terça-feira, 29 de junho de 2010

Indico. Um excelente site com fotografias do antes e depois de cidades dos EUA.

domingo, 27 de junho de 2010

Olha que lindo: cadê o meu pinto?
Não há como pertencer ao mundo psi e não se dar conta do que este vídeo retrata e nem precisa ser freudiano, basta ter passado alguns anos na universidade e ter estudado um pouquinho da angústia de castração.
Vou aproveitar este momento para esclarecer uma coisa: dizem por aí que Freud era um machista, chauvinista e que a mulher tem inveja do pênis do homem, blá, blá, blá. Realmente é puro blablablá, pois ele apenas observou em sua clínica (através da análise de adultos) que as crianças passam por uma experiência na qual elas pela primeira vez se dão conta que há uma diferença na anatomia entre os sexos e isso lhes causa uma angústia enorme.Quem tem filhos ou convive com crianças já notou esse fato.
Vou dar uma resumida pra de agora em diante toda vez que algum de vcs ouvirem o galo cantar sobre esse assunto, ter ao menos uma clareza que não é disso que se trata.
Freud chama este momento de complexo de castração (não é cronológico e sim lógico, pois a criança pode estar em qualquer idade e em qualquer fase do desenvolvimento).
Primeiro tempo: todo mundo tem um pênis, pois não há diferença entre meninos e meninas e nem em suas anatomias  sexuais. Quando ele ou ela descobre que um ser próximo não possui um pênis (mãe, irmã, etc.) faz fracassar essa teoria e abre caminho para a angústia de um dia ficar, ela própria despossuída.
Segundo tempo: o pênis é ameaçado através de ameaças verbais para proibir a masturbação infantil, principalmente pelo pai. (o menino pode relacionar com a rivalidade entre ele e o pai pelo amor da mãe)
Terceiro tempo: existem seres sem pênis e, portanto, a ameaça é bastante real. Essa é a época das descobertas visuais da região genital feminina, que é a zona pubiana sem pênis. Inicialmente a criança vê a genitália feminina, nada lhe diz, mas a lembrança das ameaças infantis de cortar o seu pênis significa que há um perigo. Para conviver com a angústia de castração, ele fantasia que a menina tem um pênis pequenininho e que ainda vai crescer.
Quarto tempo: a mãe também é castrada: emergência da angústia de castração propriamente dita, diferente da angústia dos medos e dos pesadelos. É medo de perder o pinto!!!
Tempo final: é neste momento de irrupção da angústia que o menino aceita a lei de proibição de opta por salvar seu pênis, renunciando ao amor da mamãe, encerra-se a fase do amor edipiano, o menino afirma sua identidade masculina e, no futuro, vai amar outras mulheres (e deixa a mãe para seu pai).

Com a menina a vibe é outra. Todos os dois aceitam a universalidade do pênis, pois acham que meninos e meninas têm pênis. A menina assim como o menino ama a mãe, mas quando se dá conta de sua castração ao invés de ter angústia de castração, ela tem ódio dessa mulher que não lhe deu um órgão tão especial, pois seu clitóris é muito pequeno para ser um pênis ... "fui castrada!!! Minha mãe não me amamentou o suficiente, etc.". Qdo ela percebe que a mãe 'sofre do mesmo infortúnio' (quáquáquá), a mãe é despresada, rejeitada pela filha, pois não lhe transmitiu os atributos fálicos. Começam as recriminações da menina em relação à mãe que deixa de ser seu objeto de amor e escolhe o pai.
O tempo final da castração para a menina tem três saídas:
(1) ausência de inveja do pênis: ela fica tão assustada que recusa entrar em rivalidade com o menino;
(2) vontade de ser dotada do pênis do homem achando que um dia ela poderá possuir um pênis tão grande quanto os meninos que pode concluir-se como uma escolha de objeto homossexual manifesta;
(3) vontade de ter pênis substitutos, ou seja, reconhecimento imediato e definitivo de sua castração, o que Freud qualifica de "normal", pois a menina vai ter como objeto de amor o pai, o clitóris cede lugar à vagina como zona erógena e o pênis cede lugar a um filho, ou seja, há a vontade de gozar com um pênis no coito e gerar um filho.

Nem precisa dizer que todo esse processo é inconsciente e que ninguém fica pensando na medida que vai ocorrendo, né?

Freud é um gênio! Conseguiu observar na clínica e em sua vida familiar situações que acontecem sempre em nossa vida erótica... O que é mais impressionante é que eu vejo tudo isso tanto na clínica quanto com meu filho e sobrinhas.
Ufa! Cheguei em casa!!! Passei 4 dias em Feira de Santana e foi ótemo, mas chegar em casa e entrar em minha rotina é o que há. Há quem adore variar, ver coisas diferentes a cada vez, viajar, conhecer, fazer e acontecer. Eu, Lila, gosto é de rotina, disciplina, lista na parede dizendo qual vai ser o meu próximo passo. E por isso estava mortinha de saudades de minha casinha, minha caminha, meus pets, minha esteira, meus filmes, enfim, meus tudo. E parece que eu estou perpetuando a espécie dos que gostam de ficar na sua, pois Gui também é assim e todo dia após a farra ele perguntava "mamãe, nós vamos pra nossa casa?". Lindinho.
Enfim, cheguei, dessarumei a mala, guardei a minha pimenta (amo pimenta e todo mundo me dá pimenta) e fui cuidar de minha vida. Realizada. Tranquila. GORDA.
Enfiei o pé na jaca até a cintura, que eu nem sei mais se pode ser chamada assim. Comi como uma condenada e como se o mundo fosse acabar no sábado. 1 quilo a mais. Tá,a tudo dai graças. Quáquáquá.
Mas, o que importa é que eu já tomei pé da situação, já retornei minha vida normal e logo, logo estarei magra novamente.
No mais, é tudo do mesmo: não estudei, não terminei meu artigo sobre Transferência, não solicitei meu diploma, não levei Gui pra fazer uns exames laboratoriais nem ao oftalmo, não arrumei os meus milhares de papeis e livros espalhados pelo meu gabinete, não isso, não aquilo.
Eu fiz: fui a todas as festinhas de confraternizações que eu tinha direito, fui a um forró para não dizer que passei o meu S. João em branco, tomei umas decisões sobre meu futuro na psicologia (depois eu conto), li um livro de L. F. Veríssimo (Nite, eu amei o estilo dele), comecei a ler o "Elogio ao Ócio", trouxe uns 5 livros de Feira pra ler, li todos os blogs que estão no meu favoritos, estou baixando 25 filmes no Emulinha (uau, diversão à vista!!!), vi uns 4 filmes após chegar de Feira, saí com Dudu, separei o meu lixo reciclado, etc., etc., etc. E o mas importante de todos: eu e Gui ficamos giboiando de madrugada na frente da TV vendo Discovery Kids all night long.............................. Amo!

Pra não dizer que não falei de preservação ambiental neste blog, eu me preocupei e resolvi apoiar a campanha "Save Daisy Arruda Whale". Tá que isso não se faz, tá que isso é socialmente incorreto, mas é mais forte do que eu: é o meu eu lírico falando.

terça-feira, 22 de junho de 2010

As coisas estão acontecendo aos borbotões e sempre penso em fazer um post, mas cadê o tempo?
Ultimamente o que mais me tirou do eixo foi a morte de Saramago. Devo a ele muito de meus momentos de contemplação, pois a cada livro que eu lia, era impossível eu ficar a mesma. Eu não recomendo ninguém ler dois livros dele em um mesmo ano, pois não dá pra fazer a "digestão" em tão pouco tempo. Até hoje eu não me recuperei de "Ensaio sobre a Cegueira" e tem anos que eu li. Não consegui nem ver o filme... Foi um susto e fico pensando em como será a literatura a partir de agora.
Sei que existem outros escritores ótimos, mas eu não conheço (e por favor, me indiquem!!!). A única pessoa que consegue me fisgar desse jeito é Clarice Lispector e vou confessar uma coisa aqui que ninguém sabe, apenas minha analista: eu passei quase seis meses tocada e abatida e devorada e acabada com o livro "A hora da estrela". Nem sei se "Ensaio sobre a cegueira" me deixou tão a flor da pele. "Paixão segundo GH" pode ter chegado perto, mas já havia regurgitado toda a minha angústia na análise e estava mais centrada (???).
Nem sei por que eu ico escrevendo sobre esses temas... Eu entrei aqui pra dizer um dia desses acordei de madrugada e assisti "Marley e eu", um filme que eu nem achei tanta coisa assim e nunca tinha me animado pra ver, mas me fez pensar em como eu (não) tenho tratado Dudu... E desde então eu tenho feito 2 caminhadas diárias com ele pelas ruas aqui perto. Eu, ele e Gui. O bichinho tá tão gordinho que chega com a língua inteirinha pra fora da boca.
Tem sido bom, pois lembrei de uma época que éramos apenas eu, ele e OL.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Devo confessar: não gostei de Alice. Estou ficando velha pra essas vibes.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Se eu não fosse uma apaixonada por Freud, a partir da leitura de seus textos eu ficaria encantada, pois só uma pessoa tão especial falaria da angústia que é fazer análise de uma maneira tão doce. Sou uma apaixonada eterna por Freud, sempre em plena transferência

“No ponto em que as investigações da análise deparam com a libido retirada em seu esconderijo, está fadado a irromper em combate; todas as forças que fizeram a libido regredir erguer-se-ão como ‘resistências’ ao trabalho da análise, a fim de conservar o novo estado de coisas” (Freud, 1912, vol. XVII, A dinâmica da transferência, pág. 137).
Não te amo mais.
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza que
Nada foi em vão.
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer jamais que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais...

(Clarice Lispector)


Leia agora de baixo para cima. O amor é mesmo essa ambivalência, né? Só Clarice consegue colocar no papel o que nós sentimos com todas as nossas entranhas.
Resolvi que vou me presentear a cada 2kg que eu expurgar do meu corpo. Como agora estou com 60 kg (Oi! Esta sou eu!), vou me dar um mimo, que inclusive já comprei, mas não tinha usado ainda: uma blusa preta feita de pneus reciclados da M. Officer (claro que comprei em um blog, né? Quem me conhece não tem dúvidas disso). Quando estiver com 58kg vou me esbaldar no Twist num dia de quinta que é o meu favorito. Com 56kg vou me dar um Jack Oh! turtle pra combinar com o Michael Kohrs. Só. Chega de assuntos maravilhosos por hoje. Realidade batendo a porta e meu artigo sobre transferência por terminar.
Ai, ai, sou quase psicóloga!!!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Aconteceram algumas coisas dignas de nota estes últimos dias:
- Terminei a minha resenha crítica e hoje foi a aula de autoavaliação. Foi muito bom externar o que me deixou angustiada um semestre inteiro: o desemprego, a morte simbólica do trabalho, a falta de oportunidade de mostrar o que se sabe, a exclusão, a pobreza, entre tantos outros. E claro e sempre: o meu descompasso em relação ao tempo certo pra digerir as coisas;
- Hoje termino um trabalho sobre a linguagem em Freud e em Lacan. É em equipe e uma colega ficou de encaminhar a parte dela. Quáquáquá. Tipo: wikipedia da pior qualidade. Eu não consigo deletar tudo, então estou fazendo uma obra de arte em aproveitar alguma coisa pra não dizer que eu sou sacana (sic). Gostaria de mandar um email assim: "minha filha, vc acha que eu tenho cara de pau de entrgar uma m* dessa pra professora?", mas né, sou diplomatica demais, educada demais, certinha demais, abestalhada demais pra dizer o mínimo. E cá estou eu a refazer a parte dela. Cirurgicamente.
- Hoje teve outra reunião no trabalho para informar que: o horário de trabalho são 7 horas e 20 minutos; não pode ter atraso de 48 horas entre o despacho e o cumprimento; teremos apenas 4 pessoas para cumprir TUDO e apenas 1 vai ter um percentual de salário a maior por isso.
- Justo agora que eu posso (poderia) ser psicóloga e engrossar a minha conta bancária....
- Uma pessoa que eu muito estimo e que eu tive um affair no passado (uma devastação em minha vida) está mudando e pra melhor: de planos, de cidade, de projetos dentro da profissão. Fiquei muito feliz em saber. Como há muito tempo não ficava. Tô torcendo por vc, viu? Nunca terei oportunidade de te dizer pessoalmente, mas sucesso em sua nova (antiga?) vida. Se antes a minha probabilidade de cruzar com ele era próxima de 5%, agora é 0,5%.
- Saí no sábado pra um aniversário de uma amiga que eu amo muito e lá estando me comportei como um lady: se antes eu era uma lady do início do século XX, agora estou para ua do século XVIII, pois nem para os lados eu olho e aprendi a fazer uma cara de paisagem que é uma beleza. Sem falar na onda que eu sei tirar como ninguém. Ocorre que o pai de um coleguinha de Gui estava no mesmo local e me veio me dizer depois que tinha me visto por lá. O cara é muito presença, solteiro, altão, bonitão e eu não vi. Tô realmente me achando, né? Num lugar que não tinha 60 pessoas.... Tô demaissssssssssss.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Assim como my sister, eu estou chegando na reta final do meu curso lindo. Ontem eu finalizei um artigo sobre o desemprego e seus reflexos nos sujeitos. Tá ficando com uma cara boa. Pode ser que eu tenha terminhado, vai depender de uma última leitura que farei dos livros "Horror Econômico" e "Adeus ao Trabalho" e ler é comigo mesmo, pois eu entro em um universo paralelo. Essas leituras acadêmicas então, eu amo de paixão (sou louka, I Know).
E vamos que vamos, que eu sou quase psicóloga. Faltam ainda dois artigos e uma prova. Uhhh! Já estou sentindo o gosto de prosseco na boca!
Outras coisas: estou com um celta e, meodeos, como é bom dirigir um celta! Um carro que vc tem prazer em fazer meia embrenhagem nas ladeiras de Salvador, pois ele é muito forte. Estou me sentindo em um ralli, pois meu palio, puf, é muito fraco. Vc pede a Deus pra não ter ninguém na frente quando sobe a ladeira do IBIT, pois se vc puxar o freio de mão, é um abraço. O carro faz vc morrer de vergonha e lembrar do tempo que vc chorava quando pensava em subir uma ladeira dirigindo e dava mil voltas pra não se deparar com uma. Aqui em Salvador, então, é quase um milagre.
Ontem eu comi mais do que o meu normal, mesmo SABENDO que estava sem fome. Eu pensava: "Lila, por que tanta ansiedade? Seu trabalho está quase pronto." Esperava os oito minutos que a pesquisa científica (quáquáquá) disse que era o tempo que a vontade passa, e nada, olhava só pra certificar que já tinha passado e levantava pra comer.
Isso é um diálogo de uma pessoa que quer perder quilos e quilos? E pra arrebatar de vez, não fiz esteira. Estava fazendo há 8 dias seguidos. Tá, vou me perdoar que estou naqueles dias. Desculpa boa pra tudo essa. Eu amo!
É isso.