domingo, 31 de janeiro de 2010

Fiz os relatórios. Não conseguiria não fazê-los, pois sou imensamente obsessiva com minhas obrigações. Sei que poderia tê-los feito bem antes e ter evitado sofrer o quanto sofri, mas eu queria ver até onde minha dupla iria se dispor a fezer. Enfim, fiz 4 dos 5 relatórios e deixei um pra ela fazer, tremendo nas bases. Acho que por via das dúvidas, amanhã de manhã vou fazê-lo, caso ela não encaminhe para o meu email.
Nunca pensei que iria chegar o final dos trabalhos em grupo. É tão chato depender da vontade do outro.
By the way, tô com o corpo todo moído do treino de ontem de manhã. Dureza será nadar de manhã e correr de noite na areia da praia. Quer ser atleta? Tem que suar o suquine, fofa!

sábado, 30 de janeiro de 2010

Saí na quinta a noite e não fui pra o treino na sexta às 7 horas da manhã, principalmente porque não acordei, mas tb porque ainda tava bêbada. Não lembro quando foi a última vez que eu enfiei o pé na jaca. Mas que foi bom, foi, viu? E a conta? Tenho até vergonha de dizer quanto foi, basta dizer que uma long neck era $6,19... Vixe!!! Bebi que só a p*.
E beijei um pernambucano muito lindo. Um pernambucano que mora em SSA desde os 14 -> já é quase baiano. Que homem, viu? Deu uma puxada no meu cabelo que até agora eu tô arrepiada. Só não gostei de uma coisa: lá pelas tantas ele "ensaiou" dar dois tapinhas em meu rosto.  Fiquei pensando se tem mulher que gosta desses "carinhos". Imagina vc receber essas pancadinhas de amor na 1ª noite, depois de um ano tá apanhando feio.
Não é por ser puritana, que eu não sou, mas é de extremo mal gosto um homem bater em uma mulher. E por mais que ela diga que é só de farra, já é meio caminho andado pra receber porrada quando ele estiver com raiva, pois já bateu na hora do amor, então "vou lascar a porrada que ela gosta".
Tô um pouco chata hoje por dois motivos: (1) tenho um relatório pra entregar segunda e até agora eu e minha dupla não fizemos nada; (2) não tô com vontade de fazer.
Queria relaxar, vê TV, ir pra festinha a fantasia que vai ter no Baiano de Tênis, voltar e ver BBB no PPV (hoje tem festa e provavelmente um barraco), dormir e acordar no sofá, mas... já tô me vendo domingo adentro eu fazendo um relatório de c* é r*. Tô p* da vida com isso.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Se tem uma coisa que me deixa muito triste é saber que a mulher sofre agressão do seu companheiro e esses dias as notícias são muito piores: pelo menos umas quatro mulheres foram mortas por seus maridos ou ex-maridos.
A mulher não tem nenhum valor em nossa sociedade, pois mesmo com todos os avanços culturais, o homem continua tratando sua mulher como um objeto de posse, como se nós tivéssemos ainda no Paleolítico. E isso é deprimente, pois são pequenos desrespeitos diários tanto da parte do homem que quer impor sua "macheza" no grito quanto na falta de respeito próprio que a mulher se submete pra viver com um homem.
Claro que nem todo homem é um brutamontes. E nem toda mulher tem sua autoestima no pé. Pois eu achedito que pra uma mulher se submeter a conviver com um homem que se comporta como um animal, minimamente ela não se respeita a ponto de perceber que aquela relação é doentia. Há também o fato que muita gente prefere ficar mal acompanhada, pois tem medo da solidão.
Como é que é? Pois eu mesma conheço uma porrada de gente (homens e mulheres) que está em relacionamentos destrutivos por puro medo de ficar só. E não falo de um medo inconsciente, falo de algo verbalizado, de a pessoa falar que não sabe se terminar com fulano ou beltrana vai conhecer alguém legal, etc., etc.
Gente, o que estamos fazendo com as nossas vidas? Será que é preciso acontecer tragédias pra percebermos que antes de tudo temos que ter amor próprio? Será que ficar só com seus pensamentos e inseguranças é tão punk assim? Será que ficar dormindo e acordando com uma pessoa que não se identifique/ame/admire/respeite é não é pior?
Olhe que eu mesmo amando muito meu ex, muitas vezes eu me sentia imensamente sozinha, principalmente no meu modo de condizir a vida, pois eu acredito que viver a dois é antes de tudo saber respeitar o que o outro pensa e pra mim não tem nada pior do que vc conduzir um relacionamento com dois pensamentos tão divergentes. Imagina vivenciar um relacionamento que um tem razão e que muitas vezes o impõe no grito. Deve ser muito pior do que não ter uma outra pessoa pra fazer sexo (resumo do resumo do resumo dos relacionamentos).
Enfim, antes só do que mal acompanhada.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010


Meu Pimpinho na natação!!!!
Hoje foi meu 1º dia de natação. Eu e Gui somos colegas de natação. Que tal?
Eu engoli tanta água que saí da praia com uns 2 litros de água na barriga. E cheia de gases. hehehe. Uma coisa é certa: eu não sei nada! Não sei mais respirar dentro d'água, não sei concatenar respiração e batida de perna e de braço e tô achando que vou ser a mais retardatária do grupo que só tem eu e mais dois acima de 18 anos. Hoje eu já nadei um monte: atravessei a praia do Porto de um lado a outro nadando igual a  minha cara. Uma comédia. Já tô me divertindo por tabela.
Sabe de uma? Era pra eu chegar no trabalho às 09 horas e eu saí do Porto às 09:30h. hehehehhe. Consegui estacionar e entrar no Tribunal com a minha cara de pau às 11 horas. Vai ser uma onda.

Eu hoje presenciei uma cena bem freudiana: uma mãe e uma filha fazem aula juntas e Gui estava morrendo de frio, então a mãe falou pra ele pular que o frio passava e pulou com ele. A filha, uns 11 anos, ficou falando "pára, mamãe de pular! Que mico". Tão engraçado, pois a mãe deixa de ser pessoa pra ser ... mãe apenas! Muito parecido com a posição que minha anlista acha que eu devo ocupar atualmente. E a mãe da menina não falou nada e sequer deu ousadia pra fala dela. Muito engraçado estes recortes do cotidiano.
O que é o tempo, hein? Fiquei com vontade de postar vááááárias vezes durante a semana, mas não pude por falta de tempo, bla bla bla. Lembrei do post no blog de Ane, que fala que as coisas vão se acumulando aos montes. Meu filhote está cada dia mais exigente comigo e não tô conseguindo nem "olhar pra o lado". Ele tá indo dormir depois das 10 da noite e com muito esforço e jogo de cintura, pois ele tá uma pilha e não tô muito a fim de exercer minha função materna e mostrar pra ele quem é que canta de galo aqui em casa. Tô uma cordeirinha esses dias... Ai, ai.
Minha analista disse que eu deveria deixar de fazer tudo o que eu faço e ser mãe. "Como assim?". Realmente eu não tinha entendido, pois junto com essa frase veio uma enxurrada de coisas como "vc tem que parar de levantar de madrugada pra estudar", "vc quer fazer esteira pra q? pra ficar bonita? vc tem é que ser mãe" "vc tem que dormir a noite inteira" e outras coisinhas do gênero. Na hora eu fiquei puta, quase disse que ela era uma bruxa, mas a minha única reação foi citar a psicanálise (pseudos psicanalistas fazendo análise é f*), "mas a mulher é não toda, pois uma parte é do homem e a outra é do filho". Ela respondeu muito fofamente "vai ser mãe, vai. Aí ele te libera pra ser mulher. O que não dá é pra vc ser dividida em tudo o que faz". Fiquei mais puta ainda, saí e decidi realmente ver se isso acontecia.
(...)
E percebi o seguinte: eu faço muita coisa que eu amo fazer, mas atualmente o que eu preciso fazer mesmo é trabalhar, pois preciso sobreviver e cuidar de meu filho. O resto, exceto a clínica, pode ser colocado em terceiro plano. Vou encerrar a minha vida boêmia com os ensaios de Jau e fechar com chave de ouro no carnaval em Pernambuco.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Hoje de manhã Gui me saiu com uma pérola:
"mamãe, não corta o meu pinto".
"Como assim, meu amor?"
"Vc não cortou minha unha? Mas não pode cortar o meu pinto"
"É claro que eu não vou cortar o seu pinto"
"Vc vai cortar a sua unha?"
"Não, a minha unha está pintada"
 "Não é pintada, mamãe, é pinto. Vc não vai cortar o meu pinto"
"Não, não vou. De onde vc tirou esta história?"
"E quem cortou o pinto de Júlia?"
"Júlia não tem pinto"
"Ela não tem mais nenhum. Quem cortou?"
"Júlia nasceu sem pinto"
"Não foi nada"
"Júlia é menina"
"Júlia tem pepequinha, mamãe tem pepequinha, eu tenho pinto, papai tem pinto".
Fim do papo.

É, depois as pessoas vêm me dizer que essa história de fantasias sexuais infantis são pirações da cabeça de Freud.

domingo, 17 de janeiro de 2010


Essa foto fala mais que mil palavras. Imagina pra uma criança de dois anos ficar dois dias soterrada, eu nem consigo imaginar o que se passa na cabeça dela. Imagina vc ser salvo e encontrar a pessoa mais importante de sua vida. Quando alguém perguntar o que é o amor, eu sempre vou me lembrar dos olhos dessa criança. Nestes olhos eu consigo ver toda a teoria que eu estudo e faz muito sentido continuar nesse caminho. Lembro também, quase que por associação livre, de uma passagem do livro (ótimo), "À espera do sol", que a mãe de um dos personagens disse que ele é esquisitão (sic) porque ela não o queria na gravidez e sempre o tratou como um estorvo. Ela chegou a deixá-lo na neve por horas e ele não chorou. Ele não tinha dois anos ainda. Era menor que o fofinho acima. Ela disse que na época sentiu tanto ódio dele por ele ter se comportado daquela maneira que o tratava com mais e mais indiferença. Mas no livro, essa mãe disse que tinha ódio dele por ele fazer exatamente o que ela esperava dele, que aquela era aúnica maneira de ser amado por ela. Resultado: uma criança, um jovem, um adulto perdido e seu mundo interno e que não foi validado como sujeito pelo seu Outro primordial, sua mãe. E pelo livro, a única cuidadora desta criança.
Um livro muito bom, que faz pensar muito no terreno pantanso que eu estou me metendo até o pescoço. Cada dia que passa eu penso no quanto é importante tomar seus filhos como sujeitos, princialmente quando eu vejo fotos como essa que se vê o amor, a segurança, um sujeito em andamento estampado nos quatro cantos do mundo.
Dinheiro não é nada, amor, segurança e validação subjetiva é tudo. Certamente essa criança crescerá pobre, sem oportunidade de vida, mas muito mais saudável psiquicamente que muitas crianças de primeiro mundo que não recebe um olhar seguro como esse. Não se vê refletida nos olhos do Outro.
Ontem foi a solenidade de formatura de minha turma de Psicologia da UFBA. Eu vou me formar no próximo semestre, pois atrasei o curso um semestre e as matérias que pedi eliminação, não foram aprovadas, graças à gracinha da diretora de nosso curso, uma chata! Resultado: São Lázaro por mais 6 meses e 3 matérias optativas.
A formatura foi linda e eu pensava o tempo inteiro que eu poderia estar ali formando na reitoria, um ritual de passagem para a vida profissional. Pensava em quem seriam os meus padrinhos, em minha música, em Gui com um terninho lindo. ...
Mas a minha turma atual vai fazer a solenidade em um outro local. Nem tesão pra participar eu tive. Formatura da UFBA é na reitoria! Ponto. Vou formar no casarão junto à natureza, micos, cavalos, mosquito e com a galera alternativa do meu curso. Pra mim tá muito bom, sabe?
Tenho duas opiniões sobre formaturas: acho que a solenidade de colação de grau um marco importante que deve ser realizado e acho a festa dispensável. Já participei das duas, mas com 23 anos uma festa de formatura tem outro valor que não tem hoje pra mim. E a colação de grau só seria digna de marcar com uma solenidade se fosse na reitoria, pois também já tive uma com solenidade pomposa.
Depois tínha algumas festas pra ir, mas eu preferi encerrar minha noite com o futuro da psicologia social na Bahia em uma pizzaria e alguns amigos mais próximos. Foi muito melhor, tenho certeza. No mínimo, não iria ver pessoas que não estava disposta a ver (e vi, o que não foi tão ruim assim. Passou. Tava feião de gravata. KKKKK).

sábado, 16 de janeiro de 2010

Ensaios, ensaios, festas, lavagens, pré carnaval, etc, etc, etc. Parece que aqui em Salvador só se pensa e vive em festa. Fico pensando em quando eu era uma duranga kid, só estudando como era terrível ouvir dizer que ia ter uma festa em tal lugar. E olhe que eu morava no interior da Bahia, uma cidade também cheia de festas. Na minha época, pois agora, humpf, só festa porcaria. Desculpaê galera do axé.
Quando estudava na UEFS, minha galera só pensava em beber, vivia enfiada em buteco. E eu junto, mas eu era a mais comportada das garotas, a exemplo pras namoradas, a estudiosa, a "mulher" do CDF brabão. Meu cabelo nem desarrumava. Ai, ai, e eu me divertia horrores, mesmo sendo tãããão certinha.
Que saudade do Barracão de Engenharia, das Casas do Forró, do Bafo de Baco, das festas no Fetecê (hahahaha). E os grupos de estudo antes da prova? Estudar era na época da faculdade em Feira. O resto é muito pouco perto do que já estudei naquela época. Um tempo maravilhoso que não volta.
Em Teixeira de Freitas, recem empossada no serviço público, eu fui morar com umas garotas também da vara e a farra era garantida. Nunca dancei tanto como em Texas City. E nós íamos nos lugares que as "mocinhas" da cidade nunca iam. Nunca rolava nada de tão exepcional assim, era só mito. Eu amei aquele lugar, pois ainda dávamos uma esticadinha em Porto Seguro quando a cidade estava muito parada. Nessa época eu estudei horrores pra o concurso da Receita Federal.
Depois de ter vivido 26 anos em cidades do interior, eu posso garantir que nem só de Salvador e seus ensaios e lavagens vive o baiano festeiro. E posso garantir também que baiano também trabalha, estuda, se dá bem no que faz, cria filhos engajados. Eu sou um exemplo de uma baiana típica. Eu mereci.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Meu sentimento de inadequação diz respeito a quase tudo, principalmente ao que pensar sobre o outro. Por que esperar tanto do outro em uma época de relações tão superficiais? Por que sofrer tanto com coisas que são tão irrisórias pra todo mundo? Por que simplesmente não me soltar e REALMENTE  viver um dia de cada vez? Por que me decepcionar tanto com as pessoas?
(...)
Não sei se a TPM intensifica estes sentimentos, mas a verdade é que já não é de hoje que eu me sinto deslocada em algumas situações. Óbvio que eu não deixo de fazer uma vírgula por causa disso e não me causa sofrimento viver o dia a dia, mesmo me sentindo por fora do jogo, como se eu tivesse perdido a piada. Uma coisa que só eu saco, não chega a ser tão notório assim. Eu acho que é daí que parte a minha inadequação, justamente por perceber esta falta de comunicação. É como as pessoas estivessem cada uma de um lado de uma via bem movimentada e conversando animadamente, sem se dar conta que o outro não entende nadinha do que ele fala (o outro também acha que é entendido....). Não sei se por vício da profissão (cof, cof), mas ter uma escuta diferenciada prejudica muito nesses casos.
Exemplo. Antes do Natal eu fiquei com um rapaz, digo rapaz, porque quando ele apereceu eu não achei que se tratasse de um homem feito. Ficamos de namorinho uma noite inteira em uma boate (uma raridade nos dias atuais), ele pegou meu telefone (mesmo sabendo que ele não ia ligar, eu dei), salvou como L. (meu nome) Linda (muito fofo). Mas, quando estávamos saindo pra ir pra casa, ele "percebeu" algo diferente em mim (minha mão) e simplesmente sequer disfarçou.
Nos encontramos outra vez e ele não se aproximou. E eu sou f*, sofrer é pouco, então decidi me aproximar e falar com ele. Surpresa: ele não me conhecia mais!!!!!!!! Mesmo estando me olhando à distância desde a hora que eu cheguei. Eu questiono (sempre me pergunto onde está minha dignidade nestas horas...). Ele se lembra: "Ah! É L., que trabalha em tal lugar. Pare de beber que vc vai dirigir. Aliás, vc chegou andando".
O puto me viu na hora que eu cheguei e ainda tirou ondinha que não me conhece. {Posso estar enganada e não ser nada disso, ser apenas uma fantasia de minha cabeça}
Eu que deveria estar agradecida a Deus de ele ter esquecido quem eu era, simplesmente me sinto inadequada, fora de lugar. Por quê? Eu sei bem, mas é tão inacreditável que dói.
Quando alguém me pergunta por que eu amei tanto OL, eu me questiono sempre, sempre, sempre o quanto ele é homem, pois não deve ser fácil desfilar por aí, desejar ter um filho, um lar e amar com todas as letras uma pessoa com uma deficiência física. Ele próprio falava que os amigos nunca entenderam porque ele que sempre pegou as maiores gatinhas estava fazendo planos comigo. E que auando estava comigo em algum lugar que alguém nos olhava com olhos de indignação, ele simplesmente me abraçava mais.
Minha inadequação não é por ser deficiente, é por ver o horror estampado na cara do outro e não ter palavras pra minimizar o que isso possa significar para ela. Dizer simplesmente: "olha, isso é só um detalhe físico, tenho outras coisas lindas a te oferecer se vc suportar atravessar esse muro de significantes entre nós".
Minha inadequação está justamente aí: quem hoje em dia quer atravessar alguma coisa? Quem quer partir do encontro inicial pra algo mais profundo? Quem dá a chance ao outro, qualquer outro, a chance de se mostrar para além de um beijo, um contato sexual qualquer?
Eu sou uma inadequada, pois quando decido quebrar a minha regra nº 1 de não sair beijando em uma festa, justamente pra não ficar igual a todo mundo, eu me deparo um um moleque. Também, o que esperar de um burquesinho, estudante da UFBA, todo enquadradinho? Assunto para outro post.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Inadequação. Se eu fosse me resumir em uma palavra seria essa.

sábado, 9 de janeiro de 2010

São tantas coisas acontecendo que um post é pouco. Recomecei o trabalho com algumas novidades, uma ótima e duas péssimas. Primeiro a ótima: uma colega foi lotada lá pra vara e chegará dia 17. Uma péssima chega a ser lastimável.
No dia 16/12 foi aprovado no Senado Federal o PLS 611 que visa o congelamento salarial de TODO servidor público até 2016. O objetivo do projeto é economizar com pessoal para sobrar verbas para grandes investimentos. Agora é rezar pra que o projeto chegue na Câmara dos Deputados e lá fique ad infinitum, pois se foi aprovado da maneira que está, inviabilizará o nosso Plano de Cargo e Salário, que foi aprovado no final do ano a custo de uma grevezinha básica, como tudo neste país fofo.
Imaginaê vc voltar a trabalhar com uma notícia agradável com essa. É lasca, principalmente depois de ter sido feita uma mobilização nacional para aprovação do Plano de Cargo e Salário no STF...
Fica(m) a(s) questão(ões): será que o Brasil vai desmontar o seu serviço público a ponto de querer ter em seus quadros funcionais apenas funcionários desmotivados, apáticos e que não se "envolvem" com o serviço? Será que fazer concurso público será tão atraente como tem sido?
A iniciativa privada além de não pagar bem seu servidor não faz nada para garantir seus melhores funcionários em seus quadros. E estamos carecas de saber o motivo. Redução de custos. Demanda maior que a oferta. Mão-de-obra de sobra e qualificada para os cargos de ponta. Etc, etc., etc.
Estas pessoas vão ter a mesma motivação salarial de hoje pra se acabar de estudar pra passar no serviço público? Imagino que não.
Eu tô dizendo há tempos, mas ninguém me dá ouvidos, mas o serviço público que funciona no Brasil vai virar um grande SUS. Impraticável. E olhe que eu sou uma das mais fervorosas fãs da saúde pública, mas do jeito que tá não funciona e não valoriza nem funcionários nem usuários.
Ponto.
Assunto pra uma mesa de bar, pois só suporto pensar sobre isso embriagada, dissolvendo o meu superego e a minha confiança credibilidade nas leis do meu país.
Desde 1997 estou no serviço público e tenho percebido a qualidade dos servidores que têm ingressado. O nivel é na estratosfera. São cada vez mais jovens e com uma vontade inesgotável de "vestir a camisa" do seu órgão público. É engraçado, pois a cada dia que passa eu vejo o serviço público com a ótica de uma empresa privada.
A novidade também é que cada servidor será avaliado de acordo com a produtividade de seu local de trabalho. É a ISO 9000 chegando no serviço público, minha gente.
Imagina vc trabalhando como louco, pois a quantidade de serviço é desumana, com a equipe desfalcada (LER, licenças, férias, etc.), salário achatado, pessoas querendo que seu processo ande a todo custo... VC pensa: será que a iniciativa privada está em melhores condições? Que nada, mano, tá é pior, pois nem as garantias legais mínimas a galera tá recebendo...
O que fazer? Nem eu sei, mas uma coisa é certa: enquanto essa resposta não vem fico chorando minhas pitangas com as delícias de ser morar numa cidade como Salvador. A última? Mariene de Castro, assunto para o próximo post.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Hoje eu fiquei sabendo de uma coisa inacreditável: o professor doutor todo poderoso me deu 10 no estágio supervisionado, mesmo me chamando de burra e outras delicadezas do gênero. É inacreditável o que um ser humano pode fazer para desestruturar o outro. Cada dia que eu conheço um pouco mais sobre o funcionamento psíquico, mas eu me choco com determinados comportamentos. É lastimável ver que o estágio poderia ser mais produtivo, menos dolorido e com outras tintas.
O professor doutor que escrever uma revista sobre o final do Padac e sugeriu que os estagiários escrevam sobre seus atendimentos domiciliares e deu a ideia de eu e minha dupla escrevermos sobre o caso de dona I, uma senhora que foi abandonada por seu companheiro e passou cinco anos sem realizar seu luto. Após um período sendo atendida em sua residência, o professor em supervisão sugeriu que nós falássemos pra ela que a dor que ela estava sentindo era muito mais comum do que ela pensava, pois muitas pessoas passavam por problemas iguais aos dela. Depois disso, ela passou por um período que não queria nos receber. Inclusive um dia em que eu e minha dupla iríamos dar um perdido na casa dela (ela nunca estava disponível para uma visita domiciliar), ela me viu na ladeira e saiu de fininho como se não quisesse que eu a visse. Que situação, pois em um milésimo de segundo eu ponderei: que p* de tratamento é esse que vc tem que correr literalmente atrás do paciente? Se ela não quer me receber e foge de mim, deixa ela pra lá. Mas, toda resistência é do analista e lá vai eu ladeira abaixo correndo de salto alto atrás de dona I. Chego eu do lado dela e falo 'que surpresa encontrar a sra justamente na ladeira!' (me sentindo uma hipócrita por mentir, por correr átrás do paciente e por não acreditar neste modelo de clínica). Enfim. Ela elaborou o seu luto e trouxe um significante muito legal no final do tratamento: o divórcio do 1º casamento tinha saído há uns cinco anos, mesma época que o companheiro havia desaparecido, mas agora ela dizia que pegaria o papel, pois ela queria ser solteira novamente, que quer conhecer uma pessoa para recomeçar sua vida.
Essa sra me deu uma grande lição: é possível sim fazer do modelo psicanalítico uma clínica ampliada, pois a escuta é diferenciada e o sujeito independe de setting para se manifestar.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Minhas férias + recesso de final de ano acaba agora na quarta. Quinta eu volto a trabalhar após 52 dias de prega. Claro que eu não estava assim tão folgada, pois minhas aulas só acabaram no dia 04/12 e os atendimentos clínicos tiveram uma pausa na semana do dia 21/12 a 04/01. Mas nada se compara com oito horas a mais em seu dia a dia... e foram muito bem aproveitadas.
Desde o início de novembro que eu, Gui, minha (ex)sogra e Nana vamos pra praia do Porto da Barra pelo menos 1 vez na semana e agora em janeiro, estas idas intensificarm, pois Gui está fazendo natação. Muito fofo!!! Com uma sunga maior que ele. Filhos são sempre lindos aos olhos dos pais, não tem jeito. Meu Pimpinho (princepezinho) leva jeito pra coisa, pois a pró quando foi se apresentar disse a ele que ali era a escola do mar e que ele iria aprender a nadar, ele respondeu a ela que 'já sabia nadar' (sic). Ela prontamente perguntou a ele se ele ensinaria a ela a nadar também. Ganhou meu filhão na hora.
Hoje também foi a matrícula na escolinha e que susto eu tomei quando soube que a mensalidade era R$741,00. Quase caí pra trás. Não se pode ter mais de um filho nessa vida.
Escola de música: $50,00
Natação: $120,00
Via Magia: $741,00
Outros:$$$$
É OL, vc vai ter que disponibilizar o aluguel de um veículo para as despesas fixas de seu filho. Ter filho pra alguns homens é muito cômodo, né? Não bancam nada e ainda tiram ondinha de porreta. Me lembrar disso quando eu tiver toda apaixonadinha por outro cafa.

P.S. do P.S.: Estou muito gorda! Estou com quase 61Kg (distribuído em 1,59m), então decidi fazer um diário alimentar neste novo ano e estou quase tendo um infarto quando leio a quantidade (enorme) de comida que eu ingiro em um único dia... Mas, o grande paradoxo é que quanto mais eu me percebo gorda, mais eu tenho vontade de devorar o mundo. Tô muito estressada com isso.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Divulgando a Campanha "Noite Preta do Bem!"


Planeta Voluntários apoia Preta Gil na mobilização de internautas para ajudar desabrigados de Angra dos Reis e Baixada Fluminense.


Preta Gil está em campanha para aj udar as vítimas da tragédia de Angra dos Reis, no litoral sul do Rio de Janeiro. Na madrugada de sexta-feira , mais de 40 pessoas morreram e mais de 800 ficaram desabrigadas depois do desabamento de uma encosta em Ilha Grande. Preta, que estava na cidade para se apresentar na festa de réveillon do empresário Henrique Pinto, ficou sensibilizada com a situação.
“Cantei numa festa super bonita, linda e maravilhosa, mas com uma chuva assustadora. A gente percebia que tinha alguma coisa estranha acontecendo, que aquela chuva estava além do normal”, contou Preta a imprensa, neste domingo .
No dia seguinte, ela pediu ajuda aos seus seguidores no Twitter para que doem um quilo de alimento não perecível para os desabrigados. A entrega deverá ser feita na boate The Week (Rua Sacadura Cabral, 154, Saúde, Rio de Janeiro), entre terça-feira e quinta-feira , das 14h às 18h. Ela também receberá as doações na quinta-feira durante seu show, Noite Preta.
Na sexta-feira , Preta segue para Angra dos Reis, onde entregará as doações pessoalmente. “Minha sogra, Reginalda Lima, tem um trabalho social com crianças carentes e está me ajudando a organizar tudo. Vou visitar também a comunidade de Perequê, que foi uma das mais atingidas pela chuva”, disse. “Vou fazer essa arrecadação durante quatro semanas, e pretendo ajudar algumas cidades da Baixada Fluminense que também foram atingidas pela chuva”.
A cantora, que tem quase 200 mil seguidores no Twitter, está animada. “Fiquei assustada com a proporção da solidariedade das pessoas, todo mundo querendo ajudar, dando idéia. Muita gente já se mobilizou com as doações”. Preta também pediu a ajuda do apresentador Luciano Huck, que tem cerca de um milhão e meio de seguidores no microblog, para ajudar a divulgar a campanha.

Como ajudar:
A entrega dos donativos deverá ser feita na boate The Week (Rua Sacadura Cabral, 154, Saúde, Rio de Janeiro), entre terça-feira e quinta-feira, das 14h às 18h. Ela também receberá as doações na quinta-feira, dia 7 de Janeiro, durante seu show, Noite Preta.
maiores informações pelo e-mail: noitepretajudangra@gmail.com

Apoio: Planeta Voluntários http://www.planetavoluntarios.br30.com/

Uma rede social por um mundo melhor.
"O que fazemos por nós mesmos morre conosc o,o que fazemos pelos outros permanece e é eterno."

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Sinceramente não sei porque motivo ainda me meto em palhaçadas do tipo "festa de reveillon em Guarajuba". Deve ser pra fechar com chave de ouro um ano tb do tipo 2009. Que aninho, hein? Concordo com Pedro Neschiling quando ele diz que usaria uma camisa "eu sobrevivi a 2009".
Me lembre de nunca mais ir a festa alguma de axé. E mais: não vou mais cair em chantagem de amigas "eu tb não queria ir pra tal lugar, só fui porque era com vc". Esse ano eu vou checar se a pessoa quer realmente comigo ir pra tal lugar pra eu não ter que fazer programação nenhuma por obrigação.
Mas, enfim, sobrevivi a esta festa tb. Será que tenho que agradecer a Deus por não ter sido VoaDois? Poderia ter sido bem pior, se é que isso é capaz. O público: 70% das pessoas com menos de 20 anos e 85% das pessoas com menos de 1,65m. Um ou dois carinhas que me agradaram e que estava fora da amostragem geral, olharam pra mim, gostaram, mas quando viram a minha mão, vi um desdém em seus olhos que me lembraram que eu deveria estar realmente dormingo conforme eu planejava...
Cheguei, dormi, comi, resenhei e dormi novamente e percebi que nem só de homens bestas e preconceituosos é feita a humanidade. Vale ressaltar que meu cunhado me lembrou que poderia ser pior, pois ele viu uma menina que não tinha os dois braços na festa e que não sentou no chão, pois não conseguiria. Eu não sei se dou risada ou choro com esses comentários tão edificantes. Eu o lembrei que ela provavelmente já tinha nascido assim e  que já houve outras situações que precisou sentar no chão e que se realmente quisesse saberia como fazê-lo.
Mas, bolaprafrente. Ano novo, projetos novos, pensamentos novos e principlamente mais leveza na vida. Mais paciência comigo e com Gui. Mais cuidado a Dudu e a Raíssa (meus pets),  mais amor, mais civilidade, mais compreensão, mais disposição em ouvir as pessoas, mais serenidade, mais espaços para que toda essa gente fina, elegante e sincera possa continuar fazendo deste mundo em que vivemos um lugar um pouco melhor.
Xô, 2009. 2010 vem nimim!