sábado, 13 de março de 2010

Eu estava lendo no blog de Larissa que ela emagerce mais quando controla a alimentação e que os exercícios físicos são apenas para dar suporte e "para dar uma sustentação no corpo". Eu fiquei pasma e me sentindo uma monga, principalmente porque ela perdeu mais de 40 kg com reeducação alimentar. Tá, eu como bem mais que ela, mas não é tando assim. Ela consegue coisas que me deixam no chulé, como trabalhar 8 horas, estudar religiosamente 4 horas, malhar todos-os-dias e controlar a alimentação, fora o que eu não sei e ela não posta no blog. Enfim, é uma pessoa disciplinada.
Eu emagreço mesmo quando faço esteira todos os dias, mesmo que eu não corra. Eu emagreci muito quando eu controlava a alimentação (não tanto quanto Larissa) e fazia esteira. Hoje eu estou tentando emagrecer os 3 quilos que eu ganhei no final do ano e os outros 5 que eu já queria perder. E decidi que vou perdê-los até dezembro.
O que me incomoda muito é essa pegada da medicina estética que tudo é lipo, que nada tira a barriga da mulher, que a mulher só vai ficar com um corpão com a lipo, etc., etc.
Eu sinceramente acho que a mulher deve se amar como ela é e uma colega me pergunta "tá, eu vou me amar mesmo com 70 kg?". Por que não? Minha professora de dança sempre foi gordinha e sabe que era o que eu mais gostava nela? Ela é muito sensual sem ter o apelo globalizado de um corpo magro. Eu acho que sensualidade está mais ligada a uma alta autoestima e ao modo como a pessoa se relaciona com o seu corpo do que com um corpo magro. Tá. Existem corpos magros que são belíssimos, não é esta a questão. O que eu acho é que algumas mulheres estão tão insatisfeitas com o seu corpo que não se permitem ser sensuais mesmo acima do peso.
E quantos aos outros, sempre vai existir quem acha você feia ou bonita estando dentro ou fora do peso. O que resta? Eu procuro não ligar, não é fácil, princialmente quando você convive com pessoas que valorizam a estética global e não relativizam as coisas.
Exemplo: uma estagiária lá do trabalho era a gostosa, todos tiravam uma lasquinha. Ela casou, descuidou, engordou uns 10 quilos e agora é o brucutu da vara. Claro que na frente todos e quase todas nem se referem a isso, mas mal ela coloca o pé fora de lá, as risadinhas (creia!!!) e apelidinhos rolam a solta, até pelas amigas...
Ela não é minha amiga e eu não sou muito fã dela, mas eu sempre tô defendendo, pois acho imperdoável o que fazem com ela e com todas nós quando saímos, né? Outra colega, magrinha, fofinha, fez lipo por pura falta de amor próprio e os colegas dizem que ela fez revisão dos 40.000 km. Agora ela fica se achando péssima porque fez, mesmo sem precisar.
Ser humano é isso, gente.
E viva a metonímia do desejo, deslizando na cadeia do significante sempre.

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