sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Confete

Eu estava pensando agorinha em por que eu sou tão autocrítica e me cobro tanto. Sei que não é bonito nem saudável ficar jogando confete e purpurina em si mesma, mas eu sou uma mulher e tanto.
Pois bem, antes quando era adolescente me achava feia, desajeitada, deficiente. Eu era uma enorme mão esquerda. Não tinha forma e não procurava pensar muito nisso. Claro que sempre curti muito a minha vida e não era esse "detalhe" que me deixaria em casa sábado a noite. Fui pra todas as festas que Feira de Santana me proporcionou.
Quando entrei na faculdade, parece que meu ego deu uma inflada, pois nos cinco anos eu fui começando a me achar bonita, arrumadinha, inteligente, querida, agradável e muito apreciada pelos rapazes. Também curti muito.
Mas, foi em Teixeira e em SSA que me tornei uma mulher mais segura, mais senhora de si, de seu poder de sedução e capaz de conseguir o que quisesse. Estudei muito nessa época e me dei muito bem em tudo o que eu fazia.
No início da análise, minha autoestima ficou um pouco abalada, me envolvi com um cafa mais aproveitador que eu poderia conhecer que arruinou a minha imagem perante meus olhos e os olhos de minha família. Foi um ano muito complicado, mas superei legal.
Confesso que em minhas crises eu me torno um sujeito psíquico bem precário sem muita consciência de meu verdadeiro poder, pois não consigo parar de sofrer com tanta facilidade. Mas, minha nega, quando eu páro de sofrer, é uma só. Parece que uma deusa renasce dentro de mim e eu me transformo em uma pessoa muito mais forte e consciente de minhas capacidades.
Estou sofrendo das minhas inseguranças neste exato momento. É triste ter que reconhecer que apesar de saber do meu verdaeiro valor e saber o que eu quero da vida, estou insegura.
Não estou me achando feia, nem burra, nem gorda nem nada, mas estou insegura quanto a mim mesma, como se o meu arranjo psíquico não fosse mais capaz de segurar a minha barra. Como se eu tivesse que mudar algumas coisas de lugar, mas sem coragem de mobilizar mais creca.
Esses dias de inferno astral foi bom para aparar algumas arestas como a vontade de ter outro filho. É como se eu estivesse olhando pra Gui com outros olhos, olhos novos.
Estou sentindo que estou com olhos novos pra muita coisa, inclusive pra mim, pois tô começando a me ver de uma maneira mais doce, com vontade de ser menos agressiva nas minhas escolhas. E cada dia eu tenho me admirado mais com o meu comportamento maduro diante de algumas situações que a vida tem me colocado de frente. Tô começando a me sacar melhor. Crises também são oportunidades de mudar pra melhor, né?

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