sábado, 1 de maio de 2010

Testemunho.


Eu tenho muita sorte, principalmente por ser cercada de pessoas reais, que apesar de suas vidas e problemas, disponibilizam o que tem de melhor pra mim.
Dizem que a quantidade de amigos que temos cabe nos dedos das mãos. Tenho muito mais sorte ainda, pois tenho muitos, mais muitos amigos mesmos.
São pessoas que eu posso contar sempre. Pessoas que eu posso recorrer, ligar, chorar, sorrir a hora que for que vão estar abertas a escutar as minhas pitangas, as minhas barbaridades.
E gostaria de fazer um post pra essas pessoas, pra cada uma delas. Sonia (meu braço direito e esquerdo), minha (ex) sogra, minha (ex) cunhada, minhas irmãs, minhas amigas da faculdade (somos 5), minhas outras colegas da faculdade (que estão num patamar entre colegas e amigas, mas podemos contar umas com as outras), minhas duas comades (Ju e Edna), Déa, Marcia e Lan (amigas do peito), Peixinho e outros amigos da natação, Cláudio, meu melhor amigo e Ol, atualmente meu melhor ex-marido (vou ter vários outros!!! Hehehe).

Ontem saí com minhas amigas da faculdade. Não é sempre que dá, mas sempre que estamos juntas parace que a amizade fica mais forte, mais sólida, mais madura. Amo as 4.

Minha (ex) sogra estava me cobrando o "parabéns" pelo dia das sogras e eu sinceramente nem sabia que existia isso, mas um parabéns é muito pouco perto do que ela merece, pois é minha mãe do coração. Sei que eu tenho um lugar cativo na vida e no coração dela e que não existem palavras pra eu expressar o quanto tenho aprendido a ser tolerante, humana, menos infantil e mais esperta pra vida.
Amo muito a minha mãe, mas desde muito nova a sensação que eu tinha é que meus pais fossem mais infantis e menos preparados pra enfrentar as dificuldades que eu.
Desde meus 17, 18 anos eu não via muito sentido prático no estilo de vida deles e intelectualmente, eu já os havia ultrapassado há muito. Sabia que havia proteção, cuidado, carinho, preocupação.
Com minha (ex) sogra eu pude compactuar minhas impressões de mundo, minhas desilusões intelectuais, meus anseios financeiros, minhas angústias com os homens. Quantas e quantas vezes ela me falou sobre o filho dela e se eu estava preparada pra me lançar de cabeça numa relação fadada ao insucesso? E olhe que ela não é de dar conselhos, ela me ouve, me escuta, me conforta, me ama como eu sou.
Minha mãe ainda me vê como a adolescente angustiada, nervosa e cheia de hormônios que eu era. Minha (ex) sogra me vê como uma mulher, uma mulher que quer, mesmo sem saber mesmo o quê.
Ela me olha e me vê. Eu me sinto olhada, vista, admirada e amada por ela como nunca me senti pela minha própria mãe. Minha mãe me ama, eu sei, me admira, eu sei. Mas eu tô falando de algo mais profundo, algo de amar por amar, sabe?
Eu não saberia se eu seria essa Lila que eu sou se eu não tivesse esse rochedo de mulher pra eu me espelhar nas dificuldades. É difícil eu agir como ela, tô mais pra minha mãe, que não é nada silenciosa, mas eu sei que estou fazendo um excelente estágio pra ser a mulher que ela é: forte, silenciosa, sensível e feminina como nenhuma outra que eu já conheci. E linda, linda e charmosa como ela só.
Eu só entendi o sentido que a feminilidade tem na psicanálise através dela e isso não tem Joel Dor, Lacan, Freud e Marcus do Rio que transmita. Está dado, basta se lido. Quanto mais duro for o texto falando do "gozo outro" que eu leia, é só eu lembrar dela e de como ela está posicionada na vida, eu vou saber ler.
Minha amiga, minha mãe, meu ancoradouro.
Eu espero poder criar meu filho com a mesma ética, postura e integridade que ela criou o homem que eu mais amei na vida, OL.
Ela diz que eu sou a Mulher Maravilha. Pra mim, ela é a Mulher Maravilhosa.

2 comentários:

IVANEIDE disse...

Pôxa que legaleu desejo ser assim para minha nora e genros. E gostaria de ser vista como você vê sua Sogra....bjs

Lélia disse...

ela é mesmo maravilhosa. mas tua mãe é ciumenta, tomara que ela nunca leia isto. rsrsrsrs
(brincadeira).