domingo, 15 de novembro de 2009

Quarta passada foi minha análise e, se não foi a sessão mais punk da minha ex-sistência, foi uma das mais porradonas. A questão (de sempre)? O tempo do outro. Sempre, sempre, sempre isso e parece que meu dispositivo evolutivo pra aprender com os meus erros não veio de fábrica. Se for um acessório, onde vou adquirir? Na análise, claro e não sem dor.
Após uma conversa com uma amiga que eu muito estimo, uma DR na verdade, ela escancarou uma coisa que eu há tempos já imaginava, mas relutava em aceitar. Ela disse que eu demando tanto dela em minhas solicitações que ela fica esgotada. Isso foi o mínimo, o mais suportável de se relatar aqui. Falou também, que eu não a deixo concluir um pensamento, pois interrompo o raciocínio dela o tempo inteiro, e outras coisas.
No outro dia, lá vai Lila pra análise. Que dureza ter que se ouvir repetindo a DR e perceber que o outro tem razão... que vc está pesada, densa e insuportável. quando vc fica insuportável pra vc mesmo, é porque a coisa tá pra lá de brábula.
Entre tantas coisas que estavam (e estão ainda) enganchando nossos atendimentos, está a análise mútua que estamos fazendo uma da outra ao invés de nos dedicarmos aos pontos angulosos da clínica. E minha dita cuja não deixa passar nada: lá pelas tantas ela me solta "me escute que eu tô falando com vc!!!", ou seja " vc não ouve o que o outro fala mesmo, fofa! Vai ouvir, vai; depois queira, deseje ser psi qualquer coisa!!!". Que bom que temos uma semana pra elaborar as nossas crecas. Na época de Freud devia ser f* vc receber uma galinha pulando no peito e ter apenas 24 horas pra se ver e se haver com sua angústia.
Hoje estou bem mais tranquila, pois apesar de na hora ter denegado toda a situação, hoje eu sei que é fato. Bola pra frente, né?

Nenhum comentário: