sábado, 21 de novembro de 2009

O que me faz feliz? Essa pergunta andava martelando minha cabeça, pois eu estava perdidona em minhas angústias existenciais e tinha a sensação que a minha vida estava passando por mim e eu não estava vivendo. Ou pior: tinha a convicção que o modo como eu estava "passando" pela minha vida estava errado, bagunçado, sem sentido.
Parecia que, repito pela enésima vez, o meu arranjo psíquico não dava conta de minha existência, de minhas coisas. Mas sabe que agora que a poeira enfim está baixando eu consigo ver que eu posso ser feliz do jeitinho que eu almejo e sem fazer tanto esforço?
Pra começar, eu saí descartando o que não me interessa: viver com as malas prontas, ficar pra cima e pra baixo em festas vazias, beijar a torta e a direita, fazer sexo sem compromisso, percorrer o esquema faculdade-cinema-teatro-balada da moda, vestir roupas nada a ver comigo, fazer academia, ouvir o que está na modinha, ficar olhando profiles no orkut...
Redescobri que amo não fazer nada, ficar em casa giboiando no sofá, dormir muitão, estudar, ler bobagem, ler minhas revistas antigas, arrumar minhas coisas, colocar minha energia em meus objetos, ficar lendo blogs na net, ir pra praia de manhã bem cedo ou no final da tarde, ir pra festas que eu amo, dirigir com o som bem alto, Joss Stone, ir ao Jequitibar comer o melhor escondidinho do mundo, minhas músicas (cafonas), viajar planejadamente com ou sem Gui, relembrar os bons momentos com Osvaldinho, sair apenas pra me divertir e dar risadas, dançar de olhos fechados, josefina e filme pela metade no meio da noite, cabelo vermelho e unhas pretas, minhas roupas tão a minha cara, meus textos tão apropriados ao meu momento, fazer esteira vendo uma comédia na TV, morrer de ri de lembranças antigas, chorar quando lembra uma coisa boa e GUI.
Gui é um capítulo a parte, pois descobrir as milhares de possibilidades de ser feliz com Gui não há palaras que caibam aqui.

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