penso no meu próprio umbigo.
Cadê a minha análise que  não faz efeito, hein? Cadê? Será que voou ser sempre essa pessoa reclamona e chata? Juro que eu esperava mais de mim como pessoa e de meu futuro.

Fica uma música que embalou a minha juventude e que eu lembro sempre, sempre, sempre, sempre....

"A vida que me ensinaram como uma vida normal
Tinha trabalho, dinheiro, família, filhos e tal
Era tudo tão perfeito se tudo fosse só isso
Mas isso é menos do que tudo,
é menos do que eu preciso
Agora você vai embora e eu não sei o que fazer
Ninguém me explicou na escola
Ninguém vai me responder

Eu sei a hora do mundo inteiro
Mas não sei quando parar
É tanto medo de sofrimento
que eu sofro só de pensar
A quem eu devo perguntar aonde eu vou procurar
Um livro onde aprender a você não me deixar
Agora você vai embora e eu não sei o que fazer
Ninguém me explicou na escola"

A questão não é ele ter ido embora em si, é ninguém ter me ensinado a fazer com o que sobrou de tudo. Eu me vi com as mãos atadas e parece que estou assim até hoje. Será que é Gui quem vai me soltar do meu aprisionamento? Se for eu mesma, tô mais fucked que eu pensava...

2 comentários:

Lélia Sampaio disse...

acho que tu se cobra demais e acho que tem uma peça não encaixa entre lilia mãe e lilia mulher. não tá fácil pra ninguém. apenas pense o que é prioridade.

Gildo Jr. disse...

Se eu disse que, com excessão da parada de filho, eu e a torcida do mengão nos sentimos assim, ajuda??? mas o pior é que é verdade....