quarta-feira, 21 de outubro de 2009

"Que bom é ser fotografado mas pela retina dos seus olhos lindos. Me deixe hipnotizado prá acabar de vez com essa disritmia..."

Gente, como eu pude passar tanto tempo passeando por S. Lázaro sem perceber as belezas, digamos, naturais daquele lugar? E eu que pensava apenas no calor insuportával, nos mosquitos, no mato e nos cavalos? Onde estavam os meus olhos?
É, dizem alguns que os objetos se transformam com a observação, então deve ser isso. Não é que está até agradável a possibilidade de ficar mais um semestre naquele lugar outrora inóspito? Ainda pode se pensar na possibilidade de render bons frutos. Aliás, ótimos frutos. Aquela barraquinha de Marlene nunca foi tão legal, tão colorida e tão bela.
E S. Lázaro renasce das cinzas. E viva a beleza. E viva os homens, mesmo que alguns não sejam tão belos como os outros. A beleza não tá nos olhos de que vê? Pois só agora essa frase faz folia em minha vida.
Ah! Os homens mais novos. Vcs que sempre estiveram away from my life, agora insistem em aparecer na minha frente. Gente! Eu tenho mais de trinta! Trinta e tantos!!! Enfim, que coisinha linda vc é, hein? E eu que nunca tinha te visto, começei e te perceber.
Ai, ai. Tô até com vontade de ir pra essa bendita festa. VC vai mesmo, né? Eu realmente tô querendo ser exorcizada pela água benta desse olhar infindo. São verdes seus olhos? Sei não, não tive oportunidade de chegar tããããão pertinho assim, mas... Espero que seja questão de tempo. Vem logo, vem curar sua nega que chegou de porre lá da boemia!!!!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

para Thais

Querida, se vc voltar em meu blog, deixe seu email, pois não tenho acesso permitido pra comentar no seu blog a respeito da Ortomolecular. Ainda faço e gosto muitíssimo. Espero seu contato para detalhes.

sábado, 17 de outubro de 2009

Sabe aquelas pessoas que têm a capacidade de dar um clique nos problemas? Ou aquelas que bebem, cheram pó, se cortam, somem no mundo ou simplesmente surtam? Pois é. Apesar de Marcus Vinícius me questionar se eu tenho jeito pra clínica por não achar que eu saiba suportar o que vem do outro, eu digo que entendo essas pessoas direitinho.
Vou mais fundo: apesar de saber que o que vou escrever pode ser mal interpretado, eu morro de inveja de quem consegue. De que é bem sucedido nessa possibilidade de, digamos, sublimação de problemas.
Não acho que será assim que eu resolverei meus problemas, mas entendo perfeitamente que é minimamente necessário ser um sujeito ancorado psiquicamente pra poder dar conta do que acontece no mundo. Ou ser fundamentalmente feliz, sequelado, de alto astral, de bem com a vida, feliz de nascimento e tudo o que essa zorra significa. O que não dá é pra ver sua vida, ser normal, suportar o que vem do outro e ainda conseguir ser vc em algum lugar sem sofrer horrores com isso.
Porra! Viver é foda, com ph de farmácia mesmo! Minha vida parece que está em um furacão, pois liquidificador é pouco pra o que tá acontecendo. Eu sinceramente já tô me perguntando onde foi que eu errei, onde eu perdi a mão, pois tá foda. Quando eu penso que a coisa vai andar, enfim, desanda federal. Tá foda. Não tenho nem palavras pra expressar como a coisa tá mexida. Tá foda.
Lacan diz que quem pergunta sabe a resposta, né? Pois eu tenho me questionado muito, mas lá no fundo eu sei bem a resposta e mesmo que me magoe muito, eu tenho que colocar em prática. Eu sempre penso mais nos outros (todos os outros) que em mim, mas a partir de hoje, eu vou pensar mais em mim e não vou mais demonstrar tanto amor, dedicação e exclusividade pra ninguém. Nem pra Gui. Vou ser outra pessoa. Sabe aquela Lila que diz que ama, corre atrás, não tem olhos pra ninguém, só pra quem tá do lado? Essa Lila vai definhar até morrer. Não queria ser assim não, mas tá passado da hora de eu me posicionar em minha vida como quem tem o controle. Chega de dar aos outros, inclusive pra Gui, munição contra mim mesma.
É Gui, vc tá fazendo sua mamãe muito infeliz. Nunca pensei que tão cedo em minha vida eu iria entender o que as mães sofrem com seus filhos. Mas é de cedo que se aprende pra se ter a chance de modelar o comportamento, né? (acertei, behavioristas de plantão???).
Vou fazer diferente. Não sei como ou a que custo, mas alguma coisa enho que fazer, pois tá beirando o insuportável a falta de linearidade da minha vida. Não conheço nenhum gráfico que eu possa tomar como parâmetro, mas eu quero a minha vida de volta!

P.S.: será que existe mal olhado, mandinga, vidas passadas, espírito obssessor e coisas do gênero? Já tô realmente acreditando até em fantasmas da meia-noite.

domingo, 4 de outubro de 2009

"Agiste segundo teu desejo? Pagarás. Agiste contra teu desejo? Pagarás em dobro" Lacan

Ontem eu lembrei de uma coisa que eu falei em análise e parece que estava em algum plano paralelo de meu incosnciente, pois eu não me lembrava.
De noitinha estava eu e Lé lendo meus posts antigos do blog, quando eu li a frase de Lacan e falei com Lé que eu só poderia estar pagando, pois não agia contra meu desejo. Mas inconsciente que é bom e não falha está sempre dando um jeitinho de se manifestar nas horas mais inapropriadas.
Conversa vai, conversa vem e eu começo a falar que quando me separei pedi a Deus pra colocar uma pessoa boa, compreensiva e que cuidasse do meu ex. Quando falei isso na análise, a minha dita cuja pergunta "e pra vc?, o que vc deseja?". Eu prontamente respondi que não queria mais um homem em minha vida que eu tivesse que ajudá-lo a se erguer, queria um que já tivesse estabelecido em sua profissão e que fizesse questão de mim. Bingo!!!
Caiu a ficha na hora que eu estava agindo contra meu desejo, pois para a histérica o desejo porreta é aquele que não se realiza nunca.
Estou pagando em dobro, pois fui me envolver sabendo desde sempre que a pessoa não fazia questão de mim. Aí é ladeira abaixo mes-mo.
Pois bem, presente de idade nova: retomar o meu desejo. Não só esse, mas aqueles que eu te falava ontem, Lé. Ali está a minha meta e onde eu vou marcar essa nova Lila.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Confete

Eu estava pensando agorinha em por que eu sou tão autocrítica e me cobro tanto. Sei que não é bonito nem saudável ficar jogando confete e purpurina em si mesma, mas eu sou uma mulher e tanto.
Pois bem, antes quando era adolescente me achava feia, desajeitada, deficiente. Eu era uma enorme mão esquerda. Não tinha forma e não procurava pensar muito nisso. Claro que sempre curti muito a minha vida e não era esse "detalhe" que me deixaria em casa sábado a noite. Fui pra todas as festas que Feira de Santana me proporcionou.
Quando entrei na faculdade, parece que meu ego deu uma inflada, pois nos cinco anos eu fui começando a me achar bonita, arrumadinha, inteligente, querida, agradável e muito apreciada pelos rapazes. Também curti muito.
Mas, foi em Teixeira e em SSA que me tornei uma mulher mais segura, mais senhora de si, de seu poder de sedução e capaz de conseguir o que quisesse. Estudei muito nessa época e me dei muito bem em tudo o que eu fazia.
No início da análise, minha autoestima ficou um pouco abalada, me envolvi com um cafa mais aproveitador que eu poderia conhecer que arruinou a minha imagem perante meus olhos e os olhos de minha família. Foi um ano muito complicado, mas superei legal.
Confesso que em minhas crises eu me torno um sujeito psíquico bem precário sem muita consciência de meu verdadeiro poder, pois não consigo parar de sofrer com tanta facilidade. Mas, minha nega, quando eu páro de sofrer, é uma só. Parece que uma deusa renasce dentro de mim e eu me transformo em uma pessoa muito mais forte e consciente de minhas capacidades.
Estou sofrendo das minhas inseguranças neste exato momento. É triste ter que reconhecer que apesar de saber do meu verdaeiro valor e saber o que eu quero da vida, estou insegura.
Não estou me achando feia, nem burra, nem gorda nem nada, mas estou insegura quanto a mim mesma, como se o meu arranjo psíquico não fosse mais capaz de segurar a minha barra. Como se eu tivesse que mudar algumas coisas de lugar, mas sem coragem de mobilizar mais creca.
Esses dias de inferno astral foi bom para aparar algumas arestas como a vontade de ter outro filho. É como se eu estivesse olhando pra Gui com outros olhos, olhos novos.
Estou sentindo que estou com olhos novos pra muita coisa, inclusive pra mim, pois tô começando a me ver de uma maneira mais doce, com vontade de ser menos agressiva nas minhas escolhas. E cada dia eu tenho me admirado mais com o meu comportamento maduro diante de algumas situações que a vida tem me colocado de frente. Tô começando a me sacar melhor. Crises também são oportunidades de mudar pra melhor, né?

O que eu amo quando te amo?

Tá certo que amar é ótimo, ser amada é maravilhoso, viver uma paixão ardente não tem preço, mas por que nós amamos da forma que amamos? Que porra de identificação é essa? O que é que tu tem que eu identifico em mim e me faz sofrer tanto?Por que simplesmente não te esqueço como deveria ser? Por que amar assim de forma tão masoquista?
Sabe o que me consome mais? Não é reconhecer o que há em mim e eu deposito nele, é saber que eu amei assim a minha vida TODA e será assim pra sempre. Amamos do jeito que amamos. Ponto. O que podemos mudar é nossa relação com essa nossa forma de amar.
Porra. Por enquanto saber disso não me ajuda em nada, pois quantas vezes mais eu ainda vou amar nessa vida? Será que vai ser sempre assim tão dolorida, tão sem razão, tão rasgante, tão sem palavras?
Ontem eu conversava com Má e dizia a ela que se amar era sempre essa coisa, vc se dedica, vive a vida para o outro (meu modo masoquista de amar) e depois ele te dá um pé na bunda e vai viver a vida dele. Se amar é sempre assim só muda de casal, pra que eu vou amar mais? Pra que eu vou ficar na espera de alguém que me arrebate, que me encante e me deixe de quatro?
Tá, tô na TPM, mas mesmo assim, será que é pedir demais identificações mais maduras de minha parte? Será que eu vou ser sempre esse bebê siderado frente a um Outro inteiro, que me domina e não me deixa opção a não ser fazer de tudo pra que ele me olhe, me note e me perceba? Eu tô tão cansada dessa minha forma de amar... Espero que Gui tenha identificações em estágios de desenvolvimentos mais elevados.
Realmente, tenho sofrido muito com isso a ponto de querer saber porque ando me culpando tanto, até a minha forma de relação com o outro está entrando em minha lista de autocríticas.
Será que é saudável tanto sofrimento? Parece que nunca vai passar, parece (??) que eu fico procurando um cascãozinho e quando acho, enfio a unha até sangrar. Tô demais.