segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Conversando ....

de.sen.can.ta.men.to s.m. 1. decepção 2. quebra do encantamento.

Se tem coisas que a análise ajuda é assumir uma postura ativa na vida. Explico. Esse final de semana somado a outros quinze dias atrás a única coisa que tenho feito é farrear (farrar como um colega costuma dizer). Mas chega uma hora que a pessoa por mais que goste de viver imersa no teor etílico que a boemia pode proporcionar, uma hora o pano cai e a vida precisa precisa seguir seu curso. Beber e fazer farra pra não pensar é o fim.
Conversando com Le este final de semana, ela escancarou em minha fuça uma coisa que eu já tinha percebido, mas não tnha feito sentido ainda. Ela disse que nunca me viu tão... "tão deseperdada?", "não, a palavra é outra... desencantada!". Difícil ouvir isso de sua própria irmã, uma pessoa que vc só quer ser referência do bem. Mais difícil ainda é não saber, não poder se explicar, pois nem você sabe a resposta, por mais óbvio que pareça.
Eu que sempre me vangloriei de ser uma pessoa bem humorada, pra frente e de bem com a vida. O que me deixa mais puta com essa situação é que se eu não falar ninguém que me cerca percebe o quanto estou triste, pra baixo e desencantada com tudo. Calma, não vou me matar.
É pior, pois sei que tá tudo uma b*, mas já não consigo ficar me lamentando (exceto aqui, hehehe) da vida. Eu chego nos lugares e me comporto como se tudo estivesse do mesmo jeito. Eu acho que aí está a posição ativa que a análise me trouxe, pois apesar de meu desencanto generalizado, eu não me permito ficar chorando pelos cantos, pois não adianta nada essa atitude.
Eu me lembro quando eu me separei e não tinha forças nem pra levantar da cama, mas precisava minimamente cuidar de Gui. Hoje eu não sei como eu consegui cuidar do meu filho, estudar 6 matérias, trabalhar, atender no serviço, estagiar e não surtar.
A situação era outra, pois estava enlutada e agora é um sentimento de vazio, sem significante. É como uma onda enorme me engolindo e eu sem forças pra lutar.
Acho que vou tomar um café e ler uma poesia.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Minha alma gêmea

Se tem uma pessoa que eu amo é minha irmazinha caçula. AMO. Digo isso com a boca cheia, pois temos uma cumplicidade que muitos casais não têm.
Somos três irmãs. Três mulheres fortes muito parecidas em alguns aspectos, mas completamente diferentes em outros. Somos as três muito firmes em nossos propósitos, o que muda é o foco. As três amamos com unhas e dentes e defendemos o objeto de amor até as últimas consequências. Somos bem carinhosas QUANDO queremos. Amamos uma farra. Somos loucas de pedra. Mas tem coisas que eu e Le não compactuamos tanto quanto eu e Ni.
Eu amo Le e ela sabe disso, Le é muito mais chão, firmeza, razão e lucidez que eu, então muitas vezes nós duas nos tensionamos. Le é visceral, puro sangue em todos os sentidos. Linda, poderosa e chega chegando.
Ni é completamente avoada, vive nas nuvens, coisa mais linda. Não há nada mais lindo que olhar pra Ni e perceber que um segundo atrás ela olhava em meus olhos e no outro... puf! Escapou, evanesceu. Ni é como um sonho bom, daqueles que a gente sonha, sabe que sonhou e ficou com uma pontinha de felicidade só de lembrar que sonhou. Tá bom. Completou seu trabalho psíquico.
Há quem diga que Ni é linda, mas sabe que eu nunca tenho tempo de observar isso? Ela é tão profunda que TODAS as vezes eu me perco em seu ohar e quando eu vejo, eu já escurreguei na gamela e já era eu. Sou uma apaixonada. Uma amante de minha irmã.
Tem dias que eu fico pensando em como eu sou merecedora de ter uma amiga tão intensa e leve ao mesmo tempo. Em como eu sou abençoada de ter as palavras dela todos os dias, tristes e alegres. É ela que me anima quando eu estou triste (eu fico triste, creia). É ela que me ilumina quando estou desanimada. É ela que baixa a minha bola quando estou surtando. É ela que... me dá forças pra ser uma pessoa melhor a cada dia, pois sei o quanto isso é importante pra ela. Ni semdúvida faz a minha vida mais bonita e mais leve. Feliz aniversário, minha alma gêmea.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

O olho que tudo vê

Sabe o que eu mais gosto de postar no meu blog? É que ninguém lê e eu fico achando que um olho (na verdade, um grande olho como do Grande Irmão), lê meu blog e fica acompanhando meus processos de trabalho psíquico... Parece piração, mas quando eu estou dirigindo também acho que tem alguém atrás de mim. Calma! Não é paranóia, primeiro porque eu não acho que essa pessoa me persegue e sim, me segue.
E segundo, porque eu acho é puro voyeurismo. E sabe que dá uma sensação boa saber (ou viajar na maionese) que alguém olha tudo o que você faz? Que vc anda e a pessoa observa você andando? Eu só não acho que a pessoa tem o dom de ler meus pensamentos. Ainda bem, né? Já pensou se além de tudo eu tivesse um pé na psicose? Aí eu não seria histérica.
Vou fazer uma confissão bem íntima: até pouco tempo atrás, coisa de uns anos, eu achava que mainha era capaz de ler meus pensamentos, pois ela falava que sabia tudo o que eu pensava e eu acreditava nisso. Tinha fé mesmo.
A análise me tirou a pureza da vida e isso foi uma das grandes perdas que eu tive, pois não que eu vivesse em um castelo encantado num mundo cor-de-rosa, mas eu ainda acreditava em um mundo que hoje eu vejo que não existe, que só existia em meus castelos aéreos. Tenho saudades daquela época encantada que eu sonhava com um mundo melhor, que eu seria tudo aquilo que eu quisesse, que bastava estudar (ou trabalhar) que a coisa acontecia. É bem verdade que eu sou realmente abençoada e que tudo o que eu desejo acontece, mas não é só por mágica ou crença, é também porque tenho um pé fincado nas nuvens e o outro na vida real. Eu só desejo o que eu vejo que é possível.
Agora a história é bem outra: tenho que deixar cair o véu que encobre as minhas ilusões e deixar sair uma Lila outra que eu nem mesma conheço e estou morrendo de medo de conhecer. Mas isso é história pra outro post.

sábado, 22 de agosto de 2009

Ressaca moral

Às vezes eu perco a paciência com algumas fases de mania que eu tenho. Semana passada foi bem punk pra mim, pois além de me desencantar com minhas próprias ilusões, eu me decepcionei comigo mesma por não aprender com os meus erros.
Parece embolado, mas eu explico. A histérica é aquela que cria sinais sexuais que raramente são seguidos do ato sexual que estes sinais anunciam. Sujeitos histéricos são excelentes candidatos a morar em castelos aéreos... E os castelos aéreos fazem parte de minha rotina.
Mesmo construindo e demolindo estes malditos castelos, eu ainda acredito nos sinais que anunciam a construção de uma nova fantasia e sofro quando não se concretiza. Pode ser o mais simples dos fatos, como por exemplo, planejar (leia-se imaginar e vivenciar a cena MESMO) assistir um filme tal na TV e não conseguir por qualquer motivo. Eu fico triste do mesmo jeito, o que muda é a altura dos castelos, pois a queda é sempre inevitável.
Então tinha caído de uma altura de um prédio de 10 andares e estava toda alquebrada, triste, machucada, doída mesmo, principalmente depois da conversa com o Carinha.
Tem um ano que meu casamento acabou, meu ex sequer vem ver o filho, não me dá ajuda financeira nenhuma, não sai do meu pé (até GPS quer colocar no meu carro...), tô sem grana, reformando a casa, sem coragem pra estudar e cheia de coisa pra ler, no trabalho os processos estão caindo por cima de mim, sem previsão de chamar ninguém do concurso novo. E pra piorar (ou melhorar, sei lá), estou com um estágio bombástico que fazemos visitas domiciliares a usuários de CAPS que estão em crise ou internados em algum hospital psiquiátrico. Enfim, a histérica é aquela que goza da insatisfação e se coloca no lugar de vítima de alguma situação (criada por ela, obviamente).
O que mais me decepcionou neste imbróglio? O fato de ser excluída pelo Carinha, o fato de ele não ter feito questão de mim, de me colocar no lugar de resto na equação... Isso me mobilizou de uma maneira. Imagina: se apaixonou por aquela piriguete sem noção e me esnoba desse jeito? Justo a mim?
Então, ontem estava ponto de surtar em minha fase maníaca. Chamei uma amiga pra cair no mundo comigo e claro que eu iria pra um lugar cheio de testosterona. Fui a um pub meio com cara de bar de azaração aqui no Red River mesmo (moro no melhor lugar do mundo!!!). Mil e uma boemias, beijos e pegações depois, eu e Déa chegamos em casa e me bateu a maior ressaca moral, pois eu fiz exatamente o que eu não acredito: participei de uma noitada totalmente voltada para um consumo vazio, onde as pessoas se mostram em uma vitrine para ser consumido pelo outro igualmente despersonalizado. Justo eu que sou anticonsumismo... Fiquei bem mal, pois fui vestida semelhante às meninas que estava lá, estica de última e salto altíssimo, todas iguaizinhas. Estava me achando linda, sensual e muito bem notada, lembro de ter pensado “Fulaninho freqüenta este tipo de lugar e as meninas são tão artificiais, tão lindas e tão diferentes de mim, o que ele quer comigo então? Só me comer?” Me senti pior ainda, pois desde sempre eu tinha essa pergunta no meu íntimo... E ontem eu vi escancarado em minha frente que nossos mundos são opostos. Foi bom pra eu saber de que material eu sou feita.

Fulaninho? Carinha? OL? VCs são todos iguais e só servem pra me deixar muito pior. Vou é arranjar outro(s)!!!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Gentileza é tudo!!!

"O mundo é uma escola; a vida é o circo; amor palavra que liberta; já dizia o Profeta" M. Monte
Eu ando meio de saco cheio de alguns comportamentos. Até entendo que cada um está na vida como pode e que nem sempre é possível tratar as pessoas com o respeito e a dignidade que o outro merece, pois simplesmente a pessoa não sabe como fazê-lo. Mas, mesmo assim tem determinadas atitudes que eu não tolero.
Atitude pra mim é tudo. Se a pessoa não consegue lidar com o outro que simplesmente não tente ou seja franco e diga qual o seu limite. Eu duvido que quando as coisas são colocadas de maneira clara, por mais cabeçudo que o receptor seja, vai saber ouvir e quando nada ponderar. Mas eu percebo que as pessoas têm um pouco de dificuldade de reconhecer seus limites e por conta disso não sabem lidar com o limite do outro. E abusam.
Que tristeza a minha descobrir da pior maneira possível que tem homens que tem medo de se deixar perceber pelo o outro.
Eu estava pensando nisso quando eu percebi que muito do meu problema quando se trata de relacionamentos é que eu me entrego muito e não dou tempo para o outro demandar, querer ficar comigo. Além do que eu tenho uma “predisposição” pra me envolver em montagens perversas, em me colocar nas relações na posição de objeto de gozo do Outro. E o outro goza mesmo, pois eu permito. Sou uma histérica típica, com carteirinha do clube de Anna O e tudo. O meu desejo é o desejo do Outro e se esse Outro tem traços perversos e me coloca na posição de objeto, é lá que eu fico nas relações. FICAVA.
E sabe qual é a pior coisa? É eu saber que ele, assim como eu, não queria grandes envolvimentos, só leveza. Perdi(emos).
Mesmo querendo curtir uma história leve, sem grandes compromissos eu não vou fazer nada. Vou ficar parada no meu lugar. Não sei como e a que custo, pois não nego que já estive com o celular na mão pra me encalacrar novamente e não o fiz. Fazer como o AA, viver um dia de cada vez.
Mulher é foda!!! Mesmo sabendo que o homem não quer, ela fica querendo e querendo e querendo. Será que só eu que sou assim?

domingo, 16 de agosto de 2009

Será que eu tô querendo demais?

“liberdade é escolher seus controles” Skinner


Eu estou uma pilha, com a cabeça doendo há meses, chata que só e sempre batendo na mesma tecla: será que eu tô querendo demais? Nem vou viajar na maionese, pois o que está me martelando o juízo é o fato de OL não estar nem aí pra o filho.Como em tantos anos de convivência pude ser tão cega, tão boba e crédula? Não via o que estava diante dos meus olhos e agora que eu “consigo” enxergar chega a doer. Estava pensando sobre o meu relacionamento com OL e cheguei a conclusão que eu fiz tanto que não sobrou nada pra ele fazer. Pelo relacionamento. OK. Mas e agora que não há mais relacionamento, há o filho. Mesmo assim ele continua a não fazer nada.Eu estou tão cansada. Cansada fisicamente mesmo. Com dor de cabeça real e muito estressada. Sei que ninguém tem nada a ver com as minhas escolhas, que tenho que evitar passar meus problemas para os outros e, sabe, esse controle de mim mesma me cansa mais ainda, pois a vontade que eu tenho é de mandar algumas pessoas ir ver se eu estou na esquina. OL é uma delas. Eu to com tanta raiva que não é saudável. Sem falar que estou me cansando do script politicamente social que eu escrevo e reescrevo diariamente. Meus dias tem sido uma batalha diária, mas ninguém tem nada a ver com isso. OK.Estou me lembrando de quando eu era casada, a única vontade que eu tinha era de fugir de casa. Mas fugir pra onde? Quem iria cuidar de meus animais? E quem iria pagar as contas? E o apto? E Gui? Se eu fugisse teria que levar ele. Incontáveis vezes eu pensei em fugir de casa. De MINHA casa. E ir pra onde? Mais fácil seria eu aceitar os problemas e tentar resolvê-los. Foi quando eu aprendi a ter dor de cabeça.Não lembro de ter tido dores de cabeça antes.
Casar não é nada fácil, pois conviver é muito complicado, principalmente quando se ama. E conviver com uma pessoa que simplesmente não sabe conversar sobre os problemas e que vive em um universo paralelo é imensamente pior.
A impressão que eu tenho é que minha vida está passando por mim e me deixando pra traz. E eu querendo correr pra ver se eu a resgato na próxima esquina. Será que pedir pra o pai pegar meu filho quinzenalmente, quando nada pra eu dormir mais, é querer demais? Segundo minha ex-sogra é, sim. Ela criou três e eu só tenho um. Ela sempre está me lembrando que às três da manhã ela estava lavando roupa, enquanto eu acordo pra fazer esteira.
Agora fica a dúvida: pra que vc quer ter outro filho, hein? E adotar porque não tem pai, melhora a situação em quê?

sábado, 15 de agosto de 2009

Valeu a pena

Semana passada um carinha que eu conheço veio aqui em casa e ficamos.
Impressionante como química é tudo na hora H. Ele encostava em mim e eu não ouvia, não via, não sentia nada. Só o Carinha. O mais impressionante é que não sou assim tão sem quilometragem. Aliás, já dei umas boas voltas por aí. Pele é tudo.
Eu era casada e tinha muita sintonia sexual com o meu maridinho. Além do que sempre fui desencanada em relação a sexo, sem tantos pudores e nove horas. Mas o lance com ele foi muito marcante. O gato é um gatinho mais novo que eu e nunca achei que pudesse ficar a vontade com uma pessoa mais nova, cheio de testosterona, que faz e acontece com as meninas da idade dele, todas com tudo em cima, magrinhas de vinte anos.
Mas tudo começou bem lá atrás bem antes de rolar algum lance entre nós. Eu o conheço há uns dois anos, temos colegas afins e ele já ficou com uma colega de faculdade. Convivemos muito nesse meio tempo, mas nunca tivemos muita relação, pois ele é tímido e parece que comigo a coisa piora, pois ele fia caladão.
Engraçado que apesar de já ter comentado com minhas colegas que o achava fofo, educado e muito simpático, nenhuma concordava muito com a minha visão, pois sempre elas marcavam que ele tinha namorado com Fulana e que ainda era apaixonado por ela, então seria um bobão igual a ela. Eu fazia questão de ressaltar que ele devia estar inseguro, pois tinha acabado de entrar na UFBA e não conhecia ninguém. Ela devia ter sido a tábua de salvação dele e ele tinha se apaixonado. E quem não tinha se apaixonado por alguém bobo na vida?
Dizia isso, mas lá no íntimo ficava com uma pergunta me martelando: porque ela? O que ela tinha/fazia/era que marcou tanto ele a ponto de ela dizer pra mim que eles não tinha ficado juntos porque ela era mulher demais pra ele?
Como boa histérica que sou, tenho um problema enorme de identificação com outras mulheres: "o que será que ela tem que eu não tenho?". Mulher demais pra ele... Como assim, mulher demais pra ele? Me fala aê o que vc fez com ele e onde ele não foi homem pra vc. (... me ensina a ser mulher demais tb, fofa!...). Fico a me questionar que espécie de sílfide seria Fulana pra dobrar esse fofo no meio e ele não se articular tão bem. Até imaginava a cena na hora H...
Quer matar uma histérica de vez, coloque-a em frente a uma questão com a feminilidade. Ela não morre, mas definha aos poucos. E foi exatamente isso que aconteceu comigo.
Enfim, não esqueci a minha curiosidade, mas percebi um tempo depois que o fofo estava me notando, que eu estava sendo olhada por ele. Bummmmmmmm! A histérica é aquela que se dar a ver ao outro. Beleza. Mas tudo o que eu não queria era ser vista por um homem que tinha sido arrasado por outra mulher, principalmente por aquela que era mulher demais pra ele. E ela (aqui pra nós) não era lá esse mulherão todo que ela dizia ser, logo ele deveria ser muito fraco, viu!
Mas, quando ele soube que eu me separei e ele resolveu investir nas olhadelas e passou a me dar uns perdidos (... gosto de mulher mais velha...). Que coisa, hein? Justo o gatinho educado, fofo, lindo e tímido ensaiando em me dar um mole. Fiquei até comovida.
Um dia, ele estava me cercando e eu saindo pela tangente, disse: "vc era bem apaixonado por Fulana quando vcs namoraram, não é?". "Eu não namorei Fulana, eu fiquei com ela algumas vezes. Estava em uma fase bem carente de minha vida e me apeguei mais do que gostaria. Digamos que quase me apaixonei. Mas ela é sem-noção demais".
Foi a minha gota d’água. Se já estava confusa, pirei. Decidi dar o primeiro passo e mandei meu telefone pra ele. Ele ligou e veio me ver. Sabe de uma coisa? Nunca teria descoberto essa química boa se não tivesse arriscado. Valeu a pena.

domingo, 9 de agosto de 2009

Problema seu!!!

Eu comecei este blog com a intenção de relatar a minha luta para emagrecer. Emagreci, não tanto quanto eu gostaria, é bem verdade. Mas, no decorrer de minha luta insana por emagrecimento eu me perguntava se seria possível ser tão obsessiva por dieta, reeducação alimentar, malhação e afins. Meu cunhado (... sempre ele, que tem o divino dom de me trazer pra vida real com seus toques de realidade do tamanho de uma pata de elefante...), me perguntava uma vez se era catártico encher a cara de comida e depois postar " enfiei o pé na jaca, tô na m...". Como sempre Amaury tem a qualidade de me fazer pensar.
Eu gosto muito disso, pois durante muitos anos eu lutava contra o choque de "realidade da vida real" que Amaury me mostrava na cara com tanta certeza e verdade. Eu preferia ficar chateada, sair e não ouvir. Hoje eu PRECISO dos toques dele, pois são tão pontuais, certeiros e sem a maldade que eu julgava que tinham.
Emagreci muito mais quando desisti de ler blogues de emagrecimento, pois são uma realidade que não me pertence: não tenho tempo para fotografar prato, pra fazer horas de academia, pra contar calorias sempre, pra fazer comida "politicamente saudável". Amaury sem saber me emagreceu mais que qualquer sibutramina, principalmente quando ele diz que meu lema é "comi demais".
Sei que estou acima do peso, que preciso emagrecer pra ficar gatinha, pra caber nas roupas, pra fazer bonito nas festas, pra agarrar um namorado gostosinho, mas será que como eu sou não é suficiente pra prencher esta lista? Eu fico lembrando de Cláudia M. falando que quando ela estava fazendo análise e dizia "o que as pessoas vão falar?", a analista dizia: "problema dele/dela". E é isso aí: problema de quem não me acha adequada pra alguma categoria. Cada dia que passa tenho a impressão que quanto mais eu sofro pra me enxergar no meu espelho plano do estádio do espelho lá de bem atrás, eu percebo que realmente de nada importa tá me punindo, não adianta fazer tanto, pois nunca vamos chegar onde as pessoas querem. So, problema dele/dela!!!
Como dizia o sábio, filósofo Amaury: "no final, os homens preferem as de 20 anos. Se forem magrinhas e loirinhas melhor ainda.". Então, linda, já que nem loira, nem magra e nem 20 anos vc tem: cante, dance, saia, beije na boca e pronto. Problema seu se eu não me encaixo em alguma categoria sua!!!
É isso aí. Tô até melhor de minha TPM amiga.

sábado, 1 de agosto de 2009

Por que eu tenho que deixar a minha vida de lado e seguir a sua? Será que se eu for o que eu sou não serei suficiente pra vc? Eu fico puta da vida com homem, pois eles deixam a gente perceber que somos especiais, lindas, interessantes, mas na primeira oportunidade querem nos moldar em alguma forma de objeto de amor que eles têm impresso no inconsciente... Porra!
Não serei o que vc quer, não seguirei vc e se vc quiser ficar comigo vai ser do jeito que eu sou. Fim de caso II.