sexta-feira, 30 de abril de 2010

Minha vida atual está dividida em tópicos bem específicos e que não se misturam:
1) Tô tão pra baixo que nem eu mesma imaginava, pois eu crio umas expectativas tamanhas e depois eu mesma não dou conta de conviver com os pedaços que sobraram das minhas desilusões. Meu coração está partido, pois eu estava pensando em colocar a minha clínica aqui em casa, mas não vai dar. ... Isso me deixou tão pra baixo que eu nem imaginava que isso poderia mexer tanto comigo. Pensei, bolei falei com minha mãe, minha (ex) sogra e uma amiga do top delas (todas bem experientes) e elas me falaram que era uma boa. Eu pensei: "Freud colocou, D. (minha analista) colocou, por que eu não posso?"
Juro que às vezes eu fico pirada com a minha megalomania, mas essa sou eu.
Quando chamei um pedreiro para avaliar com seria e falei dos meus planos. Não dá, não do jeito que eu quero. So, meu sonho se desmoronou em mil pedacinhos. Eu vi a minha comodidade e conforto indo embora pelos meus dedos. Não descarto a possibilidade de comprar outra casa aqui no Rio Vermelho, morar e colocar a clínica no mesmo ambiente.
"Perder a privacidade" aindá é um item que eu tenho que avaliar. Mas quero trabalhar perto de casa, do tipo "ir andando de a pé".

2) O que sobrou do meu ego despedaçado, está dividido em parcelinhas abaixo:
(a) Dia 08/05 vai ter Zeca Baleiro e Jau qui em SSA. I can't believe! O show do ano com os meus dois homens preferidos. Melhor do que isso só open bar.
(b) Minhas irmãs mal têm tempo pra mim. Tô f* e mordida do próprio veneno.
(c) Tem um coleguinha da UFBA me dando o maior mole. Novinho. Eu fico pensando o que esses meninos tão novinhos vêem em mim, uma balzaca e acima do peso. Juro que não entendo. E quanto mais eu evito, nem olho pra cara, mais esses burguesinhos novinhos ficam à minha volta.
(d) Tô tão calejada, que quando desisti de sair, virei lista vip do Twist. Eu posso? É a vida mesmo: sonhei tanto em chegar lá e nem precisar de fila ... Justo agora que eu nem tô mais nesse ânimo de sair e que voltei a treinar com todo gás?
(e) A minha vida está dividida em antes e depois do emulinha. Eu tenho baixado cada filme que nem eu acredito. Tô assistinho parcelado, pois não tenho tempo pra tantas delícias que me aguardam. O Twist vai ter que me oferecer open bar e um gato de uns trinta anos pra me ver por lá. Se possível, moreno, altão e muito bem sucedido (já sei até quem é pra dar o contato pra eles)....
(...)
Ainda bem que eu tenho meu bloguinho pra desabafar, já que minhas irmãs não querem saber de mim. Falar igual a Gui: "Eu tô sozinha, sem irmãs, sem ninguém".

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Comecei a tomar a polêmica pholiamagra (250mg) hoje, aliada a garcínia cambodja (500mg) + cromo quelado (200mcg). Pelo que li em vários blogs, ela funciona, mas depende muito de cada organismo. A bichinha é cara que dói, tenho até vergonha de postar aqui ... Mas foi devidamente prescrita pela minha orto e foi manipulada pela A Fórmula.
Vou tomar também o Sportshake pra me dar ânimo, pois ando muito cansada, sem pique e sem coragem pra nada. Desde a Semana Santa não vou a natação e não estou fazendo esteira, mas curiosamente perdi 2 kg. Não estou fazendo dieta e nem tô tomando a ração humana, que só fez me encher de gases e ficar com diarreia (tenho intolerância ao glútem). Era muito chato a cada movimento mais brusco vc se pegar com medo de ter que correr para o toillete pra ver se estava tudo bem.
Quando falei pra minha orto sobre o meu desarranjo intestinal constante e meus gases renitentes, a despeito de tomar uma colônia estupidamente alta de lactobacilos manipulados, ela desconfiou de alguma maluquice que eu estivesse fazendo e quando relatei a tal da ração humana, ela me disse na hora que eu não podia estar usando muitos dos itens, só me lembro bem de linhaça que provoca gases.
Só quem vive constantemente com o intestino estufado sabe a tragédia que é conviver com esses malditos gases (seria bem fácil se na hora que bem quiséssemos, pudéssemos expeli-los, mas eles não saem tão facilmente...), ainda mais com aquelas famosas cólicas intestinas de uma dor de barriga. Eparrei!
Cansei, esperei ter grana, pois a consulta é cara e fui. Ela me prescreveu a pholiamagra, mas disse que só fará efeito daqui há uns três meses, que é pra eu relaxar e tomar. E quanto ao shake, nunca tinha tomado por puro medo de engordar, mas meu desânimo é tanto que eu preciso reagir e esse composto pode ser tomado alguns minutos antes de malhar, o que é um alento, pois é só subir na esteira e começar a fazer, sinto uma fraqueza típica do começo de gravidez e quem já ficou grávida sabe o que eu tô falando. Não tô grávida.
Então... precisava reagir, gastei a grana, dividi em três parcelas e espero com sinceridade, quando terminar de pagar a última, já esteja mais a Lila minha companheira de sempre e não essa esgoelada que eu tô.
Enfim, a despeito da falta de crédito que a Terapia Ortomolecular vem passando, minha médica de confiança é quem consegue ajustar a minha dieta e eu fico bem melhor com seus conselhos, dicas e fórmulas. Foi ela que me ajudou a descobrir como ficar sem esses malditos gases e principalmente sem a diarreia que eu tinha dia e noite. Agora, uma coisa é certa: pra frequentar um orto é preciso preparar o bolso, pois não é nada assim menos que uns trezentinhos por mês. É-isso-aê.

P.S. Meu Pimpinho tá dodói de novo, febrão e dor de cabeça. Uma peninha que dá.

domingo, 18 de abril de 2010

Estava aqui pensando em porque eu não comecei ainda a fazer os meus relatos de atendimento (motivo pelo qual liguei o computador às 8 horas da manhã) e não páro de fazer todas as outras coisas paralelas... Quando li um artigo antigo da Época que fala dos bebês que nascem com algum problema e precisa ficar fazendo algum tratamento em UTI.
Lembrei automaticamente de meu filho Gabriel e de todo seu sofrimento. Lembrei também de minha dor, de minha culpa na época de não ter "produzido" um bebê saudável, de ter um filho tão desejado e tão prematuro. Lembrei de todas as minhas angústias na época, de minha dor e de vontade de ser mãe. Lembrei do meu egoísmo de querer ter um filho a todo custo e de todas as sequelas que ele teria se estivesse vivo. Lembrei de minha dor, do apoio que recebi de minhas irmãs e de quanto desejei ter o colo de minha mãe na época.
Percebi que não estava sozinha, que o amor dói pra p*, que perder um filho dia a dia é uma morte em vida, que você simplesmente não abe como levantar da cama, que vc não tem o que dizer ao outro, que vc é uma incompetente, pois não consegue fazer o que todas as memíferas fazem.
Aprendi a ser bem tolerante com as críticas dos outros, a me olhar no espelho e me sentir uma incompetente, a me sentir uma castrada, alíás, uma capada, a ter que enfrentar a vida depois de enterrar seu filho, a não fazer planos, pois eles podem te machucar profundamente, a como enfrentar uma noite sem sono, a falar do inominável na análise.
Entender que a despeito de desejar muito, vc não pode tudo, que a vida continua apesar de se perder um filho, que a vida pode ser mais florida e te permitir ter outro filho, que apesar de vc estar 10 quilos acima do peso, seu ventre foi capaz de gerar duas vidas, que enfim, vc vai chorar sempre que ler matérias sobre bebê de risco, pois vc vivenciou um dor que não se deseja a minguém: perder uma parte de vc.
"oh, pedaço de mim, oh pedaço amputado de mim"
Um textinho bem a cara do que estou (querendo) vivenciando no momento.

"Adoro moços mal comportados. Desde que me amem. Não suporto pouco caso. Me broxam, tiram o encanto do que deveria ser encantador. Porque eu espero ser encantada. Encantar e me sentir encantada. Você, não? Então, tchau.

O tanto faz não faz. Deixa de fazer. O deixar acontecer não acontece. Fazer acontecer, sim. A paixão é combustível. A falta dela, desperdício. E desperdício de tempo se questionar quando não há.
O mundo é paixão. Quando não se encontra, não tem que inventar. Não tem que tentar, não tem que persistir. Desistir para deixar chegar. O que verdadeiramente importa, mexe.
Nada de se culpar. Nada de culpar alguém. Apenas seguir em frente, procurando quem te tente. Te provoque, te emocione, te toque.
Quem não se interessa não interessa. Sai de pressa. Porque você não tem tempo a perder. A vida te oferece. Basta querer ver. Nada de se conformar.
Tantas coisas ao seu redor. Mergulho no que há de melhor. Mais ou menos é menos. Almeje o mais, o que te instiga ao infinito, o que te deixa quase sem ar, o que te faz sonhar, com muito mais, mais até do que se pode ver. O que te faz sentir menor é pouco demais pra você.
O máximo é sempre o seu. Vá atrás do máximo. Não diminua as expectativas. Vá atrás do que te permite prospectar. Queira mais, sempre. E nunca pense que está querendo demais. Mimada? Sim, com orgulho. Tive a sorte de ser. E continuo almejando. Sempre."
Daqui

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Hoje estou sem trabalhar por causa de uma paralização no meu trabalho pra ver se dessa vez o PCCS sai de uma vez do papel. Mas por causa das chuvas e da consequente queda de luz, não consegui abrir o portão pra sair. Resultado: fiquei de prega a tarde toda, terminei de ler o livro "Crepúsculo" e entrei na net pra ver umas coisinhas.
Pela manhã me entreguei a projetos mais nobres, pois estava lendo e tentando entender o seminário 8 de Lacan que trata da Transferência. Já li toda a parte inicial sobre O Banquete de Platão e agora entrei na psicanálise propriamente dura. Volto pra postar minhas impressões.
Quanto ao Crepúsculo, que livrinho mais menininha de 14 anos! Não sei se "tulero" outro dessa leva. Passou! Chega! Arre Égua! Dá não, meu senhor. É muita viagem astral pra uma pessoa só. E olhe que eu leio de tudo sem preconceitos (exceto autoajuda, please! Aí já é querer demais do meu ser).
Enfim, enfim. Tô atualizada com os mais vendidos da Veja e agora posso seguir adiante com as minhas leituras não tão edificantes.
Agora é hora de voltar pra minha vidinha normal e vou no Bom Preço comprar umas coisinhas pra Gui e ração pra os meus pets fofos. Depois vou pegar meu filhote na casa da avó.
Fui.

terça-feira, 13 de abril de 2010

"Já conheci muita gente
Gostei de alguns garotos
Mas depois de você
Os outros são os outros

Ninguém pode acreditar
Na gente separado
Eu tenho mil amigos
Mas você foi o meu melhor namorado"

Eu amo essa música e não existe outra pra descrever o que OL significou e ainda significa pra mim. Meu ex realmente é uma pessoa maravilhosa, mas nem sempre foi assim.
Quando nos separamos, ele fez o que podia e o que não podia pra atrapalhar a minha vida, pra me fazer sofrer, mesmo sendo ele que saiu de casa, disse que não suportava mais as nossas brigas, a convivência...
Agora já passou a fase da pirraça e o que ficou entre nós foi o que já tínhamos de mais lindo: nossa amizade, nossa cumplicidade, o respeito que temos pelo outro. Ninguém entende, claro e muitos acham que ainda rola um affair entre nós. Alguma esperança tanto da parte dele quanto da minha.  Ele tá muito bem casado, com uma mulher muito legal.
Mas como não gostar dele? Como não querer bem a uma pessoa tão legal, tão prestativa, tão amiga e tão fofa do seu lado? Como eu vou querer distância de meu melhor amigo?
Ele é mais hoje do que quando estávamos casados, pois hoje não há cobranças nem da minha parte nem da dele e já entendi que não posso contar com ele pra assuntos de grana (entendi tarde demais e perdi o meu melhor namorado). Entendi também que as coisas pra pele funcionam beeem devagar (too late, but...). Entendi principalmente e isso é o mais importante pra que nossa amizade dure a vida inteira, que ele não precisa ser perfeito pra ser maravilhoso.
Quanto a ser bom pai, isso é outríssima conversa.
Agora, me diz, como eu vou no mínimo me interessar por outro homem, se eu tenho OL como ex? Qual outro homem vai no mínimo chegar perto dele? Esses que passaram pela minha vida, até agora, só fizeram cóssegas. 
 E que homem vai entender a importância que OL e a família dele têm na minha vida? Na minha autoestima? Nem a minha mãe e minhas amigas entendem... Quem mais captou o que ele representa pra mim é a única pessoa que eu podia jurar que nunca iria nem tentar, pois não fala com ele: minha irmã do meio.
Aqui prá nós, mas nem sei se tô mais a fim de cantar "Depois de você os outros são os outros e só".
 
P.S.: Imagina que no meu trabalho eu não tô acessando mais nenhum bloguinho... nadinha. Tadinha de mim, agora é só trabalhar, trabalhar e pronto. Minha vingança será maligna.

sábado, 10 de abril de 2010

Vi dois filmes agora de noite. Muito bons. Indico.
Preciosa: um filme lindo que faz vc pensar "será que é possível ter uma pessoa como essa menina no mundo?". E Infelizmente é duro perceber que somos cercados de preciosas, de meninas sem nenhuma perspectiva de presente, com a autoestima no dedão do pé, violadas no qu elas têm de mais puro e abusadas pelo pai, pela mãe, por todos que as cercam. O mais legal é saber que também existem pessoas tão humanas, legais e sensíveis que estão em volta de nós e dessas meninas que nos faz crer em mudanças, em um futuro mais bonito. O que mais me chamou a atenção foi o modo como ela fez diferente com seus próprios filhos. Há muito tempo um filme não me fazia chorar desde "A garota ideal".
500 dias com ela: uma história de amor muito legal contada da perspectiva de um rapaz. Ela linda, livre, independente, interessante, mas não acredita no amor. Ele tímido, romântico, vê o mundo através das lentes do amor, um sonhador que desenha cartões pra viver. O filme não é uma comédia romântica, pois traz uma visão bem realista do amor e faz uma "crítica" ao romance nos tempos duros de hoje. Super me identifiquei com a contagem dos dias em uma dinâmica não linear. Passei por maus pedaços amorosos dia desses e vivenciei boa parte da dor de cotovelo retratada por Tom.

P.S.: Tô numa fase bem light, vendo filminhos, TV, lendo livros do tipo Crepúsculo (hã??). Quem diria, né? EU lendo literatura do guia dos mais vendidos da Veja. Tô realmente precisando rever os meus conceitos, mas enquanto isso, vou ler todos os quatro livros, pois tô me sentindo na pele de Bella quando tinha 14 anos e paquerava o mais gatinho da escola... É por isso que todas as meninas amam esse romance, pois se identificam com a mocinha desengonçada da estória.
Essa noite eu tive um sonho que me fez pensar na loucura que está o tempo e principalmente em qual grau deve estar o desamparo e a angústia do pessoal que fica literalmente à deriva e a espera que as chuvas dêem uma trégua. Aqui em SSA também está chovendo horrores, há deslizamento de terra, desabrigados, engarrafamento, e outros perrengues, mas uma notícia num jornal local me chamou a atenção e foi usado como resto diurno pra meu sonho: “Eu sou você amanhã”, em referência à calamidade pública que o Rio está vivendo e no que pode se transformar SSA...
Todos os soteropolitanos sabem que basta chover trinta minutos e o caos se instala: engarrafamento, transbordamento de esgoto, lixo cobrindo bocas de lobo, água se escoar, muros e casas desabam. Enfim, a cidade derrete mesmo.
Choveu dois duas e duas noite e os reflexos são vistos em toda parte, mas nada comparados aos 200 mortos no Rio. E sabe o que é (bem) pior? É que a culpa é nossa, do povo. 1º porque não sabemos eleger políticos decentes que realmente se engajem em causas sociais de primeira necessidade e em intraestrutura e 2º porque não somos um povo educado que joga seus lixos nas ruas e ajudam a entupir os bueiros.
To revoltada sim e com muita raiva, principalmente porque não vejo perspectiva de mudanças nem a longo prazo. Fico tão triste comigo por não ser otimista a respeito de nosso país. Fico triste por não ter opção nenhuma pra votar em presidente e mais triste ainda por acreditar que quem quer que ganhe as eleições não fará a menor diferença.

domingo, 4 de abril de 2010

Final de semana pancadão esse, hein. Sabe quando você produz muito mais do que pensou? Poisé, meu rei. Não criar expectativas não tem preço. Eu apenas queria ficar mais tempo com o meu Pimpinho, dormir e ir pra minha natação. E além disso eu fiz:
- fiquei de frozô com mainha de quinta a sábado a noite;
- arrumei meu guardarroupa e o de Gui;
- separei umas roupas, uns brinquedos e umas coisas pra dar;
- arrumei o lixo reciclável;
- arrumei os armários da cozinha, dos banheiros, do gabinete de estudo;
- arrumei meus livros, cadernos e apostilas (já estão desarrumados);
- limpei minha caixa de entrada do email, meu documentos arquivados, meus filmes baixados, minhas músicas, etc.;
- arrumei e limpei meus sapatos e de Gui;
- fui pra um almoço da galera da natação no sábado;
- comecei minha nova alimentação (não é dieta);
- Sônia não veio, então eu limpei a pia, o fogão, a geladeira, os banheiros e a sujeira dos meus pets.
- mais um montão de bobagens como ficar hoje a manhã in-tei-ra na net (um lushow que eu me dou todos os domingos, pois Gui fica com o pai. Morram de inveja).

Não fiz:
- não estudei nada;
- não fiz os relatos do estágio;
- só vi um filme no telecine (O amante);
- não preparei o que vou fazer na minha semana;
- não pisei o pé na UFBA pras aulas.

No final das contas, o final de semana prolongadíssimo (de quarta a domingo) foi perfeitão.

sábado, 3 de abril de 2010

Ahahahahahahahhahhahahhahahahhahhahahah!
Só rindo de mim, só mesmo rindo! Sabe aquela história do cansaço, que eu não conseguia fazer nada, que tudo me cansava? Poisé. Eu estava subalimendada. Como eu descobri? Conversando com minha mãe, que é viciada em alimentação e vida saudável.
Eu tava prostrada, malzona de cansaço quando liguei pra minha mamãe pra falar do final de semana da Páscoa. Falei pra ela que queria dormir todos os dias e ela perguntou as coisas de sempre: como está a tireóide? Está fazendo exercício? Está comendo direito? Então fui relatar a minha dieta pra ela. Falei que peguei a dieta que minha endocrinologista passou pra mim quando pari e tirei todos os derivados de leite. Falei também que pela manhã estava tomando um shake com duas colheres de ração humana, mas que às 9 horas já estava querendo devorar tudo pela minha frente. Ela disse no ato: teu mal é falta de nutrientes. E pediu pra eu relatar o que estava comendo durante um dia:
- shake (resto do suco de Gui + 1 fruta + 1 colher de aveia + 1 colher de leite integral + 2 colheres de ração humana + 3 amêndoas);
- Cafezão com açúcar;
- 4 biscoitos integral às 10 horas;
- 300g almoço no Rest. Natural (frango ou salmão + 1 colher de feijão verde + salada verde + tomate + cenoura + beterraba + pepino + pimentão + 1 "lasca" de pizza integral ou de banana da terra + pimenta);
- Cafezinho com açúcar de sobremesa;
- mix (castanha do Pará, castanha de caju, amêndoa, azeitona, 3 passas, noz, damasco) às 16 horas;
-  1 fruta diferente da do shake;
- 2 colheres grandes de macarrão integral com atum.
- 1 cafezão com açucar (ceia)

"Como você quer ter disposição pra nadar todos os dias e trabalhar e estudar e cuidar de Gui e cuidar da casa com uma alimentação dessas?"
"Mainha, eu tô imensa de gorda. Tô com 62 kg"
"Você quer ficar doente? Se continuar assim, vai ter que pedir um atestado médico pra estafa e parar de fazer tudo durante 15 dias"
Parei. Ponderei e decidi virar minha alimentação de cabeça pra baixo. E não vou fazer dieta coisa nenhuma!!!
(1) Vou comer bem pela manhã e tomar a ração humana a noite.
(2)Vou voltar a colocar o leite no café pra tomá-lo sem açúcar.
(3) Pela manhã eu vou comer 1 ovo cozido, 1 raiz, 1 banana e 1 xícara de café com leite e adoçante.
(4) Durante o dia, a mesma coisa e a noite, troco o macarrão pelo shake.
(5) Não vou comer nenhuma besteira, apenas no sábado. 
(6) Se a natação não me emagrecer, vou incluir a esteira novamente nas minhas noites.
Apenas isso.

P.S. Como minha mãe é entrona, chata e gosta de remexer no passado. O pior é que ela me vê como se eu ainda fosse a adolescente que morou com ela ... Não percebe que eu cresci, que eu mudei e que eu sou uma pessoa bastante diferente do que era.
Ainda bem que eu consigo ouvir, ouvir e ouvir sem falar nada, mas haja paciência e tolerância pra ouvi-la trazer o passado à tona e pocurar briga com tudo. Mãe é isso, gente.