segunda-feira, 21 de setembro de 2009

A vida sempre cobra a conta dos excessos

Nunca uma frase fez tanto efeito em minha vida como essa. Não que minha vida seja um transbordamento, mas "excesso de falta" não deixa de ser um excesso. Redundante. Mas minha vida tem sido uma redundância só. Quanto mais eu me viro, me mexo eu volto ao mesmo ponto. A vida me cobrando uma posição e eu tentando dar o fora. chega uma hora que a fatura chega e não dá pra escapar. Eu tô com a conta na mão e sinto o ardor subindo pelo braço.Tá foda.
E uma coisa tá me consumindo: o tempo do outro.
Como posso me permitir dar o tempo do outro se eu nem mesmo me permito um tempo? O meu tempo? Sabe aquele lance de conversas sinceras me interessam? Pois é. Tive uma senhora conversa comigo este sábado e vi que tenho excedido por todos os lados, só não estou sabendo aparar as arestas. Pra falar a verdade, nem sei se quero cortar alguma ponta, pois cada centímetro de minhas coisas são eu, fazem parte de mim.
Será que eu corro tanto realmente pra não perder o controle? Será que se eu me permitir vivenciar as minhas dores eu vou enlouquecer como eu suponho? Será que eu realmente vou suportar o que vem pela frente? Na dúvida, resolvi confiar em mim, no resto que sobrou de mim.
Mas confesso que tô morrendo de medo.

Um comentário:

Lélia Maria disse...

conserve o seu medo. e enlouqueça, se isso for te fazer melhor (e eu acho que vai). enlouquecer é básico! te amo!