terça-feira, 30 de março de 2010

Hoje eu fiz um teste de gravidez. E fiquei pensando se eu tivesse grávida mesmo como seria. Não estou. Ponto. Isso é bom, pois esse não é o meu desejo; mas é ruim, pois eu não sei mais explicar esse cansaço que toma conta de mim. Por que tanto sono? Por que essa indisposição?
Eu já nem tô com vontade de continuar a natação tamanha é a minha falta de vontade de fazer as coisas. Não é tristeza, não é melancolia, não é nada disso. É o corpo me mostrando que eu sou humana e que não posso tudo, que eu não sou a Mulher Maravilha. E pra arrematar, vou usar o termo correto da psicanálise: que eu sou castrada.
Demorou muito até a minha fantasia de ter um falo, de que eu posso tudo cair por terra, digo, por água abaixo. Foram três anos acordando às três da matina pra estudar, pra malhar, pra arrumar as coisas, pra dar conta de tantas coisas ao mesmo tempo que eu nem acredito que eu conseguia. Todo mundo dizia que eu fazia muito, eu pensava: muito? Se eu consigo, não é muito.
Meu corpo além de ser inteligente, ele é esperto, pois ele esperou eu estar pra me formar pra "apitar", pra sinalizar que as coisas não estão mais sob o comando do meu cérebro, meu consciente. Agora eu preciso saber ouvir os sinais que o meu corpo emite e ele está gritando pra eu dar um tempo de tantos afazeres.
Vou descansar, na medida do possível, caso contrário não seria eu. Tomei algumas precauções para aplacar o meu cansaço (caso não surta efeito, vou ver se tomo outras diretrizes):
(1) Vou deixar de acordar às três, vou acordar às cinco;
(2) Vou pra natação APENAS na terça, na quinta e no sábado pela manhã (nada de fazer dobradinha ou me virar pra conseguir treinar nas segundas, quartas e sextas);
(3) Vou descansar o final de semana inteiro, dormindo, ficando de prega e se possível, sem sair pra nada (vou apenas pra natação, pra aula de música de Gui e fazer um programinha infantil com ele);
(4) Na hora que Gui for dormir, eu vou também => adeus estudar;
(5) Só vou estudar de véspera e apenas pra o que não tiver jeito mesmo.

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Confesso que tô arrasada, pois eu estudo porque gosto, mas atualmente estudar tem sido um transtorno, a ponto de não conseguir fixar nada e nem conseguir ler muito. Sem exagero: tô podre de cansada, até pra assistir TV que eu amo.
O que eu faço diaramente já toma todas as minhas energias: cuidar de Gui, trabalhar, estágio na clínica (segunda a tarde), 3 matérias, formação em psicanálise (quarta a noite) e natação.
Ser humano é isso, gente.

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