domingo, 28 de fevereiro de 2010

Esse lance de se mostrar em blogs são uma piração, pois quando eu tinha certeza que ninguém que eu conhecia lia o que eu escrevia, eu conseguia me expor mais, colocar as minhas angústias na berlinda e as lançar ao vento. Mas agora sabendo que algumas "pessoas de carne e osso" lêem o que eu escrevo, eu fico um pouco pudica, com receio de revelar além da conta. Mas hoje eu acordei com uma vontade danada de escrever umas coisinhas que estão me incomodando um monte.
Eu tenho uma mágoa enorme dentro de mim, aliás, duas mágoas. São sentimentos que deixaram resíduos impossíveis de ser removidos, pois eu não tenho mais nem oportunidade, nem como falar tudo o que tenho vontade em um caso e no outro, não adianta falar, berrar, esbravejar, vociferar, nada que ele não me escuta.
Mágoa nº 1: não consigo esquecer do carinha que fui apaixonada. Não é que eu ainda goste dele, não é nada disso. É que ele sempre me remete aos tipos de homem que têm cruzado o meu caminho desde que eu me separei. Homens que não me levam a sério, que sequer se dão ao trabalho de me dar atenção, que sempre estão me mostrando o quento eu sou inadequada.
Mágoa nº 2: o pai do meu filho não me deixa respirar me paz. Quando não me ajuda, me atrapalha. É uma sensação de beco sem saída eterna. Não tem um dia em minha vida que ele não me deixe chateada, magoada, triste e me sentindo inadequada como mãe, como dona de meu nariz.
A(s) pergunta(s): por que eu me deixo colocar nesse lugar de inadequação? Por que eu não reajo? Por que eu não esqueço que existem outras pessoas no mundo pra contar além de mim mesma? Por que eu estou me sentindo tão triste, tão sozinha, tão amedrontada, tão "criança-abandonada-em-casa-pelos-pais"?
Eu confesso que estou morrendo de medo de viver e não dá conta do que vem pela frente, do novo e principalmente, do inesperado.
Tô me apegando a detalhes tão superficiais pra me defender de mim mesma que nem eu tô me reconhecendo. Tô me vendo ficar decepcionada com a menor rejeição. Eu costumava ser mais durona, mais senhora de minha vida, mais corajosa.
Mas, parece que aquela Lila tá escondida dentro de casa com medo de ser magoada/rejeitada.

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