terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O que é o tempo, hein? Fiquei com vontade de postar vááááárias vezes durante a semana, mas não pude por falta de tempo, bla bla bla. Lembrei do post no blog de Ane, que fala que as coisas vão se acumulando aos montes. Meu filhote está cada dia mais exigente comigo e não tô conseguindo nem "olhar pra o lado". Ele tá indo dormir depois das 10 da noite e com muito esforço e jogo de cintura, pois ele tá uma pilha e não tô muito a fim de exercer minha função materna e mostrar pra ele quem é que canta de galo aqui em casa. Tô uma cordeirinha esses dias... Ai, ai.
Minha analista disse que eu deveria deixar de fazer tudo o que eu faço e ser mãe. "Como assim?". Realmente eu não tinha entendido, pois junto com essa frase veio uma enxurrada de coisas como "vc tem que parar de levantar de madrugada pra estudar", "vc quer fazer esteira pra q? pra ficar bonita? vc tem é que ser mãe" "vc tem que dormir a noite inteira" e outras coisinhas do gênero. Na hora eu fiquei puta, quase disse que ela era uma bruxa, mas a minha única reação foi citar a psicanálise (pseudos psicanalistas fazendo análise é f*), "mas a mulher é não toda, pois uma parte é do homem e a outra é do filho". Ela respondeu muito fofamente "vai ser mãe, vai. Aí ele te libera pra ser mulher. O que não dá é pra vc ser dividida em tudo o que faz". Fiquei mais puta ainda, saí e decidi realmente ver se isso acontecia.
(...)
E percebi o seguinte: eu faço muita coisa que eu amo fazer, mas atualmente o que eu preciso fazer mesmo é trabalhar, pois preciso sobreviver e cuidar de meu filho. O resto, exceto a clínica, pode ser colocado em terceiro plano. Vou encerrar a minha vida boêmia com os ensaios de Jau e fechar com chave de ouro no carnaval em Pernambuco.

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