segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Semaninha difícil a passada. Quase não dormi, quase não estudei, quase não fiz nada, além de trabalhar e tentar dormir. Estou em uma luta com Gui pra ele voltar a dormir na cama dele, mas ele acorda e vai pra minha cama umas três vezes na noite e meu sono está todo entrecortado. Essa noite eu deixei ele terminar de dormir comigo, pois não tava conseguindo mais nem pensar. A sensação que eu tenho é que a cada dia eu vou perdendo a mão um pouquinho. E isso é cíclico.
Ele está nervoso novamente, jogando as coisas, me xingando, querendo me bater, me dando ordens, querendo falar mais alto que eu. Imagino que é por eu estar aérea, não estar inteira com ele quando eu estou com ele. Essa semana eu estou experimentando um sentimento que até então era bem novo pra mim, eu estou com sangue nos olhos pelo pai dele. Garrei ódio pelo pai dele e não me pergunte porquê. Não sei o exato motivo, mas precisa? Fico com ódio de mim por ter me permitido me relacionar com uma pessoa tão imatura, tão despreparada pra vida.
Por que, meu Deus, eu me apaixomei e dei os melhores anos de minha vida num relacionamento fadado a dar errado? Por que após tantos anos eu ainda sofro tanto com isso? Por que eu não me perdôo? Por que eu fico remoendo tudo, tudo, os milímetros das coisas? Por que eu simplesmente não apago? Parece que a minha ficha das coisas só cai quando não tem a menor graça.
Eu ficava muito me apegando que ele quis ter filho comigo, quis ter uma família e homem nenhum quer, mas a que preço? Será que eu não sou merecedora de um cara legal e preciso ser grata a vida eternamente por ter tido a oportunidade de ter meu(s) filho(s) e ter tido a (infeliz) experiência da vida a dois? Lila, essa crise já nem tem mais graça... cadê a pá de cal pra eu encerrar essa história?
Sabe quando vc não aguenta nem mais ouvir a voz? Ver a cara?
Acho que Gui tá sentindo tudo isso e está sofrendo muito, pois ele tá bem marretinho e chatinho. Eu tô um poço de chatice e ele tá se refletindo em meu espelho. Eu até dei umas surrinhas nele etô péssima com isso.
Eu fico pensando "que posts chatos e enormes, quem vai querer ler?", mas sabe de uma? Isso aqui é meu descarrego, eu às vezes entro e fico pensando em postar, mas eu tô tão sem coragem que me falta até garra de escrever o que está me fazendo viva.
Um preciso aprender a me perdoar das coisas, pois eu sou humana e tenho direito de cometer minhas falhas e meter meus pés pelas mãos, mas por que eu me culpo tanto por não ser perfeitinha? Quem vai conseguir ler tanta coisa? Estudar tanto texto pra ter direito a uma saída? Por que eu simplesmete não posso me dar ao luxo de ficar um domingo de prega, de ressaca sem ter que ler nada ou ter que fazer coisa que preste? Tô me cansando de tantas imposições que eu me faço.
Tô com me cobrando demais, até meus novos colegas de trabalho já perceberam isso.

2 comentários:

Gildo Jr. disse...

Só pra corrigir um erro no seu raciocínio, se é que a Senhora permite: os melhores anos de nossas vidas são sempre os que estão por vir. E pra não deixar de usar a velha Clarice de guerra: "...ao passo que amar, eu posso até a hora de morrer. Amar não acaba...".
Desculpa a invasão no seu blog, moça!

Lélia Maria disse...

sua imã também já comentou sobre sua exigência demasiada. outra coisa, vc se envolveu com ele pq acreditou que daria certo. 101% da população comete o mesmo erro. a gente precisa de esperanças, minha cara.