quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

I'm a barbie girl!!! Pintei as minhas unhas de rosa pink. Uau! Tô realmente poderosa, como uma Barbie.
É engraçado, pois estou arranjando várias coisas pra fazer pra não fazer o que realmente preciso: a exposição de um caso clínico para apresentar sexta no seminário de avaliação do Padac. Que saco! Esse estágio não vai acabar nunca? Não tô suportando mais. Enfim, estamos na reta final. E eu postergando, coisa que raramente faço.
Mas a pulsão precisa de satisfazer de alguma forma, né? Não posso falar o que gostaria com o supervisor, então desconto no relato de caso. Pior pra mim. Já que estou no inferno, vou abraçar o capeta de uma vez.
Hoje fui pra minha análise e claro que questionei as minhas relações com o outro e principalmente, porque eu fui me meter nesse estágio já sabendo quem era a peça (o professor doutor blablabla). Mas de tudo o que eu tenho vivido no Padac o que mais me incomoda é o fato de MV não me deixar falar sobre os atendimentos. E na última supervisão isso ficou transparente pra mim, pois eu estava na primeira frase do relato de um contato com uma paciente e ele não me deixou falar mais nada e quanto mais eu tentava falar, mais ele falava, esbravejava, me criticava. Percebi isso como um click e decidi que se eu não conseguia falar nunca mesmo, se minhas dúvidas só faziam aumentar, então pra que na reta final, faltando menos de um mês pra o estágio terminar, pra que eu ainda queria falar se ele não queria ouvir?
Parei de querer falar, parei mesmo, como uma decisão, não da boca pra fora, mas decisão interna, consciente, tranquila. E sabe que esse lance de inconsciente funciona? Pois ele parou de falar, esbravejar, vociferar. Perto do que ele é, ele ficou até calmo. Daria até pra tentar continuar o relato, mas eu não queria falar nada mais mesmo. Acho até que se eu fizesse menção que iria falar, ele começaria a vociferar novamente. Não quis pagar pra ver.
Minha dupla acha que ele não me deixa falar porque eu também não deixo ninguém falar. Põde ser, mas ele não faz isso apenas comigo. Sabe que cansei de tanta suposição de saber sobre o outro? Cansei de ele saber que eu não sei nada, que quem resiste sou eu, porque toda resistência é do analista, de que eu não sei o que é uma psicose, que eu não isso, que eu não aquilo. Quem ele acha que é pra saber de mim mais do que eu? Quem ele acha que é pra se arvorar no direito de gritar comigo como ele grita ( e com tanto mau hálito)? Ah!!!! Me poupe. Tô realmente cansada de tanto poder. Tá, errei em me inscrever no estágio mesmo sabendo que ele era essa pessoa grossa, estúpida e que pega esado com os estagiários, mas quando nada que eu conseguisse relatar meus casos...
Vou terminar meu estágio com mais dúvidas do que quando entrei. Só aprendi do que não estava nos livros que o psicótico continua delirando mesmo quando está medicado. Mas o melhor de tudo foi ver como é o funcionamento psíquico de um psicótico. Livro nenhum me traria tamanha experiência. Suportar essa fera foi bom pra ver a beleza dos alienados.

Um comentário:

Nite disse...

Acho q o teu melhor caso clínico desse estágio foi esse tal MV, q homem mais mal humorado, heim? n sei bem como isso funciona, mas será q ele faz análise? n deve fazer, pq se acha mais superior q todos... vixi... nem sei o q pensar, isso é tão complexo... eu já teria dado um "dedo ósado" p ele. mas de longe, pq imagina aí se ele gosta?

rs

bj e me liga!