sábado, 15 de agosto de 2009

Valeu a pena

Semana passada um carinha que eu conheço veio aqui em casa e ficamos.
Impressionante como química é tudo na hora H. Ele encostava em mim e eu não ouvia, não via, não sentia nada. Só o Carinha. O mais impressionante é que não sou assim tão sem quilometragem. Aliás, já dei umas boas voltas por aí. Pele é tudo.
Eu era casada e tinha muita sintonia sexual com o meu maridinho. Além do que sempre fui desencanada em relação a sexo, sem tantos pudores e nove horas. Mas o lance com ele foi muito marcante. O gato é um gatinho mais novo que eu e nunca achei que pudesse ficar a vontade com uma pessoa mais nova, cheio de testosterona, que faz e acontece com as meninas da idade dele, todas com tudo em cima, magrinhas de vinte anos.
Mas tudo começou bem lá atrás bem antes de rolar algum lance entre nós. Eu o conheço há uns dois anos, temos colegas afins e ele já ficou com uma colega de faculdade. Convivemos muito nesse meio tempo, mas nunca tivemos muita relação, pois ele é tímido e parece que comigo a coisa piora, pois ele fia caladão.
Engraçado que apesar de já ter comentado com minhas colegas que o achava fofo, educado e muito simpático, nenhuma concordava muito com a minha visão, pois sempre elas marcavam que ele tinha namorado com Fulana e que ainda era apaixonado por ela, então seria um bobão igual a ela. Eu fazia questão de ressaltar que ele devia estar inseguro, pois tinha acabado de entrar na UFBA e não conhecia ninguém. Ela devia ter sido a tábua de salvação dele e ele tinha se apaixonado. E quem não tinha se apaixonado por alguém bobo na vida?
Dizia isso, mas lá no íntimo ficava com uma pergunta me martelando: porque ela? O que ela tinha/fazia/era que marcou tanto ele a ponto de ela dizer pra mim que eles não tinha ficado juntos porque ela era mulher demais pra ele?
Como boa histérica que sou, tenho um problema enorme de identificação com outras mulheres: "o que será que ela tem que eu não tenho?". Mulher demais pra ele... Como assim, mulher demais pra ele? Me fala aê o que vc fez com ele e onde ele não foi homem pra vc. (... me ensina a ser mulher demais tb, fofa!...). Fico a me questionar que espécie de sílfide seria Fulana pra dobrar esse fofo no meio e ele não se articular tão bem. Até imaginava a cena na hora H...
Quer matar uma histérica de vez, coloque-a em frente a uma questão com a feminilidade. Ela não morre, mas definha aos poucos. E foi exatamente isso que aconteceu comigo.
Enfim, não esqueci a minha curiosidade, mas percebi um tempo depois que o fofo estava me notando, que eu estava sendo olhada por ele. Bummmmmmmm! A histérica é aquela que se dar a ver ao outro. Beleza. Mas tudo o que eu não queria era ser vista por um homem que tinha sido arrasado por outra mulher, principalmente por aquela que era mulher demais pra ele. E ela (aqui pra nós) não era lá esse mulherão todo que ela dizia ser, logo ele deveria ser muito fraco, viu!
Mas, quando ele soube que eu me separei e ele resolveu investir nas olhadelas e passou a me dar uns perdidos (... gosto de mulher mais velha...). Que coisa, hein? Justo o gatinho educado, fofo, lindo e tímido ensaiando em me dar um mole. Fiquei até comovida.
Um dia, ele estava me cercando e eu saindo pela tangente, disse: "vc era bem apaixonado por Fulana quando vcs namoraram, não é?". "Eu não namorei Fulana, eu fiquei com ela algumas vezes. Estava em uma fase bem carente de minha vida e me apeguei mais do que gostaria. Digamos que quase me apaixonei. Mas ela é sem-noção demais".
Foi a minha gota d’água. Se já estava confusa, pirei. Decidi dar o primeiro passo e mandei meu telefone pra ele. Ele ligou e veio me ver. Sabe de uma coisa? Nunca teria descoberto essa química boa se não tivesse arriscado. Valeu a pena.

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