sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Único objeto de desejo de 2011. Bento Ribeiro para o meu dispor.
É quere demais, né? Mas, desejos são desejos. É isso aí.
Ótimo 2011 e desejos (quase) impossíveis para tod@s.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Opções de lazer para um feriadão sem grana

Esta será a minha programação de final de ano. Daqui.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

O que é o amor? Pergunta boa e que não tenho a resposta, mas uma coisa é certa: ele é universal e mesmo que vc não entenda uma única palavra deste vídeo, vai compreender o que ele nos diz sobre o amor. Lindo, simples e direto. Daqui.




terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Meu Natal foi excelente. Passei em Feira de Santana com as pessoas que mais amo nesta vida: meu filho e minhas mulheres (mãe, irmãs e sobrinhas). Foram 7 dias maravilhosos de muita esbórnia: muita TV, muita net, muito sono, muita comida e muita conversa boa com minhas melhores amigas: Nite, Léa e Déa.
Meu cunhado foi perfeito: cuidou muito bem de meu filhote, tivemos conversas ótimas e lavou meu carro.
Dentre as conversas, a melhor foi com minha irmã sobre família e como ela estava insatisfeita com algumas coisas. Eu ponderei uma coisa que pensei muito e elaborei após longos anos de análise: amo minha família exatamente do jeito (imperfeito) que ela é. 
Eu lembro que durante muitos anos eu morria de vontade de ter outro pai e outra mãe. Era muito custoso ver os pais imaturos e despreparados pra vida, queria saber como me mover e não sabia com quem contar. Lembro de um fato particular: eu voltava da matrícula da faculdade (engenharia civil) e pensava "eu cheguei mais longe que meus pais. Como eu consegui chegar até aqui tão à toa?". O que mais me incomodava era o fato de viver à toa mesmo: sem ninguém pra me dar diretrizes nem cobrar nada de mim. Eu ia fazendo as coisas por fazer, por ver meus colegas fazendo, por participar do modelo pré-fabricado de vida da classe média que eu nem pertencia, mas que frequentava desde que eu me conheço por gente.
Durante muitos anos, minha única vontade era sobreviver a isso tudo, mas com minha análise pessoal eu fui tomando um ódio a tudo o que eu vivi sem questionar e aos meus pais que eu julgava inúteis pra coisas da vida. A única coisa que eles eram bom era em sobreviver. Só hoje eu vejo a importância deles em minha vida e como eu cresci e cheguei longe justamente por eles serem tão imaturos. Minha mãe ainda é uma criança e vai morrer assim. Sorte a dela, pois nada pior do que acordar e não ter minhguém do lado.
Eu tô começando a colocar os meus pés num ponto seguro agora após longos anos vagando e pulando de um galho no outro tentando me sustentar em alguma coisa que fizesse sentido.
Agora eu consigo olhar pra o lado e identificar quem eu sou e onde eu estou. Olhando em volta eu vejo que não foi em vão ter uma família tão desarticulada e fico feliz e triste de ver que minha irmãzinha que eu tanto fiz pra proteger está acordando e não tem em que se apoiar. Provavelmente ela não lerá isso (ela de-tes-ta textos longos e já me disse que nunca lê).
Pena que a única coisa que eu posso dar pra ela não serve pra nada neste momento.
O melhor de tudo é que a também ajuda, pois funcionou comigo.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Feliz Natal!


Depois de alguns meses, olha eu aqui novamente!
Eu estava out por uma série de motivos, mas o principal é que eu estava dando um tempo do virtual. Eu entrava na net apenas para ver o meu email e pra ler algumas notícias sobre celebs e afins, lógico, néam? Mas, nada de orkut, nada de blog, nada de promo, enfim, fiz um rehab virtual e não é que estou curada?
Já voltei às boas com o orkut, o primeiro que eu tomei ojeriza, e aos poucos entrei no "manual do cafa", no "meu emagrecimento"... e assim quando dei por mim, fiquei com vontade de fazer um post.
Feliz Natal e muita folia pra todos.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

... postagem retroativa ...


Parabéns para mim! Eba!!!

Fazer aniversário em dia de eleição não é nenhuma novidade, mas dessa vez foi melhor do que os outros anos. Não sei bem porque, mas o clima foi outro. Estou em uma fase que eu nem me reconheço, pois a minha única angústia é com o meu anteprojeto de mestrado que não ata nem desata e a quantidade de coisas que eu tenho que ler e pra rearrumar o que já fiz.
Foi excelente a minha viagem: dormi muitão, acordei às 10 após ver três episódios seguidos de House, votei em Dilma, of course, elegi meu Deputado Federal e meus senadores. Deputado Estadual, fica pra próxima, com o seu jingle eterno "eu quero Hilton 50, na capital da resistência...".
Depois que pessoas como Tiririca ganharam a eleição, pensei em radicalizar. Não serei mais PT, serei PSOL. Vou amadurecer esta resolução e falarei posteriormente.
No dia, rolou presentinho, caruru, vatapá, galinha cozida, torta de prestigio e pra arrematar com chave de ouro, acordei com o meu filhão ligando pra mim e desejando feliz aniversário mamãe linda.
Ai, ai, agora eu sou uma pessoa mais velha. Preciso tomar juízo. Onde será que vou achar? Cheia e atolada de coisas pra estudar, estou pensando pra onde vou hoje a noite...

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Meu diálogo com Gui.
"Mamãe, vc tá gordona".
"Eu tô gorda, meu amor? Onde?"
"Na barriga. Mamãe, eu quero um rimãozinho."
"Mas mamãe não tem namorado..."
"Pede pra papai colocar uma sementinha na sua barriga. Tia Pati deixa"
"Papai é casado com Tia Pati"
"Então eu vou arrumar um namorado bem legal pra vc".
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Tomara que ele consiga, pois eu já esgotei as minhas possibilidades.

domingo, 26 de setembro de 2010

Estou passando por uma imensa angústia que achei que nunca mais passaria: qdo meu filho chegou da casa do pai foi me contando que aconteceu um coisa sinistra, perguntei o que foi e ele me contou que Tia Pati (a esposa do pai) foi comprar água pra Sofia (a filha dela) e ele procurou por ela e não achou, então ele se assustou e correu o Dique (do Tororó) atrás dela, deu voltas e não achou e se perdeu. Ela o achou perto do lixo e que um carro parou perto do pé dele. De fato, ele se perdeu e eu fiquei desesperada quando soube. Um aperto no peito, uma angústia tão grande que só quem já perdeu um filho sente. E eu já perdi um filho. Não suportaria perder outro. Estou em pânico, apesar de meu Gui estar dormindo tranquilamente em minha cama. Estou em lágrimas e desesperada.
Não desejo esse sentimento a ninguém.

sábado, 25 de setembro de 2010

Namorando mulher com filho, por Fabrício Carpinejar

"Namorar mulher separada com filhos já foi visto como uma dificuldade. Seria complicado conquistar a criança, conviver com o outro pai, ter um cantinho para namorar sozinho. A criança era recebida como um problema, uma restrição à liberdade e à intimidade. A suspeita é que ela não estava procurando um namorado, porém um pai para seu pequeno.
Isso mudou. Não tenho dúvida de que namorar mulher com filho pode ser muito melhor do que namorar mulher sem filho.
A mulher com filho aproveita seu espaço. Responsável para fora, e possivelmente louca e criativa com você. Ela valoriza cada ida a um restaurante como se fosse uma viagem ao exterior. Não precisa bater ponto na balada, para dizer que está feliz. Encontra o contentamento num café da manhã ou em um filme no sofá.
Não bancará a mimada ou começará discussões tolas sobre se está bonita ou não, se está gorda ou o espelho do provador é que emagrece. Não se endividará do futuro, supera as adversidades com humor. Tem a vaidade da autocrítica. Consegue ser surpreendente com as banalidades, não está comprometida em impressionar, e sim em ser verdadeira. Descobriu que a verdade é mais sedutora do que a mentira. Interessada em repartir o prazer, correr as pernas debaixo da mesa, fazer gafe acompanhada para contar às amigas. Reconhece o valor da lingerie preta, pois usa em casa um pijama gasto. Ela será bem solta na cama, plural, não sofrerá pudor em confessar fantasias, não ficará transando consigo mesma. As mãos do homem serão seus seios.
Abrirá sua memória com a franqueza de quem consegue acalmar os pesadelos do filho. Ela vai trabalhar, cuidar da escola e da casa, do almoço e das contas, e nunca reclamará que carece de tempo para sair. Beijará como se fosse uma adolescente redescobrindo o corpo, com a diferença de que não terá medo do corpo. Não será uma sogra antecipada – tornou-se sua própria mãe. Não permanecerá muda diante de você, sobrarão assuntos para comentar, opinar e dar foras.
Não concordará com tudo para agradar, o que é mais gostoso, sua personalidade combativa, decidida, discordante não suporta fingimentos. Ao invés de brigar, irá sugerir soluções. Afinal, é o que faz todo dia. Não cobrará a ânsia de uma família, mas mostrará aos poucos o que é uma família.
Será cautelosa com as dores e pródiga com as alegrias. Uma mulher com filhos é amorosa porque conhece a fundo a solidão para sair dela.”
Daqui.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Hoje tem MAIS um aniversário de criança pra eu ir... ai, ai. MEDO! Como se emagrece se existem tantas festas infantis na agenda? Eu sempre lembro de uma colega querida que foi no chá de fraldas de Gui e só bebeu água. Quanta determinação! Eu confesso que sou muito menos determinada em relação à comida, mas consigo não tomar nem refri nem cerveja, o que já é um progresso.
Falando em determinação, eu não estou conseguindo fazer esteira nem estudar de tão cansada, mas tenho novidades: um colega de trabalho vai me dar uma mãozinha em meu serviço até as coisas se acalmarem. Estou tão feliz que tenho vontade de voar. Enfim já estou vendo uma luzinha no final do túnel e já me vejo novamente com uma vida de pessoa normal, trabalhando 7 horas, vindo pra casa, estudando, fazendo esteira... Passando os finais de semana de frozô! Amo muito tudo isso.
#beijomeliga

domingo, 19 de setembro de 2010

Ontem foi a festinha do aniversário de meu filhote. Fizemos do jeito que ele queria, em uma estação de jogos infantis onde cada criança recebia um cartão pra brincar durante três horas. Coitado dos pais, pensei assim que eu me decidi sobre a festinha, mas sabe que os comentários foram positivos? Exceto a minha irmã caçula, TODOS os outros pais amaram. O que é o desconhecimento, eu pensei que quem iria detestar seria a minha irmã do meio.... C'est la vie. Vivendo e (re)conhecendo o Outro.
Enfim, eu amei. Não brinquei, me chateei antes da festinha por dois motivos bem básicos: fui chamada de grávida no dia anterior (mesmo estando 3 quilos mais magra) e no dia da festa, a senhora que faz a minha unha tirou três bifinhos costumeiros e achando pouco, soltou a pérola "vc deu uma engordada boa". Existe engordada boa? Pra mim, só bebê quando está em fase de crescimento, dá uma boa engordada. Mas engordada boa, é o c*. Fiquei emputecida logo cedo, mas relaxei, me arrumei certa de que estava uma baleia e fui.
Não são só minhas irmãs quem são dignas do meu desconhecimento e sim toda a raça humana: vários elogios que eu estava linda, magra e radiante. Eu posso? Realmente, desde 2004, eu não peso 59 quilos redondo. Sempre pendia entre 59 e 61. E faz um mês mais ou menos que eu estou caindo de 58 a 60, pairando em 58,5 - 59. Emagrecendo, né? Dietinha boa essa a dos pontos. Pra mim, é o que há. Não tem pholia magra, shake, etc. Pra mim, é comer de tudo, pois NADA tira o meu apetite.
Resumo da ópera: em time que tá ganhando não se mexe: dieta, esteira e nada de fazer unha em salão. Empurrar a cutícula é o que há.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Setembro sempre foi um mês importante em minha vida, pois consegui várias vitórias e também uma grande perda. talvez a maior de todas que fica pequenininha se eu lembrar que exatamente 7 dias depois, eu posso comemorar o meu maior motivo de alegria.
Foi num dia 06/09 que meu 1º filho morreu e no dia 13/09 meu 2º filho nasceu. Um misto de tristeza e de alegria somado ao fato de que eu me sinto uma anta chorando a morte de um filho e tenho outro tão lindo bem ao alcance das mãos.
Foi em setembro que eu me formei em Engenharia, que eu passei no TRT, que eu consegui minha remoção de Teixeira de Freitas pra salvador, que eu comprei meu 1º carro, que eu entro em meu inferno astral.
É em setembro que eu me sinto mais viva, mais esperançosa pra os dias melhores que virão após chorar quase uma piscina pequena de lágrimas amargas de uma saudade que não tem fim, de lembrar que o meu maior e mais verdadeiro amor está do meu lado e de programar como será a minha festa de aniversário.
Setembro pra mim tem cheiro de UTI, gosto de brigadeiro e visão de esperança.
Feliz aniversário meu filho lindo!!!

sábado, 11 de setembro de 2010

Ontem eu fiz um post enooorme e quando fui salvar, recebi uma mensagem de serviço indisponível. Eu hein? Quando eu posso estar totalmente disponível, vem uma máqina barrar a minha postagem! Magoei total. Hoje faz 9 anos que eu estava almoçando no meu intervalo de almoço em Camaçari - BA, quando eu vi um prédio em chamas e saindo fumaça. Eu pensei "que maldade, eu almoçando pra voltar ao trabalho e essa galera, em pleno horário de almoço passando filme de guerra". Meodeos.
Se eu soubesse que se tratava de uma tragédia tão gigantesca, eu não teria ficado tão indignada, mas como era possível imaginar o que estava acontecendo? Quem algum dia pensou que o Império Americano fosse ameaçado? Eu acho que nem os terroristas, né? Foi jogar o barro na parece pra ver se colava e deu no que deu.
Fico pensando se fosse comigo ou com alguém próximo a mim em como eu não ficaria traumatizada, chocada e sem noção de realidade. Como deve ter sido difícil pra todos aqueles que trabalhavam no entorno voltar a sua rotina normal... Fica aqui o meu luto.
Ontem eu fiz uma coisa que eu julgava ser impossível: eu bati o carro na 1ª! Estava eu pensando na cor do meu carro novo, nas alturas, quando fui fazer uma curvinha na garagem que eu entro e saio ao menos uma vez por dia, quando eu beijei o muro... Fui um beijo apenas, mas fez um estrago enorme.
Enfim, já posso entrar na comunidade  do orkut  "bati o carro".

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Acabei de descobrir que eu perdi um pendrive de 4 Gb com TODOS os filminhos que meu filho assiste ALLL DAY LOOOOOOOONG. Tô perdida. Não pelo pendrive, mas pelos filminhos. Update: acabei de ganhar um pendrive de 16Gb que uma amiga linda trouxe dos EUA pra mim.
Por que eu vou votar em Dilma? Se ela é capaz de ser torturada por três anos pra não entregar seus companheiros, eu seria imensamente mesquinha se não votasse nela porque os SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS estão fadados a continuar mais alguns anos sem aumento... Vale lembrar que algumas pessoas hoje comem e saíram da linha de miséria absoluta graças ao bolsa família. E dignidade de se dar o que comer aos filhos não é pouca coisa.

Sem falar que nunca votaria em uma fundamentalista como Marina Silva e nem em um ET de Varginha como o Serra. Plínio Sampaio é (quase) parente e nepotismo, tô fora. Brincadeiras a parte, essa é a presidente que eu quero representando meu país.





Hoje é o dia dos Psicólogos. Parabéns pra mim e pra todos os outros que estão espalhados por aí. Ganhei mais um dia: aniversário, dia das mães, dia da mulher, dia do funcionário público, dia dos trabalhadores, dia do engenheiro e agora, dia dos psicólogos.
Nem vou falar que estou sem tempo que nem cola mais. A novidade maior é que além de TV fechada, estava sem internet. Legal, né? Minha vida é isso mesmo. E o pior: só posto pra reclamar........ Chatona.
Novidade e das boas. EMAGRECI três quilos com a dieta dos Vigilantes do Peso.
Amanhã a minha irmã caçula que eu mais amo tá de aniversário e eu vou pra Feira de Santana encarcar o pé.
Nem falei aqui que fui dar uma de cliente oculta no Boticário e me perdi no Pólo. Fiquei quase três horas rodando pelas rotatórias de Dias D´Ávila, Camaçari e Simões Filho. Uma viagem astral. Eu, duas amigas e Gui. Quando enfim entramos em Dias D´Ávila, eu acreditei piamente na ilha de Lost. Ela está localizada na Região Metropolitana e Industrial de Salvador e fica exatamente em uma das rotatórias do Pólo. Podes crer.
Quem disse que conseguimos sair? Nos perdemos novamente.
Lá se foram os $50,00 que eu ganhei. Creia em Deus, fiz tudo isso por $50 reais em combustível. Cada dia eu me supero. Eu consigo me surpreender sempre.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Sumi. Estou em crise e em total ambivalência: ora me lanço em projetos de perda de tempo inúteis ora me descabelo. Mas não saio do lugar.
Estou fazendo a dieta dos pontos e VINHA emagrecendo beleza, uns três quilos, mas só foi eu voltar a trabalhar pra dar um nó em minha agenda e consequentemente, em minha vida. Acho que já engordei tudo novamente, pois não estou seguindo rigidamente a Reeducação Alimentar (RA) e nem fazendo esteira todos os dias. O ápice foi esquecer o horário de atendimento de uma paciente. Eu liguei correndo pra ela com uns 15 minutos de atraso, mas ela também não foi. Que resistência é essa? Dos dois lados? Caso para supervisão de hoje e para pensar em minha clínica.
Estes dias eu tô perdendo um tempo enorme participando de concursos e sorteios na net. Não estou conseguindo me mover, aliás, estou girando em torno de um memso ponto e sem saber sair: a minha falta de tempo. E logo eu que sempre me vangloriei de driblar a agenda como minguém mais... é dose.
Decidi então tomar alguas decisões:
(1) No dia que eu fizer esteira, eu não estudo. Arrumo alguma coisa, etc.;
(2) Vou estudar dia sim, dia não. E apenas assuntos voltados para a clínica com crianças;
(3) Não vou esperar por OL pra levar o filho pra passear, eu mesma vou dedicar o meu sábado e o meu domingo pra ele. Isso é o que me dói horrores, pois domingo é o dia sagrado da inutilidade: giboio na frente da TV, fico surfando na net e durmo o resto do dia. Isso acabou até segunda ordem.
(3) Criei um blog pra desopilar minhas futilidades, angústia de existir e postar m* do tipo que eu fiz no post passado. Este blog só serve a um propósito: relatar o meu lado fútil.
Viver é isso, gente, se rebolar pra não surtar.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

"Calada noite preta, noite preta!!!". Gente, há muito tempo não me divertia tanto. Eu, minha irmã e meu cunhado fomos a Noite Preta aqui em Salvador e foi um verdadeiro sucesso. Preta Gil é uma fofa, uma artista que sabe agitar a sua plateia. Minhas ressalvas são apenas para o público hétero que NÃO compareceu.
Cada vez que vou a uma festa massa que está cheia, entupida, saido pelo ladrão de homossexuais, eu me pergunto porque os gays são tão mais divertidos, sabem realmente os lugares que vão bombar e frequentam tão assiduamente. Fico pensando porque os homens héteros não são tão legais, alegres e bem dispostos com os gays.... Homens héteros parece que só gostam da mesmice, das baladinhas politicamente corretas: forró universitário, boite cheia de teens e axé. Me poupe, socorro, vou morrer solteira!
Hoje eu passei o maior perrengue com um homem mega trash que apareceu na minha vida: meu cunhado me indicou um  cidadão pra fazer um serviço pra mim e mesmo pagando, o senhor em questão me tratou como se eu fosse um capacho e como se tivesse me fazendo um favor. Eu hein? Quando desisti do serviço e pedi meu dinheiro de volta, ainda tive que ouvir sugesta. C'est la vie.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Consegui! Agora eu tenho um diploma de bacharel em Psicologia! Após cinco anos e meio de estudos, um filho, separação, duas mudanças de casa, família maravilhosa, uma paixão devastadora, trabalhos em grupo, provas, patiologia, lágrimas, chefe compreensivo, psicanálise, saltenhas, seminários, mesa cheia de trabalho acumulado, matérias equivocadas, risadas, leituras, professores chatos, livros e livros e livros, noites perdidas, professores maravilhosos, rotina modificada a cada prova agendada, estágios, amigas que serão pra sempre, crianças hiperativas, decepções, bebedeira e muitas farras.
Valeu. faria tudo outra vez. Tudo.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Ontem fui dormir bem tristinha com um FDP que me fez sofrer muito no passado. Nem sei porque comecei a lembrar dele, mas quando vi, já estava pra baixo.
Lá pelas tantas da madruga, eu ouvi uma gritaria na rua e fui ver o que era: "Rodrigo, por favor! Por favor! Aparece! Eu vou cair!". Uma garota estava pendurada na grade do prédio gritando um cara e pelo visto há horas... Fiquei pensando na diginidade desta moça e como as mulheres não se dão o valor. Eu já chorei horrores por homens que não me deram a mínima, mas eu acho que só um ou dois souberam disso: meu ex-marido e um ex-namorado das antigas. Os outros, eu imagino que sequer sonharam com as minhas inúmeras noites de insônia.
Hoje ue fui premiada com uma pérola do universo masculino. Estava lendo sobre a desilusão amorosa de uma garota quando ela se queixava porque os homens preferem as loiras, castas, puras e bestas. Um rapaz então nos comentários (amo ler comentários por estes dados tão impressionantes) respondeu que mulheres que conversam são legais, mas não dão tesão e que as loiras sim mobilizam o imaginário masculino e os fazem pensar em sacanagem na hora.Ele deu uma dica de um site que eu entrei e me acabei de rir. Os homens levam esse negócio de conquistar, seduzir, transar e descartar muito a sério. Confiram.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Ontem a noite eu me dei um presentão: vi 4 episódios da 1ª temporada de House. Legal pra quem tá cheia de coisa pra estudar, mas t-u-d-o bem.
Hoje meu dia já começou contando os pontos: (1) batata doce média + (1) café com 1cl de leite  + (0) 2 cls requeijão 0% + (1) 1 xícara de mamão = 3 pontos meu café da manhã.
Desde que cheguei do Crato que eu resolvi contar os pontos e religiosamente anotar tudo o que eu como. O incrível é que eu já comecei a emagrecer e fiz uma farra gastronômica nos almoços em Feira de Santana e nem anotei nada. Eu desde sempre conhecia a Dieta dos Vigilantes do Peso, mas achava uó parar pra anotar tudo o que se come e dar uma pontuação pra isso. Mas a pessoa mais indicada pra esse tipo de dieta sou eu mesma, pois além de ser criteriosa a ponto de ser chata, sou determinada e assídua. Então girl, por que tantos quilos extras a toa? Vamos secar!!!
Creia, mas já perdi mais quilos que com 1 mês de pholiamagra apenas reordenando a alimentação. Confesso que eu sinto uma fominha, mas nada tão desesperador do que fazer aquelas dietas que as médicas nos passam. Essa vc pode regular o que comer e ir diminuindo o consumo (espero em Deus que meu "músculo do estômago" diminua de tamanho).
Se alguém quiser se habilitar, aqui.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

- Meu ex marido tem uma máxima: "mulher feia se acha e tira a maior onda com a sua cara". Eu ria, ria e ria, mas pude comprovar. Uma pessoa muito querida resolveu dar trela para um feiosão e baixinho, em parte porque estava a perigo. O que é o desespero feminino da faixa dos trinta e tantos. Não é que o sujeito já está tirando onda com a cara dela? Ele já está querendo "regrar" a quantidade de tempo que tem disponível pra ela. Toma! Quem mandou dar ousadia?
Faz como eu que estou na maior seca, mas não abaixo os meus critérios: gostoso, ombrão e altão. Pode até ser feio, mas tem que me carregar no colo............ aí qualquer feúra se minimiza, olhando mundo de cima tudo fica lindo. Se for moreno então, eu tô no céu (ainda tem acento?)
- Ontem, antes de tirar meu CRP, surgiu a minha primeira "proposta de emprego" em Psicologia. Gente, quero pacientes, emprego eu já tenho.
- S. querida, se nós colocarmos cocalho em quem precisa de terapia, ninguém dorme!!!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

VOLTEI!
Tem um bom tempo que eu não posto, né? Eu estava viajando e resolvendo umas pendências burocráticas e chatas e não tinha clima de entrar e ficar me lamentando.
Fiz uma viagem incrível para a região do Sertão Cariri no Ceará, aquela da música de Luiz Gonzaga "só deixo o meu cariri no último pau e arara". Que lugar lindo! Que diferença da Bahia! Eu imaginava outra coisa: seca, devastação, falta de infraestrutura, gente feia, pobre e triste, enfim, nada disso.
Eu fiquei no Crato - CE, na casa da madrinha de Gui. Que lugar delicioso! Que passeio bom pra renovar as energias! Fiquei de prega, vi minhas milhares de séries, vi filmes maravilhosos, fui pra Expocrato, enchi a cara, comi paçoca, baião de dois, pequi, farofa e outras mil coisas. E o melhor, não sei como, não me perguntem, pois só Jesus sabe, eu emagreci 1 quilo!
Gui amou tudo, menos as conexões pra ir e pra voltar, pois creiam, não tem vôo direto.
Conheci o Crato, as cidades vizinhas (Nova Olinda, Juazeiro do Norte, uma outra que eu não lembro o nome), fui ver o Padre Cícero, mas não consegui fazer nenhuma promessa. Pensei até em fazer uma pra emagrecer, mas ... desisti. As pessosas fazem promessas e depois voltam para agradecer e pagar. É incrível a quantidade de "graças alcançadas" que os romeiros deixam na Casa dos Milagres (Horto de Juazeiro do Norte - CE). É tanta fé que deixou apenas de ser um passeio turístico pra eu ver as coisas por um ângulo antropológico. Cheguei em casa e li a biografia de padre Cícero de Lira Neto. Recomendo, principalmente pra quem acha que tudo isso não passa de fanatismo e de beatos sem instrução (eu achava isso).
Subi a Serra do Araripe e fui na oficina de Espedito Seleiro em Nova Olinda. Pra quem não sabe (eu já sabia, pois tenho uma amiga que só anda naquelas bandas e não é a madrinha de Gui), o pai de Espedito Celeiro fez as sandálias de Lampião e ele guardou a forma. Depois, um amigo pediu uma igual e virou uma febre na região. Até hoje, pois global tirado a "raribu" que se presa usa uma espedito seleiro nos pés. Tem um mural enorme cheio de globais. Sem falar que já fez uma campanha da Cantão. Quase eu desisto, mas pensei: vai lá que eu fique famosa.... já tenho a minha espedito celeiro pra ser uma"hippie chique" fashion.
Fui em vários lugares de ouro: no Serrano Atlético Cratense, no Clube Granjeiro, no Arajá, em vários bares e restaurantes da região.
Amei o friozinho e a ventania das noites e madrugadas, o calor do meio dia, a infraestrutura das cidades e estradas cearenses, a casa encravada na encosta da Chapada do Araripe, o verde da mata "entrando" porta adentro, da hospitaldade das pessoas, os amigos de Ju e principalmente, saber que antes do final do ano voltarei a viver toda aquela maravilha novamente.

Novidade maravilhosa: já tenho um espaço clínico para atendimento. Sou enfim uma psicóloga, só falta os pacientes que pagam.

domingo, 4 de julho de 2010

Desde o reveillon que eu não vou a salão fazer as unhas. Lendo o Unha Bonita e meio decepcionada com as manicures que eu já fui decidi dar um tempo do alicate e estou eu mesma cuidando das minhas mãos e dos meus pés. São seis meses sem retirar cutícula e meu pé já tava uó. Fui ao podólogo e não gostei do resultado, pois assim como a manicure, tirou um bife de meus dois dedões... ai, ai. Enfim, estava eu resungando da minha má sorte com manicures quando Sônia minha babá (é o que ela é, pronto! só falta trocar as minhas fraldas, pois não uso) disse que pintaria as minhas unhas. Fiquei meio com o pé atrás, pois além de broca, ela é cega: não enxerga nadinha... tadinha.
Mas como eu sou corajosa (mamo até em onça), resolvi dar um crédito de confiança, pois o mal maior seria ela borrar tudo e nada que removedor de esmalte não cure. Mas, surpresa! Minha unha ficou show! Parece até que eu fui a um salão. Aliás ficou muito melhor, pois minhas cutículas estão todas aqui no lugarzinho delas e bem hidratadas.
Tô um poder só! Unhas feitas, pintadas de preto e com o cabelo lambido. Uau!

sábado, 3 de julho de 2010

Tchau, los hermanos, tchau!! A Argentina também foi pra o brejo. E agora? Tadinho do Maradona, tadinho de nós que não vamos ter a honra de vê-lo andando pelado pelas ruas (cruz credo!!).

Ontem eu fui a mais um aniversário infantil e é desnecessário dizer que enfiei o pé na jaca. Mas, foi uma festa incrível, pois o tema foi ... tcham, tcham, tcham! Brasil na Copa, claro! E a galera estava tão pra baixo, além do dilúvio e do frio que estava pairando por Salvador. Lá pelas tantas fomos a uma boatezinha que todo bufê infantil tem e que é só pra criança. Que maravilha! Só deu nós pais e mães descabelados dançando ao som das antigas: Balão Mágico, Trem da Alegria, Menudo, lambada, É o Tcham. Foi muito legal. Cheguei em casa quase uma, pois era uma festa infantil, né? Os pais tinham que dar o exemplo. Amei a nossa festa ploc particular.

Agora assunto sério na parada. Tô muito feliz em saber que a manifestação silenciosa e impactante feita pelo jornalista cubano (e psicólogo) Guilhermo Fariñas não está passando batida pela mídia. Tenho acompanhado pelo blog de Yoani, mas claro que são poucas as pessoas que se interessam em ler assuntos como "greve de fome para libertação de prisioneiros políticos que estão doente". São 130 dias de fome e sede após o dissidente político Orlando Zapata ter morrido após 85 dias também em greve de fome pelo mesmo objetivo. Notícia boa nesta história triste: Raúl Castro já iniciou un diálogo sobre esses prisioneiros, liberou o mais doente para tratamento e recolocou outros 12 em locais mais próximo dos seus familiares. Daqui.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

O Brasil foi pra o brejo. Toma! Eu achei bem pouco. Quem manda ser tão autoconfiante? O que eu achei mais penoso foi ver que o time ficou totalmente baratinado após o 2º gol da Holanda*. Eu imagino que o time sequer pensava em ficar na desvantagem, quanto mais perder... Poisé, eu sempre digo e as pessoas falam que eu não sou patriota, mas o brasileiro se ufana demais da conta. Menos, povo, menos.
Uma coisa meu vizinho tá certo "pior seria perder para a Argentina" (bichinho falou isso tão desolado e tão alto que eu tive até dó...).
Bola.pra.frente.galera.

Eu vi váááários filmes estes dias e tô morrendo de vontade comentar alguns. Depois eu posto.
Ah! Agora sim, só falta o CRP pra eu me dizer PSICÓLOGA!!!

* amo Nerthelands! Muito chique, né?

terça-feira, 29 de junho de 2010

Indico. Um excelente site com fotografias do antes e depois de cidades dos EUA.

domingo, 27 de junho de 2010

Olha que lindo: cadê o meu pinto?
Não há como pertencer ao mundo psi e não se dar conta do que este vídeo retrata e nem precisa ser freudiano, basta ter passado alguns anos na universidade e ter estudado um pouquinho da angústia de castração.
Vou aproveitar este momento para esclarecer uma coisa: dizem por aí que Freud era um machista, chauvinista e que a mulher tem inveja do pênis do homem, blá, blá, blá. Realmente é puro blablablá, pois ele apenas observou em sua clínica (através da análise de adultos) que as crianças passam por uma experiência na qual elas pela primeira vez se dão conta que há uma diferença na anatomia entre os sexos e isso lhes causa uma angústia enorme.Quem tem filhos ou convive com crianças já notou esse fato.
Vou dar uma resumida pra de agora em diante toda vez que algum de vcs ouvirem o galo cantar sobre esse assunto, ter ao menos uma clareza que não é disso que se trata.
Freud chama este momento de complexo de castração (não é cronológico e sim lógico, pois a criança pode estar em qualquer idade e em qualquer fase do desenvolvimento).
Primeiro tempo: todo mundo tem um pênis, pois não há diferença entre meninos e meninas e nem em suas anatomias  sexuais. Quando ele ou ela descobre que um ser próximo não possui um pênis (mãe, irmã, etc.) faz fracassar essa teoria e abre caminho para a angústia de um dia ficar, ela própria despossuída.
Segundo tempo: o pênis é ameaçado através de ameaças verbais para proibir a masturbação infantil, principalmente pelo pai. (o menino pode relacionar com a rivalidade entre ele e o pai pelo amor da mãe)
Terceiro tempo: existem seres sem pênis e, portanto, a ameaça é bastante real. Essa é a época das descobertas visuais da região genital feminina, que é a zona pubiana sem pênis. Inicialmente a criança vê a genitália feminina, nada lhe diz, mas a lembrança das ameaças infantis de cortar o seu pênis significa que há um perigo. Para conviver com a angústia de castração, ele fantasia que a menina tem um pênis pequenininho e que ainda vai crescer.
Quarto tempo: a mãe também é castrada: emergência da angústia de castração propriamente dita, diferente da angústia dos medos e dos pesadelos. É medo de perder o pinto!!!
Tempo final: é neste momento de irrupção da angústia que o menino aceita a lei de proibição de opta por salvar seu pênis, renunciando ao amor da mamãe, encerra-se a fase do amor edipiano, o menino afirma sua identidade masculina e, no futuro, vai amar outras mulheres (e deixa a mãe para seu pai).

Com a menina a vibe é outra. Todos os dois aceitam a universalidade do pênis, pois acham que meninos e meninas têm pênis. A menina assim como o menino ama a mãe, mas quando se dá conta de sua castração ao invés de ter angústia de castração, ela tem ódio dessa mulher que não lhe deu um órgão tão especial, pois seu clitóris é muito pequeno para ser um pênis ... "fui castrada!!! Minha mãe não me amamentou o suficiente, etc.". Qdo ela percebe que a mãe 'sofre do mesmo infortúnio' (quáquáquá), a mãe é despresada, rejeitada pela filha, pois não lhe transmitiu os atributos fálicos. Começam as recriminações da menina em relação à mãe que deixa de ser seu objeto de amor e escolhe o pai.
O tempo final da castração para a menina tem três saídas:
(1) ausência de inveja do pênis: ela fica tão assustada que recusa entrar em rivalidade com o menino;
(2) vontade de ser dotada do pênis do homem achando que um dia ela poderá possuir um pênis tão grande quanto os meninos que pode concluir-se como uma escolha de objeto homossexual manifesta;
(3) vontade de ter pênis substitutos, ou seja, reconhecimento imediato e definitivo de sua castração, o que Freud qualifica de "normal", pois a menina vai ter como objeto de amor o pai, o clitóris cede lugar à vagina como zona erógena e o pênis cede lugar a um filho, ou seja, há a vontade de gozar com um pênis no coito e gerar um filho.

Nem precisa dizer que todo esse processo é inconsciente e que ninguém fica pensando na medida que vai ocorrendo, né?

Freud é um gênio! Conseguiu observar na clínica e em sua vida familiar situações que acontecem sempre em nossa vida erótica... O que é mais impressionante é que eu vejo tudo isso tanto na clínica quanto com meu filho e sobrinhas.
Ufa! Cheguei em casa!!! Passei 4 dias em Feira de Santana e foi ótemo, mas chegar em casa e entrar em minha rotina é o que há. Há quem adore variar, ver coisas diferentes a cada vez, viajar, conhecer, fazer e acontecer. Eu, Lila, gosto é de rotina, disciplina, lista na parede dizendo qual vai ser o meu próximo passo. E por isso estava mortinha de saudades de minha casinha, minha caminha, meus pets, minha esteira, meus filmes, enfim, meus tudo. E parece que eu estou perpetuando a espécie dos que gostam de ficar na sua, pois Gui também é assim e todo dia após a farra ele perguntava "mamãe, nós vamos pra nossa casa?". Lindinho.
Enfim, cheguei, dessarumei a mala, guardei a minha pimenta (amo pimenta e todo mundo me dá pimenta) e fui cuidar de minha vida. Realizada. Tranquila. GORDA.
Enfiei o pé na jaca até a cintura, que eu nem sei mais se pode ser chamada assim. Comi como uma condenada e como se o mundo fosse acabar no sábado. 1 quilo a mais. Tá,a tudo dai graças. Quáquáquá.
Mas, o que importa é que eu já tomei pé da situação, já retornei minha vida normal e logo, logo estarei magra novamente.
No mais, é tudo do mesmo: não estudei, não terminei meu artigo sobre Transferência, não solicitei meu diploma, não levei Gui pra fazer uns exames laboratoriais nem ao oftalmo, não arrumei os meus milhares de papeis e livros espalhados pelo meu gabinete, não isso, não aquilo.
Eu fiz: fui a todas as festinhas de confraternizações que eu tinha direito, fui a um forró para não dizer que passei o meu S. João em branco, tomei umas decisões sobre meu futuro na psicologia (depois eu conto), li um livro de L. F. Veríssimo (Nite, eu amei o estilo dele), comecei a ler o "Elogio ao Ócio", trouxe uns 5 livros de Feira pra ler, li todos os blogs que estão no meu favoritos, estou baixando 25 filmes no Emulinha (uau, diversão à vista!!!), vi uns 4 filmes após chegar de Feira, saí com Dudu, separei o meu lixo reciclado, etc., etc., etc. E o mas importante de todos: eu e Gui ficamos giboiando de madrugada na frente da TV vendo Discovery Kids all night long.............................. Amo!

Pra não dizer que não falei de preservação ambiental neste blog, eu me preocupei e resolvi apoiar a campanha "Save Daisy Arruda Whale". Tá que isso não se faz, tá que isso é socialmente incorreto, mas é mais forte do que eu: é o meu eu lírico falando.

terça-feira, 22 de junho de 2010

As coisas estão acontecendo aos borbotões e sempre penso em fazer um post, mas cadê o tempo?
Ultimamente o que mais me tirou do eixo foi a morte de Saramago. Devo a ele muito de meus momentos de contemplação, pois a cada livro que eu lia, era impossível eu ficar a mesma. Eu não recomendo ninguém ler dois livros dele em um mesmo ano, pois não dá pra fazer a "digestão" em tão pouco tempo. Até hoje eu não me recuperei de "Ensaio sobre a Cegueira" e tem anos que eu li. Não consegui nem ver o filme... Foi um susto e fico pensando em como será a literatura a partir de agora.
Sei que existem outros escritores ótimos, mas eu não conheço (e por favor, me indiquem!!!). A única pessoa que consegue me fisgar desse jeito é Clarice Lispector e vou confessar uma coisa aqui que ninguém sabe, apenas minha analista: eu passei quase seis meses tocada e abatida e devorada e acabada com o livro "A hora da estrela". Nem sei se "Ensaio sobre a cegueira" me deixou tão a flor da pele. "Paixão segundo GH" pode ter chegado perto, mas já havia regurgitado toda a minha angústia na análise e estava mais centrada (???).
Nem sei por que eu ico escrevendo sobre esses temas... Eu entrei aqui pra dizer um dia desses acordei de madrugada e assisti "Marley e eu", um filme que eu nem achei tanta coisa assim e nunca tinha me animado pra ver, mas me fez pensar em como eu (não) tenho tratado Dudu... E desde então eu tenho feito 2 caminhadas diárias com ele pelas ruas aqui perto. Eu, ele e Gui. O bichinho tá tão gordinho que chega com a língua inteirinha pra fora da boca.
Tem sido bom, pois lembrei de uma época que éramos apenas eu, ele e OL.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Devo confessar: não gostei de Alice. Estou ficando velha pra essas vibes.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Se eu não fosse uma apaixonada por Freud, a partir da leitura de seus textos eu ficaria encantada, pois só uma pessoa tão especial falaria da angústia que é fazer análise de uma maneira tão doce. Sou uma apaixonada eterna por Freud, sempre em plena transferência

“No ponto em que as investigações da análise deparam com a libido retirada em seu esconderijo, está fadado a irromper em combate; todas as forças que fizeram a libido regredir erguer-se-ão como ‘resistências’ ao trabalho da análise, a fim de conservar o novo estado de coisas” (Freud, 1912, vol. XVII, A dinâmica da transferência, pág. 137).
Não te amo mais.
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza que
Nada foi em vão.
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer jamais que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais...

(Clarice Lispector)


Leia agora de baixo para cima. O amor é mesmo essa ambivalência, né? Só Clarice consegue colocar no papel o que nós sentimos com todas as nossas entranhas.
Resolvi que vou me presentear a cada 2kg que eu expurgar do meu corpo. Como agora estou com 60 kg (Oi! Esta sou eu!), vou me dar um mimo, que inclusive já comprei, mas não tinha usado ainda: uma blusa preta feita de pneus reciclados da M. Officer (claro que comprei em um blog, né? Quem me conhece não tem dúvidas disso). Quando estiver com 58kg vou me esbaldar no Twist num dia de quinta que é o meu favorito. Com 56kg vou me dar um Jack Oh! turtle pra combinar com o Michael Kohrs. Só. Chega de assuntos maravilhosos por hoje. Realidade batendo a porta e meu artigo sobre transferência por terminar.
Ai, ai, sou quase psicóloga!!!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Aconteceram algumas coisas dignas de nota estes últimos dias:
- Terminei a minha resenha crítica e hoje foi a aula de autoavaliação. Foi muito bom externar o que me deixou angustiada um semestre inteiro: o desemprego, a morte simbólica do trabalho, a falta de oportunidade de mostrar o que se sabe, a exclusão, a pobreza, entre tantos outros. E claro e sempre: o meu descompasso em relação ao tempo certo pra digerir as coisas;
- Hoje termino um trabalho sobre a linguagem em Freud e em Lacan. É em equipe e uma colega ficou de encaminhar a parte dela. Quáquáquá. Tipo: wikipedia da pior qualidade. Eu não consigo deletar tudo, então estou fazendo uma obra de arte em aproveitar alguma coisa pra não dizer que eu sou sacana (sic). Gostaria de mandar um email assim: "minha filha, vc acha que eu tenho cara de pau de entrgar uma m* dessa pra professora?", mas né, sou diplomatica demais, educada demais, certinha demais, abestalhada demais pra dizer o mínimo. E cá estou eu a refazer a parte dela. Cirurgicamente.
- Hoje teve outra reunião no trabalho para informar que: o horário de trabalho são 7 horas e 20 minutos; não pode ter atraso de 48 horas entre o despacho e o cumprimento; teremos apenas 4 pessoas para cumprir TUDO e apenas 1 vai ter um percentual de salário a maior por isso.
- Justo agora que eu posso (poderia) ser psicóloga e engrossar a minha conta bancária....
- Uma pessoa que eu muito estimo e que eu tive um affair no passado (uma devastação em minha vida) está mudando e pra melhor: de planos, de cidade, de projetos dentro da profissão. Fiquei muito feliz em saber. Como há muito tempo não ficava. Tô torcendo por vc, viu? Nunca terei oportunidade de te dizer pessoalmente, mas sucesso em sua nova (antiga?) vida. Se antes a minha probabilidade de cruzar com ele era próxima de 5%, agora é 0,5%.
- Saí no sábado pra um aniversário de uma amiga que eu amo muito e lá estando me comportei como um lady: se antes eu era uma lady do início do século XX, agora estou para ua do século XVIII, pois nem para os lados eu olho e aprendi a fazer uma cara de paisagem que é uma beleza. Sem falar na onda que eu sei tirar como ninguém. Ocorre que o pai de um coleguinha de Gui estava no mesmo local e me veio me dizer depois que tinha me visto por lá. O cara é muito presença, solteiro, altão, bonitão e eu não vi. Tô realmente me achando, né? Num lugar que não tinha 60 pessoas.... Tô demaissssssssssss.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Assim como my sister, eu estou chegando na reta final do meu curso lindo. Ontem eu finalizei um artigo sobre o desemprego e seus reflexos nos sujeitos. Tá ficando com uma cara boa. Pode ser que eu tenha terminhado, vai depender de uma última leitura que farei dos livros "Horror Econômico" e "Adeus ao Trabalho" e ler é comigo mesmo, pois eu entro em um universo paralelo. Essas leituras acadêmicas então, eu amo de paixão (sou louka, I Know).
E vamos que vamos, que eu sou quase psicóloga. Faltam ainda dois artigos e uma prova. Uhhh! Já estou sentindo o gosto de prosseco na boca!
Outras coisas: estou com um celta e, meodeos, como é bom dirigir um celta! Um carro que vc tem prazer em fazer meia embrenhagem nas ladeiras de Salvador, pois ele é muito forte. Estou me sentindo em um ralli, pois meu palio, puf, é muito fraco. Vc pede a Deus pra não ter ninguém na frente quando sobe a ladeira do IBIT, pois se vc puxar o freio de mão, é um abraço. O carro faz vc morrer de vergonha e lembrar do tempo que vc chorava quando pensava em subir uma ladeira dirigindo e dava mil voltas pra não se deparar com uma. Aqui em Salvador, então, é quase um milagre.
Ontem eu comi mais do que o meu normal, mesmo SABENDO que estava sem fome. Eu pensava: "Lila, por que tanta ansiedade? Seu trabalho está quase pronto." Esperava os oito minutos que a pesquisa científica (quáquáquá) disse que era o tempo que a vontade passa, e nada, olhava só pra certificar que já tinha passado e levantava pra comer.
Isso é um diálogo de uma pessoa que quer perder quilos e quilos? E pra arrebatar de vez, não fiz esteira. Estava fazendo há 8 dias seguidos. Tá, vou me perdoar que estou naqueles dias. Desculpa boa pra tudo essa. Eu amo!
É isso.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

A reunião durou 5 MINUTOS. Literalmente. A juíza queria informar uma decisão que ela havia tomado a respeito de uma colega nossa. O que eu falei? Perdi metade de minha tarde por um assunto que poderia ter sido informado por email ou telefone.
Toma, Lila. Quem mandou não estudar Direito pra ser Magistrada? Pouquíssimo.
DETESTO quando faço uma programação e o tiro sai pela culatra... Na quinta eu soube que teria uma reunião no trabalho na terça às 14 horas. M*!  C*!  Eu tenho paciente agendado pra esse horário. Odeio desmarcar com paciente, pois como é que o tratamento vai caminhar se o psicólogo desmarca? Peguei minha raiva, engoli e liguei pra mãe da garota, que arranja mil e uma desculpas pra não levar a filha para o tratamento. Ela disse que tudo bem, pois iria precisar faltar mesmo... (sei!).
Hoje estou eu aqui pronta pra fazer um post sobre reciclagem e o meu celular toca. É a minha diretora adjunta ligando pra avisar que a reunião é hoje em caráter de urgência.
O quê? Justo hoje que eu tenho QUATRO pacientes? Quem não comparecer terá que arcar com as consequências e se justificar diretamente com a juíza. Amo muito tudo isso. Eu odeio jus arrogandi!
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh! Tô putíssima da vida com essas reuniões que não atam nem desatam. Deve ser por causa da greve, que tá comendo no centro, mas e meus pacientes com isso?
Ser servidor público e subserviente é isso, gente.
E a galera louquinha pra entrar nesse mundinho de poucos chapéus e muitas cabeças.
Vou me reduzir a minha insiginificância mor e ligar pra cada um deles remarcando. Minha semana vai ser uma dilícia!!!!!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Apesar de minha ausência, eu não abandonei o meu blog. Estou sem tempo e "sem paciência para fazer o social". Meu curso está chegando ao fim e tenho três ensaios para entregar em temas totalmente divergentes, então estou atolada de coisas pra ler, pra escrever e pra racionalizar.
(...)
A bem da verdade, eu estou passando por um processo de decepção com algumas pessoas que tem me deixado muito pensativa ultimamente e estou aparando minhas arestas, me refazendo pra estar inteira para as pessoas que realmente importam na minha vida.
(...)
E malhando muito.
(...)
Essas três coisinhas me consomem todos os nutrientes e quase que não deixa nada de reserva pra escrever aqui.
(...)
Luto: Lost acabou. E agora? Qual será o meu novo vício das noites de terça? Eu realmente amava começar a semana me programando pra reservar uma horinha na  minha agenda pra ver Lost. Amei o fim, apesar de não explicar algumas de minhas dúvidas. Onde está Walt? E Michael? Quem são os Outros? Como pararam na ilha? Quem era aquela mulher da penúltimo capítulo? E o mais importante de tudo: O QUE ERA AQUELA ILHA?
Mas reconheço que são segredos que não poderiam ser respondidos em um último episódio. Devo confessar que até agora (spoiler, não leia!!!) não sei se eles estão mortos ou vivos............ Minha cabecinha cartesiana não permite tanto.

Amei.

terça-feira, 18 de maio de 2010

A cada capítulo da 6ª temporada de Lost eu me pergunto onde esta história vai parar. Eu acho que as duas horas e meia do último capítulo (semana que vem!!!) não darão conta do que é preciso pra 'aconchambrar' a trama. Ai, ai, Jisus!
By the way, sabe que viver sem planejar cada passo não é tão ruim assim? Nem tô me sentindo tão solta como pensava que ficaria. Mas, ainda me pego pensando em o que vou fazer a cada instante, nas mil e uma determinações e coisas do tipo. Tô deixando acontecer e vou ver no que dá.
Tenho visto muitos filmes esses dias, mas nada assim que mereça um post. Vou guardar meu fôlego pra algo que me fisgue. O que eu tenho pensado muito ultimamante é em um episódio de House que fala dos vícios da pessoa e o que se faz pra "se" driblar e ficar frente a frente com o que nos faz cair em tentação. Estou elaborando, pois estou atolada até o fio de cabelo em meus vícios e este capítulo me fez pensar e tá rendendo. Inconsciente é isso mesmo, vai dando um nó em nossas associações e só lá na frente faz sentido.
Quanto ao meu vício, não tô conseguido resistir tão bem assim e ontem mesmo tive uma recaída feia: comi muito a noite depois das onze. Só via House na frente, mas não conseguia parar. Não foi nada tão sério, pois foi biscoito integral e presunto de frango, mas de grão em grão, a "fofinha" aqui enche a pança.

sábado, 15 de maio de 2010

IMPOTÊNCIA.
Após uma conversa com minha irmã e avaliando a minha atual situação, a única palavra que resume a minha ação é essa.
Hoje está sendo um dia péssimo, estou imensamente agitada, muito nervosa e sem paciência com o mínimo... Preciso me acalmar.
Conversando com Sônia, minha amiga-ajudante, ela me aconselhou a não fazer planos, a confiar. Confiar em Deus que tudo vai dar certo, que de nada adianta eu dizer que eu entrego minha vida nas mãos de Deus e não relaxo e espero as coisas acontecerem.
Motivo de tanto pânico: fiz planos, criei expectativas e não consigo colocá-los em prática. Não tenho tempo (apesar da greve) e quando tenho tempo, estou sem coragem ou cansada ou com preguiça mesmo... Ontem eu passei o dia sonhando em quando Gui dormisse, eu iria fazer esteira e ver um filminho. Dormi que nem percebi; só acordei hoje às seis.
Tô muito decepionada comigo. Tô me sentindo um lixo, uma pessoa sem palavra. Pra que criar tantos projetos? Só pra me boicotar logo em seguida?
Será que vale a pena relaxar a ponto de confiar que tudo vai se resolver? Será que eu conseguiria fazer quando nada a minha parte sem planejamento?
Tem dias que eu penso que não adianta nada tanta lista, tanto planejamento que eu posso ser surpeendida pelo desconhecido e tem dias que eu sou realmente surpreendida, mesmo sabendo que eu poderia quando nada tomar pé da situação. Mas não consigo. Deve ser o "continente desconhecido" que habita em nós.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Tão legal que decidi dividir com vcs.

*POR QUE EVA COMEU A FRUTA ?
*Não foi assim facinho não!!!No início, Eva não queria comer a fruta.
- Come - disse a serpente astuta! - e serás como os anjos!
- Não - respondeu Eva. Virando a cara para o lado!
- Terás o conhecimento do Bem e do Mal - insistiu a víbora.
- Cruzou os braços, olhou bem na cara da serpente e respondeu firme: Não!
- Serás imortal.
- Não! Já disse!
- Serás como Deus!- NÃO, e NÃO! Já disse que NÃO!
Irritadíssima, quase enfiando a fruta goela abaixo, a serpente já estavadesesperada e não sabia mais o que fazer para que aquela mulher, de princípios tão rígidos e personalidade tão forte comesse a fruta. Até que teve uma idéia, já que nenhum dos argumentos haviam funcionado....Ofereceu novamente a fruta e disse com um sorrisinho maroto:
- Come, boba!!! EMAGRECE!!!!
*Foi tiro e queda!!!! *

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Ontem a noite eu vi um filme que muito me fez pensar. O mundo de Jack e Rose fala de sonhos e esperanças que não vão pra frente, fala do amor tão intenso entre pai e filha que beira o incesto. O filme trata da vinda de alguns engenheiros cientistas pra um ilha nos EUA nos anos 60 e criaram uma comunidade hippie que contestava o modo de vida burguesa e pregava o amor livre, o consumo de drogas, um mundo onde eles produziam o que consumiam. Em 1986, ano que o filme se ambienta, só restaram Jack e Rose às lutas com um construtor de casas habitacionais do outro lado da ilha que eles moram.
Um filme belíssimo que me fez pensar o que fazemos com o nosso idealismo, com o que nós acreditamos e sonhamos. Jack foi em frente e lutou até onde ele conseguiu pra viver dentro do que ele acreditava. O filme mostra seu medo o tempo inteiro, medo de ter agido errado, de ter privado a filha de uma outra maneira de ver o mundo, medo de amar a filha como uma mulher, medo de cair na tentação de seus encantos, medo de perceber que a filha é desejada por outros homens. O filme fala de corgaem também. Coragem de viver dentro daquilo que nos faz vivos. Um filme que me lembrou da época que eu acreditava em uma vida assim também. Seria muito feliz vivendo em uma comunidade rural, livre e alternativa.
Quando eu estava na faculdade de engenharia, eu imaginava um mundo assim, perfeito, onde ninguém era de ninguém, não haveria cobranças nem regras, não haveria propriedas, pois não seria preciso, todos saberiam o que fazer em prol da comunidade de do bem de todos. Todos os filhos seriam de todas as mulheres e todos os casais só ficariam juntos até quando existisse amor e respeito entre eles. Acabando a chama da paixão ou mesmo o amor respeitoso entre eles, acabaria o "contrato", pois automaticamente começaria a posse, palavra banida desta minha sociedade alternativa.
Ultimamente tenho pensado muito naquele modo de pensar a vida, quando eu e o meu amor da época (Jefinho) perdíamos tardes e tardes falando do nosso mundo perfeito onde ninguém era dono de nada, num mundo novo, num mundo idealizado pelo Subcomandante Marcos, um mexicano zapatista*. Antes mesmo de acabar a faculdade, ele passou em um concurso público federal e virou burguês. Esse período ficou marcado em minha lembrança como um luto ideológico. Eu nunca esperava isso dele! Foi o maior golpe que eu já tive na vida.
Depois dele conheci outro idealista, mas que faz disso o seu modo de vida. É o meu chefe. Lá onde trabalhamos é assim. Todos temos direito a palavra na tribuna e todos podemos falar o que quisermos, propor mudanças e estabelecer nossas regras. Tudo é discutido por todos e todos trabalhamos em prol da coletividade. Até as férias, escalas de folgas e alguma gratificação é definida por todos nós.
O mais difícil de tudo é viver na prática e perceber que as coisas no plano das idéias é perfeito, mas no dia a dia é duro, pois nem todos conseguem enxergar um líder democrático... Há aqueles que pensam que o faz de besta, mas ele ainda assim é o mesmo idealista de sempre. O barco pode estar indo pra o brejo e ele está ali firme, forte e ouvindo a sua equipe. Meu chefinho, vc é uma das pessoas mais lindas que eu conheço e não perco uma oportunidade sequer de te elogiar e te agradecer por ser uma de suas pupilas em "nossa sociedade alternativa".
Não sem dor e sem brigas, né?

*Quando conheci o mexicano que fiquei, eu idealizei o Subcomandante Marcos e por isso eu fiquei tão encantada por ele. Que otária que eu sou, pois ele trabalha em uma multinacional. Quáquáquá. Ele nem sabia nada do Exército Zapatista. Fiquei com a cara no chão, me sentido uma oreba. (Como sempre, pra não perder o costume.)

domingo, 9 de maio de 2010

Final de semana perfeitão.
Minha família veio passar o dias das mães comigo e que presente ótemo esse! Estava precisando de irmãs, mãe e crianças correndo e chorando pela casa. Até Raíssa (minha gata) deu no pé de tanta confusão que esses meninos pintaram.
Ontem fomos a um show com Zeca Baleiro e Jau. Muito bom, só que acho que tô ficando velha pra os intervalos entre os shows. Dá uma preguiça e um sono que só penso em minha cama. Nos divertimos muito com o show, com as tiradas de humor negro de meu cunhado e com as piadas de minha amiga. Entrei, estacionei e comi de grátis. Só paguei pra beber, porque aí tb é exploração demais, né? (Tô Duranga Kid esse mês...)
Hoje foi só alegria e comilança. Ê povo que come, somos nós, hein? E minha mãe jura de pé junto que não come e não tem fome. Só falta ela dizer que se alimenta de luz. Quáquáquá. Ela é muito viajadona... Falar em viajadona, ontem no show só rolou maconha, fiquei emaconhada por tabela nas viagens dos outros. Jau já entrou no palco bêbado, e viva o pleonasmo, minha gente!!! (piadinha interna soteropolitana)
Agora vou ter que intensificar na malhação, pois bebi muito, comi horrores e até lambi leite condensado na hora de confeitar o bolo, daí dá pra tirar toda a minha situação.
Vou estudar, pois minha vontade de ser uma psicóloga/psicanalista de sucesso tá voltando a galopes. Tive uma senhora conversa com uma professora sobre o meu futuro na psicologia e tô imensamente esperançosa com o que há por vir... "de hoje em diante vou modificar o meu modo de vida....", pois "... só quero saber do que pode dar certo, não tenho tempo a perder....".
Fui.

sábado, 8 de maio de 2010

A partir de segunda, é greve por tempo indeterminado onde trabalho pra aprovar o nosso Plano de Cargo e Salário. Sei não. Parece que essa greve vai durar. O ruim disso tudo é que a comunidade perde durante e depois de uma greve, pois o tempo que uma secretaria leva pra colocar a casa em ordem é enorme.
Ontem fizemos uma reunião lá em nosso setor pra implementar o serviço no pós-greve, pois além de tudo estar uma bagunça, o que vai chegar de coisa depois é de assombrar. Pior pra todo mundo, pois se nosso pleito fosse atendido com as reivindicações de nossa categoria no tempo certo, não seria necessário chegar a este extremo em um ano eleitoral...
Mas o lado bom é que já me programei toda pra uma greve: vou fazer exatamente o que estou precisando agora, que é estudar e malhar. Vai ser bom também passar as tardes com Gui.
...
Eu fico pensando, pensando, pensando...
...
Será que TODA VEZ é preciso uma greve ou férias ou recesso pra eu acordar que preciso tomar uma atitude? Por que as coisas comigo não fluem com naturalidade do tipo "hoje eu vou acordar, ir pra natação, trabalhar, ficar com Gui, fazer esteira, estudar e dormir"? Por que eu fico "ah! eu tô tão cansada!" com qualquer preguicinha mal resolvida? Por que hoje eu não fui pra natação, por exemplo?
Ah! Vá pra p* com sua preguiça de uma figa!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Parece que cansaço é a palavra de ordem, né? Cansadona eu estou, querendo uma cama, um colo, um chamego. Tá na hora de pegar meu Gui pra me proporcionar tudo isso, inclusive mais cansaço. Lindo, o meu filhote.

domingo, 2 de maio de 2010

Acabei de ver no Telecine Premium um filme excelente. Incendiário. Não pela estória em si, que é boa, consistente e prende o espectador, mas pelo drama de uma mãe que perde seu único filho de 4 anos em um atentado terrorista num estádio de futebol em Londres. O filme mostra a dor, a angústia, a culpa e a tristeza dessa mãe. Seu desespero e solidão, por saber que não terá nunca mais seu filho "para abracá-lo, para cheirá-lo". Nunca pensei que esse filme fosse me marcar tanto. Muita dor por me colocar no lugar de uma mãe que perde seu filho. Lá pelas tantas, ela parece alucinar seu filho e eu pensei que a única maneira de sair de um impasse desses é ficando louca, como no filme Danika. Mas, ela dá a volta por cima e sobrevive ao que eu considero ser a maior dor de uma mãe.
Estou chocada, passada mesmo. Estava procurando na net onde comprar meus lactobacilos vivos nos EUA quando me deparo com uma notícia que me deixou bem assustada, tamanha é a sua repercussão. Li nos comentários do blog de Sônia Hirsch sobre o Codex Alimentarius e fui procurar saber o que é, pois NUNCA tinha ouvido falar dele e descobri coisas do tipo:


1) o Codex Alimentarius entrou em vigor no dia 01/01/2010 e é um Programa Conjunto da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação e da Organização Mundial da Saúde. Trata-se de um fórum internacional de normalização sobre alimentos - sejam estes processados, semiprocessados ou crus - criado em 1962, e suas normas têm como finalidade "proteger a saúde da população", assegurando práticas equitativas no comércio e manuseio regional e internacional de alimentos.
2) As normas Codex abrangem ainda aspectos de higiene e propriedades nutricionais dos alimentos, código de prática e normas de aditivos alimentares, pesticidas e resíduos de medicamentos veterinários, substâncias contaminantes, rotulagem, classificação, métodos de amostragem e análise de riscos.
3) O Codex, na verdade, já começou a "acontecer" por aqui - alguém já reparou que não se consegue comprar nada numa farmácia de manipulação sem ter uma receita médica? Nem uma inocente vitamina C... Em compensação pode-se comprar praticamente qualquer coisa SEM receita médica numa farmácia regular, que vende produtos industrializados, mesmo se forem antibióticos, anti-inflamatórios... - e até aquela mesma vitamina C que nos negaram há pouco na outra farmácia...
4) Indicar aquele chazinho para um amigo? Ou quem sabe informar ao vizinho que farelo de aveia ajuda a reduzir o colesterol? Sugerir que mamão solta e banana prende?... Nem pensar! Poderá ser considerado "prática ilegal da medicina"! Não se poderá dizer que produtos naturais curam doenças porque não são medicamentos e, na era pós-Codex, só medicamentos APROVADOS pelas novas regras poderão ser referidos para tratar doenças... e assim mesmo, só por um médico!
5) Medicina alernativa, tibetana, ayurveda, homeopatia, essencias florais... só se a turma do Codex disser que pode. Se esse "programa" entrar em vigor (daqui a pouco mais de 1 ano) da forma como vem sendo "curtido" há mais de 45 anos, e alertado mundo afora, teremos perdido nossa liberdade de optar por uma medicina e nutrição naturais, poderemos vir a precisar de receita médica até para ir à feira...
Se isso acontecer, não vai ter graça nenhuma. Está me cheirando ao Ato Médico se entranhando até na Medicina Natural...
Daqui e dos compentários no blog de Sônia Hirsch.

sábado, 1 de maio de 2010

Testemunho.


Eu tenho muita sorte, principalmente por ser cercada de pessoas reais, que apesar de suas vidas e problemas, disponibilizam o que tem de melhor pra mim.
Dizem que a quantidade de amigos que temos cabe nos dedos das mãos. Tenho muito mais sorte ainda, pois tenho muitos, mais muitos amigos mesmos.
São pessoas que eu posso contar sempre. Pessoas que eu posso recorrer, ligar, chorar, sorrir a hora que for que vão estar abertas a escutar as minhas pitangas, as minhas barbaridades.
E gostaria de fazer um post pra essas pessoas, pra cada uma delas. Sonia (meu braço direito e esquerdo), minha (ex) sogra, minha (ex) cunhada, minhas irmãs, minhas amigas da faculdade (somos 5), minhas outras colegas da faculdade (que estão num patamar entre colegas e amigas, mas podemos contar umas com as outras), minhas duas comades (Ju e Edna), Déa, Marcia e Lan (amigas do peito), Peixinho e outros amigos da natação, Cláudio, meu melhor amigo e Ol, atualmente meu melhor ex-marido (vou ter vários outros!!! Hehehe).

Ontem saí com minhas amigas da faculdade. Não é sempre que dá, mas sempre que estamos juntas parace que a amizade fica mais forte, mais sólida, mais madura. Amo as 4.

Minha (ex) sogra estava me cobrando o "parabéns" pelo dia das sogras e eu sinceramente nem sabia que existia isso, mas um parabéns é muito pouco perto do que ela merece, pois é minha mãe do coração. Sei que eu tenho um lugar cativo na vida e no coração dela e que não existem palavras pra eu expressar o quanto tenho aprendido a ser tolerante, humana, menos infantil e mais esperta pra vida.
Amo muito a minha mãe, mas desde muito nova a sensação que eu tinha é que meus pais fossem mais infantis e menos preparados pra enfrentar as dificuldades que eu.
Desde meus 17, 18 anos eu não via muito sentido prático no estilo de vida deles e intelectualmente, eu já os havia ultrapassado há muito. Sabia que havia proteção, cuidado, carinho, preocupação.
Com minha (ex) sogra eu pude compactuar minhas impressões de mundo, minhas desilusões intelectuais, meus anseios financeiros, minhas angústias com os homens. Quantas e quantas vezes ela me falou sobre o filho dela e se eu estava preparada pra me lançar de cabeça numa relação fadada ao insucesso? E olhe que ela não é de dar conselhos, ela me ouve, me escuta, me conforta, me ama como eu sou.
Minha mãe ainda me vê como a adolescente angustiada, nervosa e cheia de hormônios que eu era. Minha (ex) sogra me vê como uma mulher, uma mulher que quer, mesmo sem saber mesmo o quê.
Ela me olha e me vê. Eu me sinto olhada, vista, admirada e amada por ela como nunca me senti pela minha própria mãe. Minha mãe me ama, eu sei, me admira, eu sei. Mas eu tô falando de algo mais profundo, algo de amar por amar, sabe?
Eu não saberia se eu seria essa Lila que eu sou se eu não tivesse esse rochedo de mulher pra eu me espelhar nas dificuldades. É difícil eu agir como ela, tô mais pra minha mãe, que não é nada silenciosa, mas eu sei que estou fazendo um excelente estágio pra ser a mulher que ela é: forte, silenciosa, sensível e feminina como nenhuma outra que eu já conheci. E linda, linda e charmosa como ela só.
Eu só entendi o sentido que a feminilidade tem na psicanálise através dela e isso não tem Joel Dor, Lacan, Freud e Marcus do Rio que transmita. Está dado, basta se lido. Quanto mais duro for o texto falando do "gozo outro" que eu leia, é só eu lembrar dela e de como ela está posicionada na vida, eu vou saber ler.
Minha amiga, minha mãe, meu ancoradouro.
Eu espero poder criar meu filho com a mesma ética, postura e integridade que ela criou o homem que eu mais amei na vida, OL.
Ela diz que eu sou a Mulher Maravilha. Pra mim, ela é a Mulher Maravilhosa.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Minha vida atual está dividida em tópicos bem específicos e que não se misturam:
1) Tô tão pra baixo que nem eu mesma imaginava, pois eu crio umas expectativas tamanhas e depois eu mesma não dou conta de conviver com os pedaços que sobraram das minhas desilusões. Meu coração está partido, pois eu estava pensando em colocar a minha clínica aqui em casa, mas não vai dar. ... Isso me deixou tão pra baixo que eu nem imaginava que isso poderia mexer tanto comigo. Pensei, bolei falei com minha mãe, minha (ex) sogra e uma amiga do top delas (todas bem experientes) e elas me falaram que era uma boa. Eu pensei: "Freud colocou, D. (minha analista) colocou, por que eu não posso?"
Juro que às vezes eu fico pirada com a minha megalomania, mas essa sou eu.
Quando chamei um pedreiro para avaliar com seria e falei dos meus planos. Não dá, não do jeito que eu quero. So, meu sonho se desmoronou em mil pedacinhos. Eu vi a minha comodidade e conforto indo embora pelos meus dedos. Não descarto a possibilidade de comprar outra casa aqui no Rio Vermelho, morar e colocar a clínica no mesmo ambiente.
"Perder a privacidade" aindá é um item que eu tenho que avaliar. Mas quero trabalhar perto de casa, do tipo "ir andando de a pé".

2) O que sobrou do meu ego despedaçado, está dividido em parcelinhas abaixo:
(a) Dia 08/05 vai ter Zeca Baleiro e Jau qui em SSA. I can't believe! O show do ano com os meus dois homens preferidos. Melhor do que isso só open bar.
(b) Minhas irmãs mal têm tempo pra mim. Tô f* e mordida do próprio veneno.
(c) Tem um coleguinha da UFBA me dando o maior mole. Novinho. Eu fico pensando o que esses meninos tão novinhos vêem em mim, uma balzaca e acima do peso. Juro que não entendo. E quanto mais eu evito, nem olho pra cara, mais esses burguesinhos novinhos ficam à minha volta.
(d) Tô tão calejada, que quando desisti de sair, virei lista vip do Twist. Eu posso? É a vida mesmo: sonhei tanto em chegar lá e nem precisar de fila ... Justo agora que eu nem tô mais nesse ânimo de sair e que voltei a treinar com todo gás?
(e) A minha vida está dividida em antes e depois do emulinha. Eu tenho baixado cada filme que nem eu acredito. Tô assistinho parcelado, pois não tenho tempo pra tantas delícias que me aguardam. O Twist vai ter que me oferecer open bar e um gato de uns trinta anos pra me ver por lá. Se possível, moreno, altão e muito bem sucedido (já sei até quem é pra dar o contato pra eles)....
(...)
Ainda bem que eu tenho meu bloguinho pra desabafar, já que minhas irmãs não querem saber de mim. Falar igual a Gui: "Eu tô sozinha, sem irmãs, sem ninguém".

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Comecei a tomar a polêmica pholiamagra (250mg) hoje, aliada a garcínia cambodja (500mg) + cromo quelado (200mcg). Pelo que li em vários blogs, ela funciona, mas depende muito de cada organismo. A bichinha é cara que dói, tenho até vergonha de postar aqui ... Mas foi devidamente prescrita pela minha orto e foi manipulada pela A Fórmula.
Vou tomar também o Sportshake pra me dar ânimo, pois ando muito cansada, sem pique e sem coragem pra nada. Desde a Semana Santa não vou a natação e não estou fazendo esteira, mas curiosamente perdi 2 kg. Não estou fazendo dieta e nem tô tomando a ração humana, que só fez me encher de gases e ficar com diarreia (tenho intolerância ao glútem). Era muito chato a cada movimento mais brusco vc se pegar com medo de ter que correr para o toillete pra ver se estava tudo bem.
Quando falei pra minha orto sobre o meu desarranjo intestinal constante e meus gases renitentes, a despeito de tomar uma colônia estupidamente alta de lactobacilos manipulados, ela desconfiou de alguma maluquice que eu estivesse fazendo e quando relatei a tal da ração humana, ela me disse na hora que eu não podia estar usando muitos dos itens, só me lembro bem de linhaça que provoca gases.
Só quem vive constantemente com o intestino estufado sabe a tragédia que é conviver com esses malditos gases (seria bem fácil se na hora que bem quiséssemos, pudéssemos expeli-los, mas eles não saem tão facilmente...), ainda mais com aquelas famosas cólicas intestinas de uma dor de barriga. Eparrei!
Cansei, esperei ter grana, pois a consulta é cara e fui. Ela me prescreveu a pholiamagra, mas disse que só fará efeito daqui há uns três meses, que é pra eu relaxar e tomar. E quanto ao shake, nunca tinha tomado por puro medo de engordar, mas meu desânimo é tanto que eu preciso reagir e esse composto pode ser tomado alguns minutos antes de malhar, o que é um alento, pois é só subir na esteira e começar a fazer, sinto uma fraqueza típica do começo de gravidez e quem já ficou grávida sabe o que eu tô falando. Não tô grávida.
Então... precisava reagir, gastei a grana, dividi em três parcelas e espero com sinceridade, quando terminar de pagar a última, já esteja mais a Lila minha companheira de sempre e não essa esgoelada que eu tô.
Enfim, a despeito da falta de crédito que a Terapia Ortomolecular vem passando, minha médica de confiança é quem consegue ajustar a minha dieta e eu fico bem melhor com seus conselhos, dicas e fórmulas. Foi ela que me ajudou a descobrir como ficar sem esses malditos gases e principalmente sem a diarreia que eu tinha dia e noite. Agora, uma coisa é certa: pra frequentar um orto é preciso preparar o bolso, pois não é nada assim menos que uns trezentinhos por mês. É-isso-aê.

P.S. Meu Pimpinho tá dodói de novo, febrão e dor de cabeça. Uma peninha que dá.

domingo, 18 de abril de 2010

Estava aqui pensando em porque eu não comecei ainda a fazer os meus relatos de atendimento (motivo pelo qual liguei o computador às 8 horas da manhã) e não páro de fazer todas as outras coisas paralelas... Quando li um artigo antigo da Época que fala dos bebês que nascem com algum problema e precisa ficar fazendo algum tratamento em UTI.
Lembrei automaticamente de meu filho Gabriel e de todo seu sofrimento. Lembrei também de minha dor, de minha culpa na época de não ter "produzido" um bebê saudável, de ter um filho tão desejado e tão prematuro. Lembrei de todas as minhas angústias na época, de minha dor e de vontade de ser mãe. Lembrei do meu egoísmo de querer ter um filho a todo custo e de todas as sequelas que ele teria se estivesse vivo. Lembrei de minha dor, do apoio que recebi de minhas irmãs e de quanto desejei ter o colo de minha mãe na época.
Percebi que não estava sozinha, que o amor dói pra p*, que perder um filho dia a dia é uma morte em vida, que você simplesmente não abe como levantar da cama, que vc não tem o que dizer ao outro, que vc é uma incompetente, pois não consegue fazer o que todas as memíferas fazem.
Aprendi a ser bem tolerante com as críticas dos outros, a me olhar no espelho e me sentir uma incompetente, a me sentir uma castrada, alíás, uma capada, a ter que enfrentar a vida depois de enterrar seu filho, a não fazer planos, pois eles podem te machucar profundamente, a como enfrentar uma noite sem sono, a falar do inominável na análise.
Entender que a despeito de desejar muito, vc não pode tudo, que a vida continua apesar de se perder um filho, que a vida pode ser mais florida e te permitir ter outro filho, que apesar de vc estar 10 quilos acima do peso, seu ventre foi capaz de gerar duas vidas, que enfim, vc vai chorar sempre que ler matérias sobre bebê de risco, pois vc vivenciou um dor que não se deseja a minguém: perder uma parte de vc.
"oh, pedaço de mim, oh pedaço amputado de mim"
Um textinho bem a cara do que estou (querendo) vivenciando no momento.

"Adoro moços mal comportados. Desde que me amem. Não suporto pouco caso. Me broxam, tiram o encanto do que deveria ser encantador. Porque eu espero ser encantada. Encantar e me sentir encantada. Você, não? Então, tchau.

O tanto faz não faz. Deixa de fazer. O deixar acontecer não acontece. Fazer acontecer, sim. A paixão é combustível. A falta dela, desperdício. E desperdício de tempo se questionar quando não há.
O mundo é paixão. Quando não se encontra, não tem que inventar. Não tem que tentar, não tem que persistir. Desistir para deixar chegar. O que verdadeiramente importa, mexe.
Nada de se culpar. Nada de culpar alguém. Apenas seguir em frente, procurando quem te tente. Te provoque, te emocione, te toque.
Quem não se interessa não interessa. Sai de pressa. Porque você não tem tempo a perder. A vida te oferece. Basta querer ver. Nada de se conformar.
Tantas coisas ao seu redor. Mergulho no que há de melhor. Mais ou menos é menos. Almeje o mais, o que te instiga ao infinito, o que te deixa quase sem ar, o que te faz sonhar, com muito mais, mais até do que se pode ver. O que te faz sentir menor é pouco demais pra você.
O máximo é sempre o seu. Vá atrás do máximo. Não diminua as expectativas. Vá atrás do que te permite prospectar. Queira mais, sempre. E nunca pense que está querendo demais. Mimada? Sim, com orgulho. Tive a sorte de ser. E continuo almejando. Sempre."
Daqui

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Hoje estou sem trabalhar por causa de uma paralização no meu trabalho pra ver se dessa vez o PCCS sai de uma vez do papel. Mas por causa das chuvas e da consequente queda de luz, não consegui abrir o portão pra sair. Resultado: fiquei de prega a tarde toda, terminei de ler o livro "Crepúsculo" e entrei na net pra ver umas coisinhas.
Pela manhã me entreguei a projetos mais nobres, pois estava lendo e tentando entender o seminário 8 de Lacan que trata da Transferência. Já li toda a parte inicial sobre O Banquete de Platão e agora entrei na psicanálise propriamente dura. Volto pra postar minhas impressões.
Quanto ao Crepúsculo, que livrinho mais menininha de 14 anos! Não sei se "tulero" outro dessa leva. Passou! Chega! Arre Égua! Dá não, meu senhor. É muita viagem astral pra uma pessoa só. E olhe que eu leio de tudo sem preconceitos (exceto autoajuda, please! Aí já é querer demais do meu ser).
Enfim, enfim. Tô atualizada com os mais vendidos da Veja e agora posso seguir adiante com as minhas leituras não tão edificantes.
Agora é hora de voltar pra minha vidinha normal e vou no Bom Preço comprar umas coisinhas pra Gui e ração pra os meus pets fofos. Depois vou pegar meu filhote na casa da avó.
Fui.

terça-feira, 13 de abril de 2010

"Já conheci muita gente
Gostei de alguns garotos
Mas depois de você
Os outros são os outros

Ninguém pode acreditar
Na gente separado
Eu tenho mil amigos
Mas você foi o meu melhor namorado"

Eu amo essa música e não existe outra pra descrever o que OL significou e ainda significa pra mim. Meu ex realmente é uma pessoa maravilhosa, mas nem sempre foi assim.
Quando nos separamos, ele fez o que podia e o que não podia pra atrapalhar a minha vida, pra me fazer sofrer, mesmo sendo ele que saiu de casa, disse que não suportava mais as nossas brigas, a convivência...
Agora já passou a fase da pirraça e o que ficou entre nós foi o que já tínhamos de mais lindo: nossa amizade, nossa cumplicidade, o respeito que temos pelo outro. Ninguém entende, claro e muitos acham que ainda rola um affair entre nós. Alguma esperança tanto da parte dele quanto da minha.  Ele tá muito bem casado, com uma mulher muito legal.
Mas como não gostar dele? Como não querer bem a uma pessoa tão legal, tão prestativa, tão amiga e tão fofa do seu lado? Como eu vou querer distância de meu melhor amigo?
Ele é mais hoje do que quando estávamos casados, pois hoje não há cobranças nem da minha parte nem da dele e já entendi que não posso contar com ele pra assuntos de grana (entendi tarde demais e perdi o meu melhor namorado). Entendi também que as coisas pra pele funcionam beeem devagar (too late, but...). Entendi principalmente e isso é o mais importante pra que nossa amizade dure a vida inteira, que ele não precisa ser perfeito pra ser maravilhoso.
Quanto a ser bom pai, isso é outríssima conversa.
Agora, me diz, como eu vou no mínimo me interessar por outro homem, se eu tenho OL como ex? Qual outro homem vai no mínimo chegar perto dele? Esses que passaram pela minha vida, até agora, só fizeram cóssegas. 
 E que homem vai entender a importância que OL e a família dele têm na minha vida? Na minha autoestima? Nem a minha mãe e minhas amigas entendem... Quem mais captou o que ele representa pra mim é a única pessoa que eu podia jurar que nunca iria nem tentar, pois não fala com ele: minha irmã do meio.
Aqui prá nós, mas nem sei se tô mais a fim de cantar "Depois de você os outros são os outros e só".
 
P.S.: Imagina que no meu trabalho eu não tô acessando mais nenhum bloguinho... nadinha. Tadinha de mim, agora é só trabalhar, trabalhar e pronto. Minha vingança será maligna.

sábado, 10 de abril de 2010

Vi dois filmes agora de noite. Muito bons. Indico.
Preciosa: um filme lindo que faz vc pensar "será que é possível ter uma pessoa como essa menina no mundo?". E Infelizmente é duro perceber que somos cercados de preciosas, de meninas sem nenhuma perspectiva de presente, com a autoestima no dedão do pé, violadas no qu elas têm de mais puro e abusadas pelo pai, pela mãe, por todos que as cercam. O mais legal é saber que também existem pessoas tão humanas, legais e sensíveis que estão em volta de nós e dessas meninas que nos faz crer em mudanças, em um futuro mais bonito. O que mais me chamou a atenção foi o modo como ela fez diferente com seus próprios filhos. Há muito tempo um filme não me fazia chorar desde "A garota ideal".
500 dias com ela: uma história de amor muito legal contada da perspectiva de um rapaz. Ela linda, livre, independente, interessante, mas não acredita no amor. Ele tímido, romântico, vê o mundo através das lentes do amor, um sonhador que desenha cartões pra viver. O filme não é uma comédia romântica, pois traz uma visão bem realista do amor e faz uma "crítica" ao romance nos tempos duros de hoje. Super me identifiquei com a contagem dos dias em uma dinâmica não linear. Passei por maus pedaços amorosos dia desses e vivenciei boa parte da dor de cotovelo retratada por Tom.

P.S.: Tô numa fase bem light, vendo filminhos, TV, lendo livros do tipo Crepúsculo (hã??). Quem diria, né? EU lendo literatura do guia dos mais vendidos da Veja. Tô realmente precisando rever os meus conceitos, mas enquanto isso, vou ler todos os quatro livros, pois tô me sentindo na pele de Bella quando tinha 14 anos e paquerava o mais gatinho da escola... É por isso que todas as meninas amam esse romance, pois se identificam com a mocinha desengonçada da estória.
Essa noite eu tive um sonho que me fez pensar na loucura que está o tempo e principalmente em qual grau deve estar o desamparo e a angústia do pessoal que fica literalmente à deriva e a espera que as chuvas dêem uma trégua. Aqui em SSA também está chovendo horrores, há deslizamento de terra, desabrigados, engarrafamento, e outros perrengues, mas uma notícia num jornal local me chamou a atenção e foi usado como resto diurno pra meu sonho: “Eu sou você amanhã”, em referência à calamidade pública que o Rio está vivendo e no que pode se transformar SSA...
Todos os soteropolitanos sabem que basta chover trinta minutos e o caos se instala: engarrafamento, transbordamento de esgoto, lixo cobrindo bocas de lobo, água se escoar, muros e casas desabam. Enfim, a cidade derrete mesmo.
Choveu dois duas e duas noite e os reflexos são vistos em toda parte, mas nada comparados aos 200 mortos no Rio. E sabe o que é (bem) pior? É que a culpa é nossa, do povo. 1º porque não sabemos eleger políticos decentes que realmente se engajem em causas sociais de primeira necessidade e em intraestrutura e 2º porque não somos um povo educado que joga seus lixos nas ruas e ajudam a entupir os bueiros.
To revoltada sim e com muita raiva, principalmente porque não vejo perspectiva de mudanças nem a longo prazo. Fico tão triste comigo por não ser otimista a respeito de nosso país. Fico triste por não ter opção nenhuma pra votar em presidente e mais triste ainda por acreditar que quem quer que ganhe as eleições não fará a menor diferença.

domingo, 4 de abril de 2010

Final de semana pancadão esse, hein. Sabe quando você produz muito mais do que pensou? Poisé, meu rei. Não criar expectativas não tem preço. Eu apenas queria ficar mais tempo com o meu Pimpinho, dormir e ir pra minha natação. E além disso eu fiz:
- fiquei de frozô com mainha de quinta a sábado a noite;
- arrumei meu guardarroupa e o de Gui;
- separei umas roupas, uns brinquedos e umas coisas pra dar;
- arrumei o lixo reciclável;
- arrumei os armários da cozinha, dos banheiros, do gabinete de estudo;
- arrumei meus livros, cadernos e apostilas (já estão desarrumados);
- limpei minha caixa de entrada do email, meu documentos arquivados, meus filmes baixados, minhas músicas, etc.;
- arrumei e limpei meus sapatos e de Gui;
- fui pra um almoço da galera da natação no sábado;
- comecei minha nova alimentação (não é dieta);
- Sônia não veio, então eu limpei a pia, o fogão, a geladeira, os banheiros e a sujeira dos meus pets.
- mais um montão de bobagens como ficar hoje a manhã in-tei-ra na net (um lushow que eu me dou todos os domingos, pois Gui fica com o pai. Morram de inveja).

Não fiz:
- não estudei nada;
- não fiz os relatos do estágio;
- só vi um filme no telecine (O amante);
- não preparei o que vou fazer na minha semana;
- não pisei o pé na UFBA pras aulas.

No final das contas, o final de semana prolongadíssimo (de quarta a domingo) foi perfeitão.

sábado, 3 de abril de 2010

Ahahahahahahahhahhahahhahahahhahhahahah!
Só rindo de mim, só mesmo rindo! Sabe aquela história do cansaço, que eu não conseguia fazer nada, que tudo me cansava? Poisé. Eu estava subalimendada. Como eu descobri? Conversando com minha mãe, que é viciada em alimentação e vida saudável.
Eu tava prostrada, malzona de cansaço quando liguei pra minha mamãe pra falar do final de semana da Páscoa. Falei pra ela que queria dormir todos os dias e ela perguntou as coisas de sempre: como está a tireóide? Está fazendo exercício? Está comendo direito? Então fui relatar a minha dieta pra ela. Falei que peguei a dieta que minha endocrinologista passou pra mim quando pari e tirei todos os derivados de leite. Falei também que pela manhã estava tomando um shake com duas colheres de ração humana, mas que às 9 horas já estava querendo devorar tudo pela minha frente. Ela disse no ato: teu mal é falta de nutrientes. E pediu pra eu relatar o que estava comendo durante um dia:
- shake (resto do suco de Gui + 1 fruta + 1 colher de aveia + 1 colher de leite integral + 2 colheres de ração humana + 3 amêndoas);
- Cafezão com açúcar;
- 4 biscoitos integral às 10 horas;
- 300g almoço no Rest. Natural (frango ou salmão + 1 colher de feijão verde + salada verde + tomate + cenoura + beterraba + pepino + pimentão + 1 "lasca" de pizza integral ou de banana da terra + pimenta);
- Cafezinho com açúcar de sobremesa;
- mix (castanha do Pará, castanha de caju, amêndoa, azeitona, 3 passas, noz, damasco) às 16 horas;
-  1 fruta diferente da do shake;
- 2 colheres grandes de macarrão integral com atum.
- 1 cafezão com açucar (ceia)

"Como você quer ter disposição pra nadar todos os dias e trabalhar e estudar e cuidar de Gui e cuidar da casa com uma alimentação dessas?"
"Mainha, eu tô imensa de gorda. Tô com 62 kg"
"Você quer ficar doente? Se continuar assim, vai ter que pedir um atestado médico pra estafa e parar de fazer tudo durante 15 dias"
Parei. Ponderei e decidi virar minha alimentação de cabeça pra baixo. E não vou fazer dieta coisa nenhuma!!!
(1) Vou comer bem pela manhã e tomar a ração humana a noite.
(2)Vou voltar a colocar o leite no café pra tomá-lo sem açúcar.
(3) Pela manhã eu vou comer 1 ovo cozido, 1 raiz, 1 banana e 1 xícara de café com leite e adoçante.
(4) Durante o dia, a mesma coisa e a noite, troco o macarrão pelo shake.
(5) Não vou comer nenhuma besteira, apenas no sábado. 
(6) Se a natação não me emagrecer, vou incluir a esteira novamente nas minhas noites.
Apenas isso.

P.S. Como minha mãe é entrona, chata e gosta de remexer no passado. O pior é que ela me vê como se eu ainda fosse a adolescente que morou com ela ... Não percebe que eu cresci, que eu mudei e que eu sou uma pessoa bastante diferente do que era.
Ainda bem que eu consigo ouvir, ouvir e ouvir sem falar nada, mas haja paciência e tolerância pra ouvi-la trazer o passado à tona e pocurar briga com tudo. Mãe é isso, gente.

terça-feira, 30 de março de 2010

Hoje eu fiz um teste de gravidez. E fiquei pensando se eu tivesse grávida mesmo como seria. Não estou. Ponto. Isso é bom, pois esse não é o meu desejo; mas é ruim, pois eu não sei mais explicar esse cansaço que toma conta de mim. Por que tanto sono? Por que essa indisposição?
Eu já nem tô com vontade de continuar a natação tamanha é a minha falta de vontade de fazer as coisas. Não é tristeza, não é melancolia, não é nada disso. É o corpo me mostrando que eu sou humana e que não posso tudo, que eu não sou a Mulher Maravilha. E pra arrematar, vou usar o termo correto da psicanálise: que eu sou castrada.
Demorou muito até a minha fantasia de ter um falo, de que eu posso tudo cair por terra, digo, por água abaixo. Foram três anos acordando às três da matina pra estudar, pra malhar, pra arrumar as coisas, pra dar conta de tantas coisas ao mesmo tempo que eu nem acredito que eu conseguia. Todo mundo dizia que eu fazia muito, eu pensava: muito? Se eu consigo, não é muito.
Meu corpo além de ser inteligente, ele é esperto, pois ele esperou eu estar pra me formar pra "apitar", pra sinalizar que as coisas não estão mais sob o comando do meu cérebro, meu consciente. Agora eu preciso saber ouvir os sinais que o meu corpo emite e ele está gritando pra eu dar um tempo de tantos afazeres.
Vou descansar, na medida do possível, caso contrário não seria eu. Tomei algumas precauções para aplacar o meu cansaço (caso não surta efeito, vou ver se tomo outras diretrizes):
(1) Vou deixar de acordar às três, vou acordar às cinco;
(2) Vou pra natação APENAS na terça, na quinta e no sábado pela manhã (nada de fazer dobradinha ou me virar pra conseguir treinar nas segundas, quartas e sextas);
(3) Vou descansar o final de semana inteiro, dormindo, ficando de prega e se possível, sem sair pra nada (vou apenas pra natação, pra aula de música de Gui e fazer um programinha infantil com ele);
(4) Na hora que Gui for dormir, eu vou também => adeus estudar;
(5) Só vou estudar de véspera e apenas pra o que não tiver jeito mesmo.

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Confesso que tô arrasada, pois eu estudo porque gosto, mas atualmente estudar tem sido um transtorno, a ponto de não conseguir fixar nada e nem conseguir ler muito. Sem exagero: tô podre de cansada, até pra assistir TV que eu amo.
O que eu faço diaramente já toma todas as minhas energias: cuidar de Gui, trabalhar, estágio na clínica (segunda a tarde), 3 matérias, formação em psicanálise (quarta a noite) e natação.
Ser humano é isso, gente.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Hoje eu conversei com minha professora de natação sobre o fato de estar tão cansada, tão esgotada, tão sonolenta, tão fatigada e como esse "peso" tem atrapalhado meu treino. Ela me deu algumas dicas, dentre as quais não faltar, fazer a dobradinha manhã nada - noite corre e principalmente focar nos meus objetivos e deixar a farra pra trás. Ela falou que de nada adianta se eu treinar quatro dias e beber na sexta, no sábado e não ir nadar porque tô ressaqueada.
Saí da praia emputecida. Que viagem astral dessa mulé, meu rei! É pra nadar, nadar e nader. E o resto da minha vida? E a minha faculdade, e o trabalho? E as minhas responsabilidades de dona de casa? Enfim, pirei com ela. E tô pirada até agora, mas uma coisa é certa: essa fadiga não é normal, pois meus braços estão sem forças até pra digitar esse texto. Agorinha eu fui tomar água e minhas batatas da perna estão doloridíssimas (pode ser porque eu corri na areia fofa, mas, né?). Tá demais. Tô me sentindo uma fracota. Eu quase chorei hoje de decepção comigo mesma por não ter conseguido nadar a minha série. Fiquei muito chateada. Sabe quando a cabeça manda mas o corpo não obedece porque não tem forças? Essa estou eu.
Sei de uma coisa: não tem nada que eu me proponha a fazer que eu não consiga. Eu vou conseguir ser uma pessoa forte, com energia e disposição pra minhas atividades diárias, nem que eu realmente tenha que abandonar a minha vida boêmia. Como diz a pró "cachaça não combina com natação".
Poisé.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Não vou viajar no São João, pois não fui sorteada para o folgão do feriado.
Não sei se é ruim ou bom. Só depois eu irei saber, pois as coisas só se resolvem depois, né?
É isso aí.

quinta-feira, 18 de março de 2010

O que é um mal entendido.... Hoje no trabalho, eu estava conversando com uma colega sobre o fato de se sair de férias e se deixar a carteira zerada, sem nada pra um outro fazer nas férias. Tá. Mais tarde, atendendo ao público, surgiu um processo que o advogado queria levar pra o escritório, mas estava faltando uma certidão, Então eu saí perguntando ao colega que faz a tal certidão pra saber onde estava. Não sabia. Eu falei reclamei alto sobre a ética de cada um,pois se eu não tivesse ética liberaria o processo sem a certidão, não me daria ao trabalho de procurá-la e nem de fazê-la. Estava REALMENTE reclamando de mim por ser tão idiota mesmo, de sempre me preocupar com o outro e com as coisas certas.
Na saída, fui desejar boas férias pra colega que eu estava conversando sobre zerar os processos e ela disse que estava magoada comigo por eu ter falado que ela não tinha ética....Me desculpei, disse que não era com ela (e não era mesmo) e depois de um longo blábláblá, ela entendeu. Isso tudo serve pra eu aprender a não expressar a minha opinião sobre as coisas no ambiente de trabalho. Eu só espero que não chegue um dia que eu não possa falar nada em lugar nenhum...

Tô tão triste com a humanidade esses dias. Sei que é porque estou desgostosa comigo e isso reflete nos outros, mas até separar e deglutir esse sentimento, haja lágrimas.

Tô tristinha porque andei pensando no trabalho de calculista, de trazer processo pra casa, etc. e isso não estava me fazendo feliz. Conversei com dois colegas que trabalham em casa, inclusive um é calculista e eles me falaram que se a intensão é trabalhar menos, eu vou me dar mal, pois é muito mais serviço. Que o ideal é eu trabalhar na secretaria de 8 às 14 e durante a tarde atender no consultório. Pois é, pensei, refleti e decidi não me aventurar por águas tão turvas. Ficar no conhecido às vezes é melhor.

Tô precisando de um tempo pra incubar minhas angústias, pra sofrer um pouquinho e deixar sair novas perspectivas.

segunda-feira, 15 de março de 2010

O fundo da folia

É uma pena saber que a minha praia do coração virou um lixão público após o carnaval ....
Retirado do blog do  Bernardo Mussi
















Dez dias após o carnaval, resolvi mergulhar com dois amigos na área do Farol da Barra para confirmar a notícia de que havia uma quantidade absurda de lixo espalhada pelo fundo do mar naquela área.













Mesmo com a água um pouco suja por causa das chuvas do dia anterior, logo identificamos o local. Na verdade o lixo não estava espalhado, mas concentrado em um canal provavelmente em razão do movimento das marés. Uma cena lamentável! Eram pelo menos mil e quinhentas latinhas metálicas e garrafas plásticas.














Da superfície o visual parecia com as imagens áreas que vemos dos blocos de carnaval durante a festa momesca. Só que ao invés de estarem pulando, dançando e se beijando ao som frenético e ensurdecedor dos trios elétricos, os foliões do fundo do mar estavam rolando de um lado para o outro numa mórbida coreografia, empurrados silenciosamente pelo balanço do mar, sem dança, sem alegria, sem vida e sem poesia.














Assustados, decidimos não retirar o material naquele dia na esperança de tentar sensibilizar algum veículo de comunicação para fazer uma matéria com imagens subaquáticas. A intenção era compartilhar aquela agressão carnavalesca com nossa população e os donos da folia.














Fizemos contato com pelo menos três emissoras e todas pediram que enviássemos e-mails com fotos, o que fizemos imediatamente. Aguardamos respostas por dois dias e como não tivemos qualquer retorno, optamos por retirar o lixão de lá para evitar maiores danos.














A bem da verdade estávamos super desconfortáveis com nossas consciências por termos testemunhado aquela cena e deixado para resolver o problema dias após. Mas tínhamos que tentar a matéria para que a ação não se resumisse somente à coleta do material.





















Tínhamos em mente que a repercussão sensibilizaria os empresários e artistas do carnaval, os órgão públicos, a imprensa, as empresas financiadoras e nossa gente. A tentativa foi boa, mas não rolou…














Fomos então, no terceiro dia após o primeiro mergulho, retirar o material. Antes, porém, fiz questão de chamar um amigo que tem uma caixa estanque para filmarmos a ação e guardarmos o documentário visando trabalhos futuros e até mesmo a matéria que queríamos na TV.



















Sem cilindro de ar e contando apenas com duas pranchas de SUP (Stand Up Paddle) e alguns sacos grandes, éramos quatro mergulhadores ousados retirando do fundo do mar tudo o que podíamos naquela tarde.






































Pouco antes de o sol se pôr conseguimos finalmente colocar todo o lixo na calçada.
Muitos curiosos, inclusive turistas, olhavam intrigados a nossa atitude e a todo o instante nos questionavam sobre a origem daquele resíduo. A resposta estava na ponta da língua: Carnaval!














Vou logo informando aos amigos leitores que não sou contra o carnaval, muito pelo contrário, sou fã por diversos motivos, mas acho que a realidade da festa não guarda a menor relação com as belíssimas cenas, as informações rasgadas de elogios e a excessiva euforia amplamente divulgada pela mídia.
Sei que o comprometimento com os patrocinadores e aquela velha guerrinha de vaidades contra os carnavais de outros estados como Pernambuco e Rio de Janeiro, acabam conspirando para isso. Mas vejo aí um modelo cansado, super dimensionado, sem inovações socialmente positivas e remando na direção oposta ao desenvolvimento sustentável da nossa cidade.
Aquele lixo submarino é um pequeno sinal deste retrocesso. Pior, patrocinado solidariamente pelos grandes empresários, artistas e principalmente pelo poder público que tem o dever de melhorar nossa segurança, nossa saúde e educação.


























Aproveito o embalo para incluir indignação semelhante sobre os eventos realizados na praia do Porto da Barra durante o verão.


























O “Música no Porto” e o “Espicha Verão” não tem trazido nada de bom para nossa cidade, além da oportunidade de vermos ótimos artistas de perto e de graça. De resto, o lixo, o mau cheiro, a degradação ambiental, o xixi pelas ruas, a impressionante quantidade de ambulantes amontoados por todos os espaços públicos e a agressão aos patrimônios históricos, são um grande “pé na bunda” do turista de qualidade.
É o mesmo que olhar para uma bela maçã com a casca brilhante e aspecto suculento, porém, apodrecida por dentro…

Naquele final de tarde acabamos contemplando um por do sol diferente. O monte de lixo empilhado na calçada do Farol da Barra virou atração. E como Deus é grande, fomos brindados com a presença de valorosos catadores de rua para finalizar a limpeza.




 










Desta ação, além das ótimas imagens documentadas em vídeo, resta rezar para que os donos do carnaval, dos eventos no Porto da Barra e nossos queridos foliões se toquem que algo tem que mudar.













O fundo do mar não merece aquele bloco reluzente e, ao contrário do asfalto, o oceano costuma revidar violentamente as agressões sofridas.
Não tem alegria alguma no fundo da folia!


















Galeria de fotos
Fotos: Francisco Pedro / Projeto Lixo Marinho - Global Garbage Brasil
Fotos do Espicha Verão: Manuela Cavadas e Luciano da Matta / Agência A Tarde