segunda-feira, 31 de maio de 2010

A reunião durou 5 MINUTOS. Literalmente. A juíza queria informar uma decisão que ela havia tomado a respeito de uma colega nossa. O que eu falei? Perdi metade de minha tarde por um assunto que poderia ter sido informado por email ou telefone.
Toma, Lila. Quem mandou não estudar Direito pra ser Magistrada? Pouquíssimo.
DETESTO quando faço uma programação e o tiro sai pela culatra... Na quinta eu soube que teria uma reunião no trabalho na terça às 14 horas. M*!  C*!  Eu tenho paciente agendado pra esse horário. Odeio desmarcar com paciente, pois como é que o tratamento vai caminhar se o psicólogo desmarca? Peguei minha raiva, engoli e liguei pra mãe da garota, que arranja mil e uma desculpas pra não levar a filha para o tratamento. Ela disse que tudo bem, pois iria precisar faltar mesmo... (sei!).
Hoje estou eu aqui pronta pra fazer um post sobre reciclagem e o meu celular toca. É a minha diretora adjunta ligando pra avisar que a reunião é hoje em caráter de urgência.
O quê? Justo hoje que eu tenho QUATRO pacientes? Quem não comparecer terá que arcar com as consequências e se justificar diretamente com a juíza. Amo muito tudo isso. Eu odeio jus arrogandi!
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh! Tô putíssima da vida com essas reuniões que não atam nem desatam. Deve ser por causa da greve, que tá comendo no centro, mas e meus pacientes com isso?
Ser servidor público e subserviente é isso, gente.
E a galera louquinha pra entrar nesse mundinho de poucos chapéus e muitas cabeças.
Vou me reduzir a minha insiginificância mor e ligar pra cada um deles remarcando. Minha semana vai ser uma dilícia!!!!!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Apesar de minha ausência, eu não abandonei o meu blog. Estou sem tempo e "sem paciência para fazer o social". Meu curso está chegando ao fim e tenho três ensaios para entregar em temas totalmente divergentes, então estou atolada de coisas pra ler, pra escrever e pra racionalizar.
(...)
A bem da verdade, eu estou passando por um processo de decepção com algumas pessoas que tem me deixado muito pensativa ultimamente e estou aparando minhas arestas, me refazendo pra estar inteira para as pessoas que realmente importam na minha vida.
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E malhando muito.
(...)
Essas três coisinhas me consomem todos os nutrientes e quase que não deixa nada de reserva pra escrever aqui.
(...)
Luto: Lost acabou. E agora? Qual será o meu novo vício das noites de terça? Eu realmente amava começar a semana me programando pra reservar uma horinha na  minha agenda pra ver Lost. Amei o fim, apesar de não explicar algumas de minhas dúvidas. Onde está Walt? E Michael? Quem são os Outros? Como pararam na ilha? Quem era aquela mulher da penúltimo capítulo? E o mais importante de tudo: O QUE ERA AQUELA ILHA?
Mas reconheço que são segredos que não poderiam ser respondidos em um último episódio. Devo confessar que até agora (spoiler, não leia!!!) não sei se eles estão mortos ou vivos............ Minha cabecinha cartesiana não permite tanto.

Amei.

terça-feira, 18 de maio de 2010

A cada capítulo da 6ª temporada de Lost eu me pergunto onde esta história vai parar. Eu acho que as duas horas e meia do último capítulo (semana que vem!!!) não darão conta do que é preciso pra 'aconchambrar' a trama. Ai, ai, Jisus!
By the way, sabe que viver sem planejar cada passo não é tão ruim assim? Nem tô me sentindo tão solta como pensava que ficaria. Mas, ainda me pego pensando em o que vou fazer a cada instante, nas mil e uma determinações e coisas do tipo. Tô deixando acontecer e vou ver no que dá.
Tenho visto muitos filmes esses dias, mas nada assim que mereça um post. Vou guardar meu fôlego pra algo que me fisgue. O que eu tenho pensado muito ultimamante é em um episódio de House que fala dos vícios da pessoa e o que se faz pra "se" driblar e ficar frente a frente com o que nos faz cair em tentação. Estou elaborando, pois estou atolada até o fio de cabelo em meus vícios e este capítulo me fez pensar e tá rendendo. Inconsciente é isso mesmo, vai dando um nó em nossas associações e só lá na frente faz sentido.
Quanto ao meu vício, não tô conseguido resistir tão bem assim e ontem mesmo tive uma recaída feia: comi muito a noite depois das onze. Só via House na frente, mas não conseguia parar. Não foi nada tão sério, pois foi biscoito integral e presunto de frango, mas de grão em grão, a "fofinha" aqui enche a pança.

sábado, 15 de maio de 2010

IMPOTÊNCIA.
Após uma conversa com minha irmã e avaliando a minha atual situação, a única palavra que resume a minha ação é essa.
Hoje está sendo um dia péssimo, estou imensamente agitada, muito nervosa e sem paciência com o mínimo... Preciso me acalmar.
Conversando com Sônia, minha amiga-ajudante, ela me aconselhou a não fazer planos, a confiar. Confiar em Deus que tudo vai dar certo, que de nada adianta eu dizer que eu entrego minha vida nas mãos de Deus e não relaxo e espero as coisas acontecerem.
Motivo de tanto pânico: fiz planos, criei expectativas e não consigo colocá-los em prática. Não tenho tempo (apesar da greve) e quando tenho tempo, estou sem coragem ou cansada ou com preguiça mesmo... Ontem eu passei o dia sonhando em quando Gui dormisse, eu iria fazer esteira e ver um filminho. Dormi que nem percebi; só acordei hoje às seis.
Tô muito decepionada comigo. Tô me sentindo um lixo, uma pessoa sem palavra. Pra que criar tantos projetos? Só pra me boicotar logo em seguida?
Será que vale a pena relaxar a ponto de confiar que tudo vai se resolver? Será que eu conseguiria fazer quando nada a minha parte sem planejamento?
Tem dias que eu penso que não adianta nada tanta lista, tanto planejamento que eu posso ser surpeendida pelo desconhecido e tem dias que eu sou realmente surpreendida, mesmo sabendo que eu poderia quando nada tomar pé da situação. Mas não consigo. Deve ser o "continente desconhecido" que habita em nós.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Tão legal que decidi dividir com vcs.

*POR QUE EVA COMEU A FRUTA ?
*Não foi assim facinho não!!!No início, Eva não queria comer a fruta.
- Come - disse a serpente astuta! - e serás como os anjos!
- Não - respondeu Eva. Virando a cara para o lado!
- Terás o conhecimento do Bem e do Mal - insistiu a víbora.
- Cruzou os braços, olhou bem na cara da serpente e respondeu firme: Não!
- Serás imortal.
- Não! Já disse!
- Serás como Deus!- NÃO, e NÃO! Já disse que NÃO!
Irritadíssima, quase enfiando a fruta goela abaixo, a serpente já estavadesesperada e não sabia mais o que fazer para que aquela mulher, de princípios tão rígidos e personalidade tão forte comesse a fruta. Até que teve uma idéia, já que nenhum dos argumentos haviam funcionado....Ofereceu novamente a fruta e disse com um sorrisinho maroto:
- Come, boba!!! EMAGRECE!!!!
*Foi tiro e queda!!!! *

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Ontem a noite eu vi um filme que muito me fez pensar. O mundo de Jack e Rose fala de sonhos e esperanças que não vão pra frente, fala do amor tão intenso entre pai e filha que beira o incesto. O filme trata da vinda de alguns engenheiros cientistas pra um ilha nos EUA nos anos 60 e criaram uma comunidade hippie que contestava o modo de vida burguesa e pregava o amor livre, o consumo de drogas, um mundo onde eles produziam o que consumiam. Em 1986, ano que o filme se ambienta, só restaram Jack e Rose às lutas com um construtor de casas habitacionais do outro lado da ilha que eles moram.
Um filme belíssimo que me fez pensar o que fazemos com o nosso idealismo, com o que nós acreditamos e sonhamos. Jack foi em frente e lutou até onde ele conseguiu pra viver dentro do que ele acreditava. O filme mostra seu medo o tempo inteiro, medo de ter agido errado, de ter privado a filha de uma outra maneira de ver o mundo, medo de amar a filha como uma mulher, medo de cair na tentação de seus encantos, medo de perceber que a filha é desejada por outros homens. O filme fala de corgaem também. Coragem de viver dentro daquilo que nos faz vivos. Um filme que me lembrou da época que eu acreditava em uma vida assim também. Seria muito feliz vivendo em uma comunidade rural, livre e alternativa.
Quando eu estava na faculdade de engenharia, eu imaginava um mundo assim, perfeito, onde ninguém era de ninguém, não haveria cobranças nem regras, não haveria propriedas, pois não seria preciso, todos saberiam o que fazer em prol da comunidade de do bem de todos. Todos os filhos seriam de todas as mulheres e todos os casais só ficariam juntos até quando existisse amor e respeito entre eles. Acabando a chama da paixão ou mesmo o amor respeitoso entre eles, acabaria o "contrato", pois automaticamente começaria a posse, palavra banida desta minha sociedade alternativa.
Ultimamente tenho pensado muito naquele modo de pensar a vida, quando eu e o meu amor da época (Jefinho) perdíamos tardes e tardes falando do nosso mundo perfeito onde ninguém era dono de nada, num mundo novo, num mundo idealizado pelo Subcomandante Marcos, um mexicano zapatista*. Antes mesmo de acabar a faculdade, ele passou em um concurso público federal e virou burguês. Esse período ficou marcado em minha lembrança como um luto ideológico. Eu nunca esperava isso dele! Foi o maior golpe que eu já tive na vida.
Depois dele conheci outro idealista, mas que faz disso o seu modo de vida. É o meu chefe. Lá onde trabalhamos é assim. Todos temos direito a palavra na tribuna e todos podemos falar o que quisermos, propor mudanças e estabelecer nossas regras. Tudo é discutido por todos e todos trabalhamos em prol da coletividade. Até as férias, escalas de folgas e alguma gratificação é definida por todos nós.
O mais difícil de tudo é viver na prática e perceber que as coisas no plano das idéias é perfeito, mas no dia a dia é duro, pois nem todos conseguem enxergar um líder democrático... Há aqueles que pensam que o faz de besta, mas ele ainda assim é o mesmo idealista de sempre. O barco pode estar indo pra o brejo e ele está ali firme, forte e ouvindo a sua equipe. Meu chefinho, vc é uma das pessoas mais lindas que eu conheço e não perco uma oportunidade sequer de te elogiar e te agradecer por ser uma de suas pupilas em "nossa sociedade alternativa".
Não sem dor e sem brigas, né?

*Quando conheci o mexicano que fiquei, eu idealizei o Subcomandante Marcos e por isso eu fiquei tão encantada por ele. Que otária que eu sou, pois ele trabalha em uma multinacional. Quáquáquá. Ele nem sabia nada do Exército Zapatista. Fiquei com a cara no chão, me sentido uma oreba. (Como sempre, pra não perder o costume.)

domingo, 9 de maio de 2010

Final de semana perfeitão.
Minha família veio passar o dias das mães comigo e que presente ótemo esse! Estava precisando de irmãs, mãe e crianças correndo e chorando pela casa. Até Raíssa (minha gata) deu no pé de tanta confusão que esses meninos pintaram.
Ontem fomos a um show com Zeca Baleiro e Jau. Muito bom, só que acho que tô ficando velha pra os intervalos entre os shows. Dá uma preguiça e um sono que só penso em minha cama. Nos divertimos muito com o show, com as tiradas de humor negro de meu cunhado e com as piadas de minha amiga. Entrei, estacionei e comi de grátis. Só paguei pra beber, porque aí tb é exploração demais, né? (Tô Duranga Kid esse mês...)
Hoje foi só alegria e comilança. Ê povo que come, somos nós, hein? E minha mãe jura de pé junto que não come e não tem fome. Só falta ela dizer que se alimenta de luz. Quáquáquá. Ela é muito viajadona... Falar em viajadona, ontem no show só rolou maconha, fiquei emaconhada por tabela nas viagens dos outros. Jau já entrou no palco bêbado, e viva o pleonasmo, minha gente!!! (piadinha interna soteropolitana)
Agora vou ter que intensificar na malhação, pois bebi muito, comi horrores e até lambi leite condensado na hora de confeitar o bolo, daí dá pra tirar toda a minha situação.
Vou estudar, pois minha vontade de ser uma psicóloga/psicanalista de sucesso tá voltando a galopes. Tive uma senhora conversa com uma professora sobre o meu futuro na psicologia e tô imensamente esperançosa com o que há por vir... "de hoje em diante vou modificar o meu modo de vida....", pois "... só quero saber do que pode dar certo, não tenho tempo a perder....".
Fui.

sábado, 8 de maio de 2010

A partir de segunda, é greve por tempo indeterminado onde trabalho pra aprovar o nosso Plano de Cargo e Salário. Sei não. Parece que essa greve vai durar. O ruim disso tudo é que a comunidade perde durante e depois de uma greve, pois o tempo que uma secretaria leva pra colocar a casa em ordem é enorme.
Ontem fizemos uma reunião lá em nosso setor pra implementar o serviço no pós-greve, pois além de tudo estar uma bagunça, o que vai chegar de coisa depois é de assombrar. Pior pra todo mundo, pois se nosso pleito fosse atendido com as reivindicações de nossa categoria no tempo certo, não seria necessário chegar a este extremo em um ano eleitoral...
Mas o lado bom é que já me programei toda pra uma greve: vou fazer exatamente o que estou precisando agora, que é estudar e malhar. Vai ser bom também passar as tardes com Gui.
...
Eu fico pensando, pensando, pensando...
...
Será que TODA VEZ é preciso uma greve ou férias ou recesso pra eu acordar que preciso tomar uma atitude? Por que as coisas comigo não fluem com naturalidade do tipo "hoje eu vou acordar, ir pra natação, trabalhar, ficar com Gui, fazer esteira, estudar e dormir"? Por que eu fico "ah! eu tô tão cansada!" com qualquer preguicinha mal resolvida? Por que hoje eu não fui pra natação, por exemplo?
Ah! Vá pra p* com sua preguiça de uma figa!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Parece que cansaço é a palavra de ordem, né? Cansadona eu estou, querendo uma cama, um colo, um chamego. Tá na hora de pegar meu Gui pra me proporcionar tudo isso, inclusive mais cansaço. Lindo, o meu filhote.

domingo, 2 de maio de 2010

Acabei de ver no Telecine Premium um filme excelente. Incendiário. Não pela estória em si, que é boa, consistente e prende o espectador, mas pelo drama de uma mãe que perde seu único filho de 4 anos em um atentado terrorista num estádio de futebol em Londres. O filme mostra a dor, a angústia, a culpa e a tristeza dessa mãe. Seu desespero e solidão, por saber que não terá nunca mais seu filho "para abracá-lo, para cheirá-lo". Nunca pensei que esse filme fosse me marcar tanto. Muita dor por me colocar no lugar de uma mãe que perde seu filho. Lá pelas tantas, ela parece alucinar seu filho e eu pensei que a única maneira de sair de um impasse desses é ficando louca, como no filme Danika. Mas, ela dá a volta por cima e sobrevive ao que eu considero ser a maior dor de uma mãe.
Estou chocada, passada mesmo. Estava procurando na net onde comprar meus lactobacilos vivos nos EUA quando me deparo com uma notícia que me deixou bem assustada, tamanha é a sua repercussão. Li nos comentários do blog de Sônia Hirsch sobre o Codex Alimentarius e fui procurar saber o que é, pois NUNCA tinha ouvido falar dele e descobri coisas do tipo:


1) o Codex Alimentarius entrou em vigor no dia 01/01/2010 e é um Programa Conjunto da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação e da Organização Mundial da Saúde. Trata-se de um fórum internacional de normalização sobre alimentos - sejam estes processados, semiprocessados ou crus - criado em 1962, e suas normas têm como finalidade "proteger a saúde da população", assegurando práticas equitativas no comércio e manuseio regional e internacional de alimentos.
2) As normas Codex abrangem ainda aspectos de higiene e propriedades nutricionais dos alimentos, código de prática e normas de aditivos alimentares, pesticidas e resíduos de medicamentos veterinários, substâncias contaminantes, rotulagem, classificação, métodos de amostragem e análise de riscos.
3) O Codex, na verdade, já começou a "acontecer" por aqui - alguém já reparou que não se consegue comprar nada numa farmácia de manipulação sem ter uma receita médica? Nem uma inocente vitamina C... Em compensação pode-se comprar praticamente qualquer coisa SEM receita médica numa farmácia regular, que vende produtos industrializados, mesmo se forem antibióticos, anti-inflamatórios... - e até aquela mesma vitamina C que nos negaram há pouco na outra farmácia...
4) Indicar aquele chazinho para um amigo? Ou quem sabe informar ao vizinho que farelo de aveia ajuda a reduzir o colesterol? Sugerir que mamão solta e banana prende?... Nem pensar! Poderá ser considerado "prática ilegal da medicina"! Não se poderá dizer que produtos naturais curam doenças porque não são medicamentos e, na era pós-Codex, só medicamentos APROVADOS pelas novas regras poderão ser referidos para tratar doenças... e assim mesmo, só por um médico!
5) Medicina alernativa, tibetana, ayurveda, homeopatia, essencias florais... só se a turma do Codex disser que pode. Se esse "programa" entrar em vigor (daqui a pouco mais de 1 ano) da forma como vem sendo "curtido" há mais de 45 anos, e alertado mundo afora, teremos perdido nossa liberdade de optar por uma medicina e nutrição naturais, poderemos vir a precisar de receita médica até para ir à feira...
Se isso acontecer, não vai ter graça nenhuma. Está me cheirando ao Ato Médico se entranhando até na Medicina Natural...
Daqui e dos compentários no blog de Sônia Hirsch.

sábado, 1 de maio de 2010

Testemunho.


Eu tenho muita sorte, principalmente por ser cercada de pessoas reais, que apesar de suas vidas e problemas, disponibilizam o que tem de melhor pra mim.
Dizem que a quantidade de amigos que temos cabe nos dedos das mãos. Tenho muito mais sorte ainda, pois tenho muitos, mais muitos amigos mesmos.
São pessoas que eu posso contar sempre. Pessoas que eu posso recorrer, ligar, chorar, sorrir a hora que for que vão estar abertas a escutar as minhas pitangas, as minhas barbaridades.
E gostaria de fazer um post pra essas pessoas, pra cada uma delas. Sonia (meu braço direito e esquerdo), minha (ex) sogra, minha (ex) cunhada, minhas irmãs, minhas amigas da faculdade (somos 5), minhas outras colegas da faculdade (que estão num patamar entre colegas e amigas, mas podemos contar umas com as outras), minhas duas comades (Ju e Edna), Déa, Marcia e Lan (amigas do peito), Peixinho e outros amigos da natação, Cláudio, meu melhor amigo e Ol, atualmente meu melhor ex-marido (vou ter vários outros!!! Hehehe).

Ontem saí com minhas amigas da faculdade. Não é sempre que dá, mas sempre que estamos juntas parace que a amizade fica mais forte, mais sólida, mais madura. Amo as 4.

Minha (ex) sogra estava me cobrando o "parabéns" pelo dia das sogras e eu sinceramente nem sabia que existia isso, mas um parabéns é muito pouco perto do que ela merece, pois é minha mãe do coração. Sei que eu tenho um lugar cativo na vida e no coração dela e que não existem palavras pra eu expressar o quanto tenho aprendido a ser tolerante, humana, menos infantil e mais esperta pra vida.
Amo muito a minha mãe, mas desde muito nova a sensação que eu tinha é que meus pais fossem mais infantis e menos preparados pra enfrentar as dificuldades que eu.
Desde meus 17, 18 anos eu não via muito sentido prático no estilo de vida deles e intelectualmente, eu já os havia ultrapassado há muito. Sabia que havia proteção, cuidado, carinho, preocupação.
Com minha (ex) sogra eu pude compactuar minhas impressões de mundo, minhas desilusões intelectuais, meus anseios financeiros, minhas angústias com os homens. Quantas e quantas vezes ela me falou sobre o filho dela e se eu estava preparada pra me lançar de cabeça numa relação fadada ao insucesso? E olhe que ela não é de dar conselhos, ela me ouve, me escuta, me conforta, me ama como eu sou.
Minha mãe ainda me vê como a adolescente angustiada, nervosa e cheia de hormônios que eu era. Minha (ex) sogra me vê como uma mulher, uma mulher que quer, mesmo sem saber mesmo o quê.
Ela me olha e me vê. Eu me sinto olhada, vista, admirada e amada por ela como nunca me senti pela minha própria mãe. Minha mãe me ama, eu sei, me admira, eu sei. Mas eu tô falando de algo mais profundo, algo de amar por amar, sabe?
Eu não saberia se eu seria essa Lila que eu sou se eu não tivesse esse rochedo de mulher pra eu me espelhar nas dificuldades. É difícil eu agir como ela, tô mais pra minha mãe, que não é nada silenciosa, mas eu sei que estou fazendo um excelente estágio pra ser a mulher que ela é: forte, silenciosa, sensível e feminina como nenhuma outra que eu já conheci. E linda, linda e charmosa como ela só.
Eu só entendi o sentido que a feminilidade tem na psicanálise através dela e isso não tem Joel Dor, Lacan, Freud e Marcus do Rio que transmita. Está dado, basta se lido. Quanto mais duro for o texto falando do "gozo outro" que eu leia, é só eu lembrar dela e de como ela está posicionada na vida, eu vou saber ler.
Minha amiga, minha mãe, meu ancoradouro.
Eu espero poder criar meu filho com a mesma ética, postura e integridade que ela criou o homem que eu mais amei na vida, OL.
Ela diz que eu sou a Mulher Maravilha. Pra mim, ela é a Mulher Maravilhosa.