domingo, 16 de agosto de 2009

Será que eu tô querendo demais?

“liberdade é escolher seus controles” Skinner


Eu estou uma pilha, com a cabeça doendo há meses, chata que só e sempre batendo na mesma tecla: será que eu tô querendo demais? Nem vou viajar na maionese, pois o que está me martelando o juízo é o fato de OL não estar nem aí pra o filho.Como em tantos anos de convivência pude ser tão cega, tão boba e crédula? Não via o que estava diante dos meus olhos e agora que eu “consigo” enxergar chega a doer. Estava pensando sobre o meu relacionamento com OL e cheguei a conclusão que eu fiz tanto que não sobrou nada pra ele fazer. Pelo relacionamento. OK. Mas e agora que não há mais relacionamento, há o filho. Mesmo assim ele continua a não fazer nada.Eu estou tão cansada. Cansada fisicamente mesmo. Com dor de cabeça real e muito estressada. Sei que ninguém tem nada a ver com as minhas escolhas, que tenho que evitar passar meus problemas para os outros e, sabe, esse controle de mim mesma me cansa mais ainda, pois a vontade que eu tenho é de mandar algumas pessoas ir ver se eu estou na esquina. OL é uma delas. Eu to com tanta raiva que não é saudável. Sem falar que estou me cansando do script politicamente social que eu escrevo e reescrevo diariamente. Meus dias tem sido uma batalha diária, mas ninguém tem nada a ver com isso. OK.Estou me lembrando de quando eu era casada, a única vontade que eu tinha era de fugir de casa. Mas fugir pra onde? Quem iria cuidar de meus animais? E quem iria pagar as contas? E o apto? E Gui? Se eu fugisse teria que levar ele. Incontáveis vezes eu pensei em fugir de casa. De MINHA casa. E ir pra onde? Mais fácil seria eu aceitar os problemas e tentar resolvê-los. Foi quando eu aprendi a ter dor de cabeça.Não lembro de ter tido dores de cabeça antes.
Casar não é nada fácil, pois conviver é muito complicado, principalmente quando se ama. E conviver com uma pessoa que simplesmente não sabe conversar sobre os problemas e que vive em um universo paralelo é imensamente pior.
A impressão que eu tenho é que minha vida está passando por mim e me deixando pra traz. E eu querendo correr pra ver se eu a resgato na próxima esquina. Será que pedir pra o pai pegar meu filho quinzenalmente, quando nada pra eu dormir mais, é querer demais? Segundo minha ex-sogra é, sim. Ela criou três e eu só tenho um. Ela sempre está me lembrando que às três da manhã ela estava lavando roupa, enquanto eu acordo pra fazer esteira.
Agora fica a dúvida: pra que vc quer ter outro filho, hein? E adotar porque não tem pai, melhora a situação em quê?

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