terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Hoje eu recebi uma péssima notícia: meu reveillon foi por água abaixo. Eu e uns amigos estávamos contando com uma festa alternativa que iria rolar aqui em Salvador, mas a festa foi cancelada. Sabe quando você espera mais de um ano pra ir pra algum lugar? Foi o que me aconteceu. Ano passado eu estava na maior vontade de ir a esta festa, mas estava ainda de bode porque meu casamento tinha acabado e não achei que estava no clima de curtição e resolvi ficar em casa com Gui e  Juju, minha sobrinha, e fazer uma boa ação: permitir que minha irmã e marido tivessem um reveillon divino.
Sei que reveillon é uma noite como outra qualquer e que a festa é pura pilha pra vc consumir, mas esse ano eu pretendia fazer alguma coisa bem legal, dentro do espírito de curtição que eu atualmente estou. Parece até recado dos deuses. Sabe que fiquei até de luto e não tô mais a fim de ir pra canto nenhum? Fiquei meio bolada e achando que pode ser uma boa oportunidade de ficar quietinha em meu canto. Vamos ver o que será.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Hoje é o último domingo do ano e se os próximos domingos de minha vida forem uns 10% desse eu já tô no lucro. Eu e Lé, minha irmã do meio, estamos na casa de Ni (minha irmã caçula) que foi com o marido e a filha a um encontro de casais e o que isso possa significar. Enfim, enfim!! Estamos eu, Lé e rebentos em uma casa no meio do nada no interior de uma cidade da Bahia. Um lushow!!!
Ontem nós assistimos um filme muito legal, " A Verdade Nua e Crua" desses comerciais feito pra mulherzinhas, mas nós somos mulhrezinhas românticas e por mais que eu me esforce pra parecer modrenosa, nem aê pra coisas frufrus e filmes água com açúcar, eu me divirto horrores com eles, simplesmente porque quem os escreve entende muito bem de como é o comportamento do homem e da mulher no amor e tira partido dessas diferenças. Um filme que vale a pena assistir pra reconhecer seus erros.
Outro luxo: dorminos no ar condicionado!!!!!!!!!!! Tomei banho no chuveirão do quintal sem medo de aparecer algum homem e claro, óbvio, ouvimos Raul Seixas nas alturas bebendo cerveja quente. Detalhe, pois a feliciddade não precisa ser tamanha de ter uma boêmia geladíssima. Domingo sem igual.
O almoço? Não foi josefina porque não tinha, mas foi feijão com linguiça fritinha com cebola e farinha. No words pra significar tamanha bonança.

Ps. do Ps do Ps.: Ontem eu "avistei" um homem que poderia ser ds meus sonhos e que estava olhando pra mim. Sabe um homem com todas as tintas de homem? Grande, ombros largos, uns 35 anos, com cara de safado aposentado, com um filho a tiracolo... Nem acreditei que eu tava com roupa de usar dentro de casa... Isso tudo é para ouvir Gio qundo ela fala que só devemos sair arrumadas, pois aquela colega invejosa só aparece quando estamos horrorosas. E o que dizer quando aparece um gato?

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Ontem a comemoração da noite de Natal foi na casa de minha mãe, no interior da Bahia. É engraçado, pois lembro que a minha infância e adolescência m achava diferente de meus colegas, pois não tínhamos o hábito de cmemorar o Natal e muito menos de ter uma família reunida em volta de uma mesa. Cada uma ia pra um local e pronto. Mas eu sempre falei que queria uma família que fosse "família" e parece que agora depois de tanto desejar enfim virou realidade.
Casei, entrei em uma família que se reúne sempre, me separei e continuo a me reunir com eles pelos mesmos motivos e parece que a minha família resolveu também realizar os meus desejos. Mainha se casou novamente e depois disso, ela está muito mais feliz, mais bonita, mais jovial e mais alegre, fazendo coisas que realmente me surpreende. E uma delas é valorizar a família, aliás, as famílias, pois temos nos reunido constantemente com a família de Tonho, marido de minha mãe.
E ontem foi uma noite muito especial: as crianças recebendo presentes, abrindo, mostrando, correndo de um lado pra outro, nós adultos trocando lembranças, participando de amigos ocultos, todos muito felizes e satisfeitos. Minha mãe até fez uma brincadeira de Natal, foi realmente muito bom. Depois veio a ceia, uma delícia. Teve até Papai Noel. Meu cunhado se vestiu com uma fantasia e colocou os presentes nos sapatinhos das crianças e deu até tchauzinho pra elas. Foi bem divertido.
Isso é assunto para outro dia, pois sou contra essa ideia de Papai Noel e Gui nem sabe quem é, tanto que o chama de vovô Noel e se depender de mim, vai ser assm sempre.
Foi uma noite realmente gostosa e hoje tem mais, o restone com sobrone de ontem será o almoço farto e maravilhoso de hoje.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Ontem passei o dia inteiro arrumando meus papéis, apostilas, revistas e livros e programando as minhas leituras para 2010. Percebi que não consegui ler nem a metade do que havia me programado e que várias metas traçadas para 2009 ficaram de fora de minha vida. São elas:
# Falei muito de mim e dos meus sentimentos;
# Não dormi o quanto deveria/gostaria;
# Não segui a minha planilha de estudos e leituras;
# Só li UM livro extra UFBA;
# Vi muita TV e agora em novembro, dezembro fiquei viciada em net (coisa que nunca tinha me acontecido antes - culpa dos blogs tão interessantes...);
# Não emagreci nem fiz a quantidade de exercícios que eu queria;
# Não fiz dieta, parei de comer frutas e as sementes;

Algumas pessoas me perguntam porque eu faço tanta lista, estabeleço tantas metas, se não me dá angústia quando verifico que não estou cumprindo. É, de fato, dá uma gastura, uma ansiedade monstra quando eu percebo minha pilha de papéis aumentando ou quando minha pele está péssima por causa de minha alimentação sem critério, ou quando engordo, etc. Mas há coisas que não têm preço como verificar os meus progressos (se eu não listasse, não teria a oportunidade de me orgulhar de mim). São eles:
# Eu cumpri muito bem o qu estabeleci em relação à Gui: dei mais atenção a ele, disponibilizei cada horinha livre para ele, fui pra aula de música, praia, shopping (arg!!!), teatrinho, festinhas e fiquei de bobeira na cama, no chão, no sofá, na porta de casa, etc. Passei 90% dos finais de semana com ele. Yes!!!!!!!!!!
# Financeiramente, paguei umas contas antigas, mas não poupei quase nada;
# Fiz o curso de clínica com bebês de risco no Infans (atual Viva Infância);
# Ganhei um carro e voltei a dirigir. Isso disparado foi a maior mudança em 2009, pois se eu já era autônoma e fazia 1000 coisas de ônibus ou "de a pé", imagina de carro?
# Minha vida social deu uma equilibrada, pois eu sigo a minha planilha, então sei bem aproveitar o tempo livre e me programo com certa antecedência pra sair.

Minha vida é teleguiada por uma, duas ou mais planilhas. Pode ter certeza que quando eu tiver na maior angústia é porque eu tô sem projeto, a deriva mesmo. Prefiro programar meu GPS pra ficar mais livre. Contraditório, né? Não, comigo quanto mais eu me programo, dimensiono meu tempo e minhas atividades, mais eu ganho em autonomia, independência e qualidade de vida.

Mas, de longe o que mais me mobilizou este ano não estava em lista nenhuma (ainda bem que o inconsciente sempre dá um jeito de escapar e a pulsão de se satisfazer). Eu me apaixonei e, apesar do sofrimento de não ser correspondida, foi uma das experiências que mais gratificantes desse ano, pois não achava que eu estava disposta a pagar o preço de uma paixão em um período tão conturbado de minha vida. Foi um banho de libido pra o meu ego e uma delícia se sentir olhada e desejada por uma outra pessoa. Acho que vou até incluir nas minhas próximas listas este item. (just kidding!!!)

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Este final de semana eu e Gui fomos pra FSA comemorar o aniversário de minha sobrinha Juju. Gui já chegou dodói, com uma febre vinda Deus sabe de onde. Eu e Ni o levamos ao médico e o panaca não disse nada, apenas que era pra dar tilenol e novalgina intercalados a cada 3 horas, caso a febre não passasse, pois era muito cedo pra dar um diagnóstico ou para prescrever algum exame laboratorial.
Sabe de uma coisa? Cada vez que eu encontro profissionais de medicina tão fraquinhos eu penso em como seria bom pra terminar de piorar a saúde pública no Brasil se o ato médico fosse aprovado MESMO e que TODOS os atos de outros profissionais como TO, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogos sejam prescritos por médicos. Se a saúde no Brasil já está um caos, imagina aê como vai ficar. Quero ficar de camarote vendo a população carente ir para o ralo, pois a classe média e a alta tem plano de saúde ou grana pra se tratar com os melhores do ramo. Ai, ai. Eu cada dia mais perco minhas esperanças com o país e às vezes fico me perguntando por quê. (Mas, meu bom senso espera que este ato médico seja arquivado)
By the way, domingo foi a festinha de Juju e foi uma delícia, além do que eu comi demais (quero uma novidade) e ontem foi a festinha na escola de Gui e a novidade foi o pai dele ir e participar(!!!). No final das contas, OL gostou muito e acho que está percebendo o tempo que perde ficando longe do dia-a-dia do filho. E das noites tb, pois Gui está incrementando seus espetáculos noturnos.
O show de ontem a noite começou do nada às 2 hs e estava quase amanhecendo quando ele parou de berrar e me chamou dizendo que queria o nescau e ver desenho na TV. Perguntei a ele porque ele estava chorando e ele disse que estava com medo do escuro (o tempo inteiro o luz estava acesa). Umas cinco horas, ele adormeceu. Às sete e meia, ele já acordou berrando do ponto que tinha parado na noite anterior. Eu já estava calma, deixei, liguei a TV no desenho e fiz de conta que não era comigo. Fiz um ovo, avisei e segui a minha vida. Só parou de berrar às nove, quando eu peguei a força, dei um banho e mostrei que estava chovendo e que tinha sido bom não ter ido pra praia...
Eu realmente tô sem saco pra tanta birra. A vontade que tenho é de deixar ele se estatelar de tanto chorar e pronto.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Pensei que nunca mais iria postar "comi demais e jaquei total", mas ultimamente é quase o meu lema. E pra piorar, não tenho feito esteira, nem estudado, nem organizado a minha vida, os meus estudos, nada! A única coisa que tenho feito é farra. Desde quarta da semana passada eu não faço nem dieta nem exercícios... Tô a deriva. E sabe? Não tô nem aê. Com tanta confraternização, praia, saídas noturnas, amigos, quem consegue fazer exercícios e dieta?
Minha vida tá uma piração, sem controle e sem arestas e não sei porquê. Fico lendo blogues e textos nada a ver. Comecei a ler um livro "À espera do sol" de Michael Greenberg e estou gostando muito. Mas fora isso, só praia com Gui e vovó e titia.
Ontem eu e uma amiga fomos a um barzinho aqui perto e foi muuuuuuito legal.
Eu ia pra o ensaio de Jau, mas me bateu uma gastura, uma tristezazinha de estar saindo sempre, sempre e sempre. Aí pra variar fui ver um sambinha aqui perto mesmo, uma delícia. Mas, sabe quando é chagada a hora de parar de correr atrás das borboletas e de ficar no sofá? (pieguíssimo, mas é a mais crua verdade...) Estou cnsando de ficar pra cima e pra baixo, tô com vontade de centrar em mim e em meus projetos que não são poucos e precisam muito de minha anergia. Se eu ficar zapeando por aí, já era dieta, exercício, tempo pra fazer o resto todo (mais importante).
Não tô aqui defendendo que eu vou virar monja, mas tô a fim de ficar seduzida com a ideia de sair e não sair porque é quinta, sexta... Sair por puro prazer como estava acontecendo antes. Tô chatona mesmo.
E final de ano chegando, mil coisas pra fazer, mil lugares pra sair, ufa!!! Tô cansada só de pensar no tanto de lugar que eu TENHO que ir, pois são protocolares. Eu amo sair e seria hipocrisia minha dizer que eu saio e não gosto, mas desde o ensaio de Jau e o meu aniversário, qualquer saída poderia ser substituída por uma bela noite de sono sem prejuízo algum.
Ontem começou o meu projeto 101 coisas em 1001 dias. Vamos que vamos!!!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Meu semestre acabou. Ótimo. Apresentei o caso clínico no seminário de avaliação do Padac e percebi que quando estou nervosa eu falo muuuuito devagar e que preciso falar mais rápido. Imagina segurar a angústia mais tempo do que é realmente necessário? Mas agora posso dizer meu famoso "enfim", não tão enfim assim, pois o estágio continua até o final o ano. Eca!
Ao menos nossos casos clínicos estão bastante encaminhados e chegando ao final. Falta o relatório de estágio pra entregar ao todo-poderoso, mas isso é mamãe.
Fiz uma lista de pendência e cumpri todas as metas, exceto estudar. Mas isso é assunto para outro(s) post(s). Angústia... Fim de ano chegando e minha pilha de papéis para dar conta aumentando a olhos vistos.
Fiz altas farras estes dias, mas bebi apenas na sexta de tarde (vodca) e a noite (cerveja) pra comemorar o final do semestre e a oktober fest (enfim saiu, não tão legal como eu imaginava, pois o pessoal amarelou).
A greve acabou e o PCCS chegou a um meio termo, não tão bom como seria, mas razoável. Falarei disso em outro post. Como estou de férias e nos dois últimos dias de trabalho os computadores não fncionaram (serviço público é uma m*), eu vou trabalhar na quarta pra zerar minha carteira, pois estou cheia de petições pra juntar nos processos e processos pra dar andamento. Enfim, enfim.
Sábado tive uma noite e tanto: fiquei no sofá com a cara na TV, dormindo e acordando e assistindo aos meus filmes daquele jeito que amo... E só comi duas coalhadas light com granola (progresso total). Há muito tempo não tinha um sábado a noite tão ao meu modo. D I V I N O. Sem preço. Giboiei umas 8 horas. E Gui no quarto dormindo como um anjo.
Outra novidade: fiz minha lista de 101 coisas em 1001 dias. Era pra ter feito em 2008. Imagina aê! Tem de tudo, inclusive seguir minhas milhares de listas. Não vou postar, pois é muito íntima e apesar de não estar na lista, uma das minhas decisões de vida é não falar muito de minhas coisas. Ser menos explícita.
Fiquei de fazer uns updates e aí eu posto os meus sucessos. Eu pretendo seguir TODOS os itens a risca.
Tô tão tranquila que posso sair voando.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

I'm a barbie girl!!! Pintei as minhas unhas de rosa pink. Uau! Tô realmente poderosa, como uma Barbie.
É engraçado, pois estou arranjando várias coisas pra fazer pra não fazer o que realmente preciso: a exposição de um caso clínico para apresentar sexta no seminário de avaliação do Padac. Que saco! Esse estágio não vai acabar nunca? Não tô suportando mais. Enfim, estamos na reta final. E eu postergando, coisa que raramente faço.
Mas a pulsão precisa de satisfazer de alguma forma, né? Não posso falar o que gostaria com o supervisor, então desconto no relato de caso. Pior pra mim. Já que estou no inferno, vou abraçar o capeta de uma vez.
Hoje fui pra minha análise e claro que questionei as minhas relações com o outro e principalmente, porque eu fui me meter nesse estágio já sabendo quem era a peça (o professor doutor blablabla). Mas de tudo o que eu tenho vivido no Padac o que mais me incomoda é o fato de MV não me deixar falar sobre os atendimentos. E na última supervisão isso ficou transparente pra mim, pois eu estava na primeira frase do relato de um contato com uma paciente e ele não me deixou falar mais nada e quanto mais eu tentava falar, mais ele falava, esbravejava, me criticava. Percebi isso como um click e decidi que se eu não conseguia falar nunca mesmo, se minhas dúvidas só faziam aumentar, então pra que na reta final, faltando menos de um mês pra o estágio terminar, pra que eu ainda queria falar se ele não queria ouvir?
Parei de querer falar, parei mesmo, como uma decisão, não da boca pra fora, mas decisão interna, consciente, tranquila. E sabe que esse lance de inconsciente funciona? Pois ele parou de falar, esbravejar, vociferar. Perto do que ele é, ele ficou até calmo. Daria até pra tentar continuar o relato, mas eu não queria falar nada mais mesmo. Acho até que se eu fizesse menção que iria falar, ele começaria a vociferar novamente. Não quis pagar pra ver.
Minha dupla acha que ele não me deixa falar porque eu também não deixo ninguém falar. Põde ser, mas ele não faz isso apenas comigo. Sabe que cansei de tanta suposição de saber sobre o outro? Cansei de ele saber que eu não sei nada, que quem resiste sou eu, porque toda resistência é do analista, de que eu não sei o que é uma psicose, que eu não isso, que eu não aquilo. Quem ele acha que é pra saber de mim mais do que eu? Quem ele acha que é pra se arvorar no direito de gritar comigo como ele grita ( e com tanto mau hálito)? Ah!!!! Me poupe. Tô realmente cansada de tanto poder. Tá, errei em me inscrever no estágio mesmo sabendo que ele era essa pessoa grossa, estúpida e que pega esado com os estagiários, mas quando nada que eu conseguisse relatar meus casos...
Vou terminar meu estágio com mais dúvidas do que quando entrei. Só aprendi do que não estava nos livros que o psicótico continua delirando mesmo quando está medicado. Mas o melhor de tudo foi ver como é o funcionamento psíquico de um psicótico. Livro nenhum me traria tamanha experiência. Suportar essa fera foi bom pra ver a beleza dos alienados.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Incrível como Má tem o dedo podre. Eu e Ieda vivemos dizendo isso a ela. Quer sair e só encontrar gay? Pede a Má pra escolher o roteiro. Meu Deus!!! Toma, Lila! Quem mandou sair em uma segunda-feira , final de semestre, com 8 pacientes, precisando estudar a teoria e os casos clínicos de cada um? Pouco e bom, bem feito!
Meu Deus! Eu fico pensando no que Amaury me falou, é incrível, mas toda vez que eu saio é isso. Amaury e suas teorias machistas.
Tá, já sei que não dá pra se apaixonar noitada adentro (mesmo que o fofíssimo do Jorge Washington esteja em todas), mas quando nada se interessar pra ver se surgem outras possibilidades de olhares. Que nada! Ir ao Porto da Barra às 6 da manhã com Gui e minha ex sogra traz mais proveito que essas minhas saídas. Quando nada tem uns mergulhadores gatinhos que vc fica se perguntando como seria sem aquela parafernália toda e por onde andará quando não estão cumprindo o seu papel de sereio.
Eu hein! Dá uma vontade de largar tudo, de desistir e ficar em casa estudando e vendo filmes e seriados e meus livros e minhas revistas e meus blogs e meus pensamentos... É, realmente ficar "emimesmada" é mais proveitoso. Tenho dito.
Má ontem me perguntou se eu nunca tenho vontade de ficar em casa. Até parece que eu só ando na rua. Que representação as pessoas têm de mim. Será que tenho realmente essa cara de arroz de festa?
Ontem fomos ao Samba da Igreja, lá na Barroquinha, ao lado do Espaço Unibanco. Muito legal o espaço, cerveja gelada e barata, galera gente como a gente, mas só gay e homens acompanhados. Me senti Briget Jones. Aliás, eu sempre me sinto Briget Jones. Eu só queria saber cadêo meu Darcy com suas costeletas enormes...
Cheguei em casa tão down que bati um pratão de macarrão (meu almoço de hoje) e pra rebater comi um brigadeirão de OL que está na geladeira há zilhões de anos. Parecia uma pedra pré-histórica.
Pra variar, dormi no sofá vendo um filme que não sei o nome.
Hoje, a palhaçada estava armada em S. Lázaro, pois palhacinho resolveu me "mostrar" que está se botando pra outra. Um acting out completo. Vi e caí fora, espero que ele tenha percebido que eu não tô nem aê pra ele, ela e todo o mais. Quem dera fosse tão aritmético assim, né?
Pois apesar de saber conscientemente que a coisa já era a um tempão, que eu não tô interessada nele, mas fico me perguntando porque ele me fisgou tanto e onde foi, além do olhar que já não é mais pra mim, já está triangular.
E percebi também que eu consegui, mesmo sem querer, sem saber, sair da posição de objeto do gozo escópico que ele me colocava. Não me pergunte como, pois eu não sei. Só me dei conta depois que ele veio conversar comigo e me disse com todas as letras que andava ouvindo minhas conversas. Pois é, análise fazeno seu efeito.
Depois daquele sonho da bolsa, parece que meu desejo deu uma deslizada mesmo, pois até estou "conseguindo" me interessar, me ver desejando outros homens. É f* a minha maneira de estar no mundo. É f* fazer análise. É f* não ser uma p* e sair dando pra todo mundo. Eu queria ser uma mulher daquelas que fazem e acontecem sem se arrepender depois. Mesmo.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Qdo li, lembrei de vc

OS DOS E DON’TS DA NOVA ETIQUETA SEXUAL
1) Faça tudo para satisfazê-la na cama. Não economize nada. Mas, se apenas um tiver que chegar ao êxtase, que seja você.
2) Se sua língua encontrar um piercing íntimo, cuidado para não retirá-lo sem querer.
3) No tapete, é melhor que na areia. Na cama, melhor que no tapete.
4) Na dúvida sobre o nome, cale-se.
5) Não grite como se estivesse na arquibancada.
6) Tampouco sussurre como se estivesse num confessionário.
7) Evite cantar no pós-coito a não ser que tenha certeza de sua afinação e bom gosto musical.
8 ) Jamais perguntar se foi bom porque é uma prova de que não foi, ou você teria percebido.
9) Nunca conversar, mesmo que ela fale na previsão meteorológica. Nestes casos, beijar não para acendê-la e sim para calá-la.
10) Se falhar, não disserte e nem explique. Vista-se com honra e dê um pulo na farmácia.
11) Jamais explicar o significado de sua tatuagem em chinês e nem perguntar o da dela, caso ela tenha.
12) Se ela não disser que é grande, não pergunte e nem deduza daí que é menor que o dos outros.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Ontem foi um dia abençoado.
Estava muito nervosa com a apresentação do seminário e me senti uma farsa lá na frente do auditório - com ar condicionado e tudo! -falando sobre um assunto que eu não dominava e tentando mostrar um conhecimento que eu não tinha e nem adquiri. Saí da apresentação, que foi boa, me sentindo péssima. Mas, acabô! É tudo o que eu posso falar. Ao menos é um estímulo aversivo a menos. Amanhã tem uma prova de Terápicas I. É Psicanálise ao menos.
Ontem eu percebi uma coisa: palhacinho está gostando de uma colega da faculdade (muito linda) e parece que ela tá gostando dele também. A coisa chata nesta história é que ele está fazendo com ela o mesmo que fazia comigo, pois ela está arrastando correntes S. Lázaro a fora e é visível. Eu de fora estou notando toda a trama. Que bom que já esqueci esse cara, pois agora eu estou observando que este é o jeito dele gostar: colocar a criatura pra morrer, definhar de amor por ele e cair fora, deixar a coitada (se) arrastando por aí.
Enfim, vi, constatei e não senti nada. Semana passada eu (ainda) estava me lamentando porque ela e não eu. Hoje eu agradeço por já ter saído desse esquema. Quero gostar de quem me queira, quando nada inconscientemente. Essa maneira de gostar fazendo o outro penar não é a minha cara. Eu devia estar muito na merda pra ter caído nesse engodo.
Mas eu já sei o motivo de ter gostado tanto dele: é que eu me via dentro dos olhos dele e isso é primordial pra eu gostar do outro. Sempre foi assim em todas as minha srelações anteriores. Até quando eu me apaixonei por Geraldo foi assim... ele olhava o meu orkut, sabia tudo de mim, me obervava de longe. Credo!!!! Eu atraio é gente maluca..............................Eca!!!!!!!!!!!
Outra coisa boa: comprei um macacão num brechó on line e eu amei!!! Muito a minha cara, muito lindo. Meu dia acabou muito bem.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Hoje é o seminário de Terápicas II, o famigerado dia. O tema é psicoterapia comportamental com crianças. Eu escolhi o tema e as outras garotas aceitaram. Sabe de uma coisa? Não foi assim tão aversivo com eu imaginava, foi legal estudar o que eu já estudo há anos sob um novo viés. E sabe que vai me ajudar muito? É óbvio que eu não vou "treinar expressividade emocional" com meus paciente nem vou "ensinar novas habilidades" a eles, mas tem pontos que são iguaizinhos só mudam o nome e o sobrenome. Legal "notar, observar, identificar" isso neste momento de minha formação, pois eu poderia sair da faculdade sem me permitir ao menos isso. É bom me observar tão sem preconceitos com novas abordadens............ Mas continuo psicanalista!

sábado, 21 de novembro de 2009

O que me faz feliz? Essa pergunta andava martelando minha cabeça, pois eu estava perdidona em minhas angústias existenciais e tinha a sensação que a minha vida estava passando por mim e eu não estava vivendo. Ou pior: tinha a convicção que o modo como eu estava "passando" pela minha vida estava errado, bagunçado, sem sentido.
Parecia que, repito pela enésima vez, o meu arranjo psíquico não dava conta de minha existência, de minhas coisas. Mas sabe que agora que a poeira enfim está baixando eu consigo ver que eu posso ser feliz do jeitinho que eu almejo e sem fazer tanto esforço?
Pra começar, eu saí descartando o que não me interessa: viver com as malas prontas, ficar pra cima e pra baixo em festas vazias, beijar a torta e a direita, fazer sexo sem compromisso, percorrer o esquema faculdade-cinema-teatro-balada da moda, vestir roupas nada a ver comigo, fazer academia, ouvir o que está na modinha, ficar olhando profiles no orkut...
Redescobri que amo não fazer nada, ficar em casa giboiando no sofá, dormir muitão, estudar, ler bobagem, ler minhas revistas antigas, arrumar minhas coisas, colocar minha energia em meus objetos, ficar lendo blogs na net, ir pra praia de manhã bem cedo ou no final da tarde, ir pra festas que eu amo, dirigir com o som bem alto, Joss Stone, ir ao Jequitibar comer o melhor escondidinho do mundo, minhas músicas (cafonas), viajar planejadamente com ou sem Gui, relembrar os bons momentos com Osvaldinho, sair apenas pra me divertir e dar risadas, dançar de olhos fechados, josefina e filme pela metade no meio da noite, cabelo vermelho e unhas pretas, minhas roupas tão a minha cara, meus textos tão apropriados ao meu momento, fazer esteira vendo uma comédia na TV, morrer de ri de lembranças antigas, chorar quando lembra uma coisa boa e GUI.
Gui é um capítulo a parte, pois descobrir as milhares de possibilidades de ser feliz com Gui não há palaras que caibam aqui.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Férias e greve na área, final de semestre e verão chegando, nada melhor do que se planejar. E pra mim planejameno é o que há. Adoro ficar pensando no que fazer, depois fazer uma listinha, coisa besta, de tudo o que eu quero fazer em tal época. Colar na parede. Básico do básico pra mim. Terminei um ciclo quando me vejo retirando uma lista da parede e colando outra. Minhas listas não precisam nem ter código, pois estão tão à vista que ninguém lê. (eu acho que pensam que é sempre a mesma. Hehehehe). Amo.
E a lista da vez é o que farei com novembro, dezembro, janeiro e fevereiro. Planejadíssimo e colado na parede. De novidade? Incluí um cineminha no final da tarde de quarta, pois desde que Gui nasceu esse programinha estava excluído de minha rotina. Claro que se nenhum dos filmes em cartaz não estiver me agradando, vou na locadora e pego um que quero ver. De mais a mais são: as aulas (por enquanto), os atendimentos clínicos, a supervisão, as horas de estudo esquematizadas (na parede), a praia, as horas de esteira, as saídas. A partir de janeiro, tem o trabalho.
Minhas listas dão certo, pois não planejo nada pra o final de semana. É o espaço pra "acochambrar" o que não deu pra fazer durante a semana ou pra me desesperar mesmo.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Telegrama de Zeca pra mim

Hoje eu acordei
Com uma vontade danada
De mandar flores ao delegado
De bater na porta do vizinho
E desejar bom dia
De beijar o português
Da padaria...

domingo, 15 de novembro de 2009

Quarta passada foi minha análise e, se não foi a sessão mais punk da minha ex-sistência, foi uma das mais porradonas. A questão (de sempre)? O tempo do outro. Sempre, sempre, sempre isso e parece que meu dispositivo evolutivo pra aprender com os meus erros não veio de fábrica. Se for um acessório, onde vou adquirir? Na análise, claro e não sem dor.
Após uma conversa com uma amiga que eu muito estimo, uma DR na verdade, ela escancarou uma coisa que eu há tempos já imaginava, mas relutava em aceitar. Ela disse que eu demando tanto dela em minhas solicitações que ela fica esgotada. Isso foi o mínimo, o mais suportável de se relatar aqui. Falou também, que eu não a deixo concluir um pensamento, pois interrompo o raciocínio dela o tempo inteiro, e outras coisas.
No outro dia, lá vai Lila pra análise. Que dureza ter que se ouvir repetindo a DR e perceber que o outro tem razão... que vc está pesada, densa e insuportável. quando vc fica insuportável pra vc mesmo, é porque a coisa tá pra lá de brábula.
Entre tantas coisas que estavam (e estão ainda) enganchando nossos atendimentos, está a análise mútua que estamos fazendo uma da outra ao invés de nos dedicarmos aos pontos angulosos da clínica. E minha dita cuja não deixa passar nada: lá pelas tantas ela me solta "me escute que eu tô falando com vc!!!", ou seja " vc não ouve o que o outro fala mesmo, fofa! Vai ouvir, vai; depois queira, deseje ser psi qualquer coisa!!!". Que bom que temos uma semana pra elaborar as nossas crecas. Na época de Freud devia ser f* vc receber uma galinha pulando no peito e ter apenas 24 horas pra se ver e se haver com sua angústia.
Hoje estou bem mais tranquila, pois apesar de na hora ter denegado toda a situação, hoje eu sei que é fato. Bola pra frente, né?

domingo, 8 de novembro de 2009

Hoje foi a prova do ENADE que avalia a qualidade dos cursos superiores no país. Uma galera da UFBA do curso de Psicologia resolveu boicotar a prova. Decididamente, eu deveria ter nascido em outra época ou em outro país, pois determinados comportamentos eu não consigo tolerar.
Tá certo que em toda faculdade tem sempre aquele aluno que está sempre questionando a infraestrutura, o nível dos professores, o conetúdo programático de seu curso. Entendo e acho louvável. O que eu não consigo atingir é que essa mesma galera que critica o que a UFBA pode ou não nos oferecer em termos de estágio, pesquisa e extensão, na hora de avaliar seu curso dá um tiro no próprio pé. Todos sabemos que quanto maior a nota do curso, mais verbas ele vai receber do governo federal. Pra mim é matemático, claro e simples.
Tem uma pessoa que gosto muito que eu não entendo mesmo. É muito inteligente, com um DNA blindado de pessoas importantes, inclusive na história da psicologia baiana, mas que não foi uma ou duas vezes que chegou pra quem quisesse ouvir que não gostava do curso e não estudava p.n., pois não queria e ponto. Digo isso, pois acompanho de perto a graduação desta pessoa e é isso aí: não estuda, mas quando quer estudar, aí sim, dá show. Até aí tudo bem, pois cada qual faz de sua vida o que quer e passarinho que come pedra, sabe o c* que tem. A vida dessa pessoa está pronta, mais ainda que a minha, pois tenho que carregar muito processo ainda nos 17 anos que me falta para aposentar.
O que eu decididamente não entendo e me dá vontade de gritar, esbravejar é quando essa pessoa vem a mim e diz que fez uma péssima graduação, pois a UFBA não proporcionou uma boa formação, nem uma boa informação. E chega na prova de hoje e diz que nem leu, marcou as questões por marcar, pois tava com preguiça de pensar. Tá. Depois, vem dizer que não boicotou a prova, pois o governo federal blablabla. Não boicotou? Como assim, cara pálida? Vai te f*, porra!
A mesma UFBA me proporcionou uma vastidão de informação e uma formação muito boa. Não vou dizer que sairei da faculdade tendo régua e compasso na minha profissão, pois isso é uma ilusão em qualquer área, mas ao menos sei onde buscar os conhecimentos que me faltam.
É nessas horas que eu me arrependo amargamente de ter voltado a estudar com tanta gente com idade mental de 15 anos se achando a última coca cola gelada do deserto. Ah, que saudade dos meus amigos engenheiros que se matavam de estudar, ralavam nos estágios e sabiam que o futuro seria duvidoso e incerto, mas iriam conseguir quando nada estudar muito pra se sobressair no que se achassem bons o suficiente.
E eu com crise de formatura ... ai, ai. Tô até mais segura, pois repito o que disse a essa pessoa com a mesma convicção de uma ex-engenheira: sempre haverá lugar pra os que estudam.

sábado, 7 de novembro de 2009

Tirei do blog de Djaman, mas penso assim mesmo e vale com uma postagem minha. Eu não conheço tanta gente chata assim, tb porque eu não dou tanto espao pra gente chata em minha vida, mas tenho DUAS amigas que TODO mundo as acham chatas e eu me dou muitíssimo bem com as duas. Devo confessar que provavelmente metade de meus créditos nessas relações se deve ao fato de não se conhecerem, caso contrário, aí sim eu estaria f*. Mas segue o texto do blog.

" "Todo chato é bonzinho, nunca nos fez nenhum mal. Todo chato é calminho, como se faltasse sal". O autor dessa frase entende do que fala, afinal, é O chato da MPB, Oswaldo Montenegro. Realmente essa bondade, essa vontade de ajudar, o desejo de não incomodar, é o que mais irrita no chato. E aqui estou eu, em plena quarta-feira, diante de uma chata da pior espécie. Alegre, otimista, com filosofias sobre o estereotipo que a vestimenta cria nas pessoas, querendo parecer descolada, enquanto repete pela quinta vez que amanhã terá uma reunião com o Secretario de Educação, no momento ela faz uma análise sobre as diferenças entre as praias de Arembepe, analisando o astral em cada zona dali. Deus! Como eu queria afogar essa mistura de Polyana com hippie em qualquer água dali seja doce ou salgada, quer seja boa para energizar ou trazer paz!!!!A gente conhece um chato no momento em que a gente pergunta "como vai?" e ele responde!"Como vai" é mero cumprimento! A resposta mais longa pra isso é "bem, obrigado". Não é pra descrever seus problemas no emprego, as peripécias de seu filho caçula ou sua preocupação com a política econômica do governo. Mas o chato relata seus dramas pessoais e se mostra imensamente interessado nos alheios. Mas por mais que o chato tenha perdido cem mil reais numa aplicação mal feita, tenha encontrado a mulher com outro na cama do casal e descoberto que o filho adolescente está agenciando a filha adolescente como prostituta, ele sempre terá uma frase tirada de um livro de auto ajuda vendido em banca de revista que o faz enfrentar tudo e que serve também para o seu problema que ele acha que sabe, mesmo você não tendo dito uma palavra. Gente, como eu odeio gente chata! Trocaria com prazer as leis anti-fumo por leis anti-chatos. Chatos só dentro de casa ou em áreas exclusivas para eles.Vou sair daqui antes de apertar o pescoço dessa menina."

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Alguém um dia me disse que quando se tem filho a vida muda por inteiro. Isso realmente acontece, mas nada como um passeio longe de casa pra se ter noção de o quanto essa frase tem verdade. Eu e Gui fomos pra Fortaleza esse final de semana e incrivelmente, tudo girou em prol das vontades dele. Todos os passeios, olhares, comidas e desejos eram os dele. Eu só tinha momentos meus na hora em que a Dinda estava com ele (fazendo suas vontades). Dá uma inveja dele nessas horas e uma saudade de mim...
Eu falo assim, apesar de saber que fatalmente quem ler essas palavras irão me interpetar mal. Não tenho esse problema, pois aqui eu sou franca com os meus sentimentos. Essa viagem calhou com uma decisão antiga que eu tomei e que vinha aos poucos acrescentando em minha vida: não criar expectativa com as coisas e com as pessoas.
Apesar de tudo girar em torno do bem-estar de Gui e isso me fazer feliz, a despeito do comentário acima, eu me divertir horrores. Diversão bem diferente do que eu costumo fazer, mas muito especial, pois saber que meu filho é amado, paparicado e muito esperado é fantástico. E sabe de uma coisa? Momentos meus eu vou ter muitos ainda, eu tenho que aproveitar o quanto eu posso enquanto ele é pequeno, que o olhar ele é outro, a visão das é diferenciada e que apenas uma bolinha o deixa imensamente feliz. Eu pude proporcionar muita felicidade e prezer pra o grande amor de minha vida e isso é único.

Mas, estar em Fortaleza me fez fazer uma avaliação de minha vida, principalmente porque minha cunhada é psi tb e me dá uns toques bem de realidade. E segundo Nite, eu não sou ninguém sem uma lista...
(1) Teste do biquíni é tudo: emagrecer urgente, pois tô com excessos em todos os lados (60,1 kg é brincadeira?);
(2) Comer direitinho e de três em três horas;
(3) Quando entrar de férias do trabalho, entrar na academia;
(4) Sair pra me divertir apenas, sem criar expectativas de como será;
(5) Estudar (muito) mais.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

"Que bom é ser fotografado mas pela retina dos seus olhos lindos. Me deixe hipnotizado prá acabar de vez com essa disritmia..."

Gente, como eu pude passar tanto tempo passeando por S. Lázaro sem perceber as belezas, digamos, naturais daquele lugar? E eu que pensava apenas no calor insuportával, nos mosquitos, no mato e nos cavalos? Onde estavam os meus olhos?
É, dizem alguns que os objetos se transformam com a observação, então deve ser isso. Não é que está até agradável a possibilidade de ficar mais um semestre naquele lugar outrora inóspito? Ainda pode se pensar na possibilidade de render bons frutos. Aliás, ótimos frutos. Aquela barraquinha de Marlene nunca foi tão legal, tão colorida e tão bela.
E S. Lázaro renasce das cinzas. E viva a beleza. E viva os homens, mesmo que alguns não sejam tão belos como os outros. A beleza não tá nos olhos de que vê? Pois só agora essa frase faz folia em minha vida.
Ah! Os homens mais novos. Vcs que sempre estiveram away from my life, agora insistem em aparecer na minha frente. Gente! Eu tenho mais de trinta! Trinta e tantos!!! Enfim, que coisinha linda vc é, hein? E eu que nunca tinha te visto, começei e te perceber.
Ai, ai. Tô até com vontade de ir pra essa bendita festa. VC vai mesmo, né? Eu realmente tô querendo ser exorcizada pela água benta desse olhar infindo. São verdes seus olhos? Sei não, não tive oportunidade de chegar tããããão pertinho assim, mas... Espero que seja questão de tempo. Vem logo, vem curar sua nega que chegou de porre lá da boemia!!!!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

para Thais

Querida, se vc voltar em meu blog, deixe seu email, pois não tenho acesso permitido pra comentar no seu blog a respeito da Ortomolecular. Ainda faço e gosto muitíssimo. Espero seu contato para detalhes.

sábado, 17 de outubro de 2009

Sabe aquelas pessoas que têm a capacidade de dar um clique nos problemas? Ou aquelas que bebem, cheram pó, se cortam, somem no mundo ou simplesmente surtam? Pois é. Apesar de Marcus Vinícius me questionar se eu tenho jeito pra clínica por não achar que eu saiba suportar o que vem do outro, eu digo que entendo essas pessoas direitinho.
Vou mais fundo: apesar de saber que o que vou escrever pode ser mal interpretado, eu morro de inveja de quem consegue. De que é bem sucedido nessa possibilidade de, digamos, sublimação de problemas.
Não acho que será assim que eu resolverei meus problemas, mas entendo perfeitamente que é minimamente necessário ser um sujeito ancorado psiquicamente pra poder dar conta do que acontece no mundo. Ou ser fundamentalmente feliz, sequelado, de alto astral, de bem com a vida, feliz de nascimento e tudo o que essa zorra significa. O que não dá é pra ver sua vida, ser normal, suportar o que vem do outro e ainda conseguir ser vc em algum lugar sem sofrer horrores com isso.
Porra! Viver é foda, com ph de farmácia mesmo! Minha vida parece que está em um furacão, pois liquidificador é pouco pra o que tá acontecendo. Eu sinceramente já tô me perguntando onde foi que eu errei, onde eu perdi a mão, pois tá foda. Quando eu penso que a coisa vai andar, enfim, desanda federal. Tá foda. Não tenho nem palavras pra expressar como a coisa tá mexida. Tá foda.
Lacan diz que quem pergunta sabe a resposta, né? Pois eu tenho me questionado muito, mas lá no fundo eu sei bem a resposta e mesmo que me magoe muito, eu tenho que colocar em prática. Eu sempre penso mais nos outros (todos os outros) que em mim, mas a partir de hoje, eu vou pensar mais em mim e não vou mais demonstrar tanto amor, dedicação e exclusividade pra ninguém. Nem pra Gui. Vou ser outra pessoa. Sabe aquela Lila que diz que ama, corre atrás, não tem olhos pra ninguém, só pra quem tá do lado? Essa Lila vai definhar até morrer. Não queria ser assim não, mas tá passado da hora de eu me posicionar em minha vida como quem tem o controle. Chega de dar aos outros, inclusive pra Gui, munição contra mim mesma.
É Gui, vc tá fazendo sua mamãe muito infeliz. Nunca pensei que tão cedo em minha vida eu iria entender o que as mães sofrem com seus filhos. Mas é de cedo que se aprende pra se ter a chance de modelar o comportamento, né? (acertei, behavioristas de plantão???).
Vou fazer diferente. Não sei como ou a que custo, mas alguma coisa enho que fazer, pois tá beirando o insuportável a falta de linearidade da minha vida. Não conheço nenhum gráfico que eu possa tomar como parâmetro, mas eu quero a minha vida de volta!

P.S.: será que existe mal olhado, mandinga, vidas passadas, espírito obssessor e coisas do gênero? Já tô realmente acreditando até em fantasmas da meia-noite.

domingo, 4 de outubro de 2009

"Agiste segundo teu desejo? Pagarás. Agiste contra teu desejo? Pagarás em dobro" Lacan

Ontem eu lembrei de uma coisa que eu falei em análise e parece que estava em algum plano paralelo de meu incosnciente, pois eu não me lembrava.
De noitinha estava eu e Lé lendo meus posts antigos do blog, quando eu li a frase de Lacan e falei com Lé que eu só poderia estar pagando, pois não agia contra meu desejo. Mas inconsciente que é bom e não falha está sempre dando um jeitinho de se manifestar nas horas mais inapropriadas.
Conversa vai, conversa vem e eu começo a falar que quando me separei pedi a Deus pra colocar uma pessoa boa, compreensiva e que cuidasse do meu ex. Quando falei isso na análise, a minha dita cuja pergunta "e pra vc?, o que vc deseja?". Eu prontamente respondi que não queria mais um homem em minha vida que eu tivesse que ajudá-lo a se erguer, queria um que já tivesse estabelecido em sua profissão e que fizesse questão de mim. Bingo!!!
Caiu a ficha na hora que eu estava agindo contra meu desejo, pois para a histérica o desejo porreta é aquele que não se realiza nunca.
Estou pagando em dobro, pois fui me envolver sabendo desde sempre que a pessoa não fazia questão de mim. Aí é ladeira abaixo mes-mo.
Pois bem, presente de idade nova: retomar o meu desejo. Não só esse, mas aqueles que eu te falava ontem, Lé. Ali está a minha meta e onde eu vou marcar essa nova Lila.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Confete

Eu estava pensando agorinha em por que eu sou tão autocrítica e me cobro tanto. Sei que não é bonito nem saudável ficar jogando confete e purpurina em si mesma, mas eu sou uma mulher e tanto.
Pois bem, antes quando era adolescente me achava feia, desajeitada, deficiente. Eu era uma enorme mão esquerda. Não tinha forma e não procurava pensar muito nisso. Claro que sempre curti muito a minha vida e não era esse "detalhe" que me deixaria em casa sábado a noite. Fui pra todas as festas que Feira de Santana me proporcionou.
Quando entrei na faculdade, parece que meu ego deu uma inflada, pois nos cinco anos eu fui começando a me achar bonita, arrumadinha, inteligente, querida, agradável e muito apreciada pelos rapazes. Também curti muito.
Mas, foi em Teixeira e em SSA que me tornei uma mulher mais segura, mais senhora de si, de seu poder de sedução e capaz de conseguir o que quisesse. Estudei muito nessa época e me dei muito bem em tudo o que eu fazia.
No início da análise, minha autoestima ficou um pouco abalada, me envolvi com um cafa mais aproveitador que eu poderia conhecer que arruinou a minha imagem perante meus olhos e os olhos de minha família. Foi um ano muito complicado, mas superei legal.
Confesso que em minhas crises eu me torno um sujeito psíquico bem precário sem muita consciência de meu verdadeiro poder, pois não consigo parar de sofrer com tanta facilidade. Mas, minha nega, quando eu páro de sofrer, é uma só. Parece que uma deusa renasce dentro de mim e eu me transformo em uma pessoa muito mais forte e consciente de minhas capacidades.
Estou sofrendo das minhas inseguranças neste exato momento. É triste ter que reconhecer que apesar de saber do meu verdaeiro valor e saber o que eu quero da vida, estou insegura.
Não estou me achando feia, nem burra, nem gorda nem nada, mas estou insegura quanto a mim mesma, como se o meu arranjo psíquico não fosse mais capaz de segurar a minha barra. Como se eu tivesse que mudar algumas coisas de lugar, mas sem coragem de mobilizar mais creca.
Esses dias de inferno astral foi bom para aparar algumas arestas como a vontade de ter outro filho. É como se eu estivesse olhando pra Gui com outros olhos, olhos novos.
Estou sentindo que estou com olhos novos pra muita coisa, inclusive pra mim, pois tô começando a me ver de uma maneira mais doce, com vontade de ser menos agressiva nas minhas escolhas. E cada dia eu tenho me admirado mais com o meu comportamento maduro diante de algumas situações que a vida tem me colocado de frente. Tô começando a me sacar melhor. Crises também são oportunidades de mudar pra melhor, né?

O que eu amo quando te amo?

Tá certo que amar é ótimo, ser amada é maravilhoso, viver uma paixão ardente não tem preço, mas por que nós amamos da forma que amamos? Que porra de identificação é essa? O que é que tu tem que eu identifico em mim e me faz sofrer tanto?Por que simplesmente não te esqueço como deveria ser? Por que amar assim de forma tão masoquista?
Sabe o que me consome mais? Não é reconhecer o que há em mim e eu deposito nele, é saber que eu amei assim a minha vida TODA e será assim pra sempre. Amamos do jeito que amamos. Ponto. O que podemos mudar é nossa relação com essa nossa forma de amar.
Porra. Por enquanto saber disso não me ajuda em nada, pois quantas vezes mais eu ainda vou amar nessa vida? Será que vai ser sempre assim tão dolorida, tão sem razão, tão rasgante, tão sem palavras?
Ontem eu conversava com Má e dizia a ela que se amar era sempre essa coisa, vc se dedica, vive a vida para o outro (meu modo masoquista de amar) e depois ele te dá um pé na bunda e vai viver a vida dele. Se amar é sempre assim só muda de casal, pra que eu vou amar mais? Pra que eu vou ficar na espera de alguém que me arrebate, que me encante e me deixe de quatro?
Tá, tô na TPM, mas mesmo assim, será que é pedir demais identificações mais maduras de minha parte? Será que eu vou ser sempre esse bebê siderado frente a um Outro inteiro, que me domina e não me deixa opção a não ser fazer de tudo pra que ele me olhe, me note e me perceba? Eu tô tão cansada dessa minha forma de amar... Espero que Gui tenha identificações em estágios de desenvolvimentos mais elevados.
Realmente, tenho sofrido muito com isso a ponto de querer saber porque ando me culpando tanto, até a minha forma de relação com o outro está entrando em minha lista de autocríticas.
Será que é saudável tanto sofrimento? Parece que nunca vai passar, parece (??) que eu fico procurando um cascãozinho e quando acho, enfio a unha até sangrar. Tô demais.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

"... você vai descobrir que não é a primeira pessoa a ficar confusa e assustada, e até enojada, pelo comportamento humano. Você não está de maneira nenhuma sozinho nesse terreno, e se sentirá estimulado e entusiasmado quando souber disso."J.D. Salinger


"O apanhador no campo de centeio" foi um marco em minha juventude e, por ser um clássico, irá capturar vários jovens pelo mundo afora, porém nunca fui tocada por esse livro, apesar de já ter lido três vezes em momentos diferentes de minha existência. Minha irmã Lé ama e não cessa de falar, citar, fazer testemunho das suas benesses. Mas, é preciso dar a César o que é dele.
Tem dias que só um clássico consegue expressar, colocar em palavras nosso sentimento e escancarar pra o mundo afora. Salinger tem esse poder. Eu acho que nunca havia sido identificada pelas dores de ser jovem num mundo tão egocêntrico, pois eu quando jovem não tive crises existenciais e não me sentia fora, diferente, desencantada.
Como citei no post anterior, a vida sempre cobra a conta dos excessos, e eu acrescento que ela cobra a conta das faltas também, pois se não me sentia deslocada e destoada antes, agora é como me sinto. Tenho acordado com o enjôo na garganta, querendo vomitar o que está travado em minha goela e eu não tenho conseguido deglutir, quanto mais engolir.
É nessas horas que eu retomo o que ficou reservado em algum lugar de minha alma (meu inconsciente???) e quem chega sem fazer barulho é Salinger me lembrando da conta, de uma frase de Lacan que tem ressoado em meus ouvidos: "agiste segundo seu desejo? pagarás; agiste contra seu desejo? pagarás em dobro". Por enquanto, estou só pagando, mas será que em uma época de tanta revolução, não estarei eu vivendo contra o meu desejo?

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

A vida sempre cobra a conta dos excessos

Nunca uma frase fez tanto efeito em minha vida como essa. Não que minha vida seja um transbordamento, mas "excesso de falta" não deixa de ser um excesso. Redundante. Mas minha vida tem sido uma redundância só. Quanto mais eu me viro, me mexo eu volto ao mesmo ponto. A vida me cobrando uma posição e eu tentando dar o fora. chega uma hora que a fatura chega e não dá pra escapar. Eu tô com a conta na mão e sinto o ardor subindo pelo braço.Tá foda.
E uma coisa tá me consumindo: o tempo do outro.
Como posso me permitir dar o tempo do outro se eu nem mesmo me permito um tempo? O meu tempo? Sabe aquele lance de conversas sinceras me interessam? Pois é. Tive uma senhora conversa comigo este sábado e vi que tenho excedido por todos os lados, só não estou sabendo aparar as arestas. Pra falar a verdade, nem sei se quero cortar alguma ponta, pois cada centímetro de minhas coisas são eu, fazem parte de mim.
Será que eu corro tanto realmente pra não perder o controle? Será que se eu me permitir vivenciar as minhas dores eu vou enlouquecer como eu suponho? Será que eu realmente vou suportar o que vem pela frente? Na dúvida, resolvi confiar em mim, no resto que sobrou de mim.
Mas confesso que tô morrendo de medo.

domingo, 13 de setembro de 2009

Saindo do casulo

Minhas irmãs acham que eu só ando na gandaia. Mal sabem elas quantas vezes eu digo não para ficar mais em casa. Se eu fosse aceitar todos os convites que me fazem eu só andava na rua... Mas enfim, aceito alguns que realmente, melhor eu tivesse dormindo. E dormir é o que há, né?
Quinta eu queria muitíssimo ir pra um pub aqui perto que é pegação pura, mas a minha amiga de todas as horas estava cansada (ela sempre me pergunta se eu não me canso), mas cansada pra ficar na farra e beijando aqui e acolá? Tem canseira pra isso? Não há nada melhor que beijar na boca e depois (se o beijo for bom), perguntar o nome do carinha... Mas aquela lerdeza só queria ir pra um lugar calmo e advinha? Jequitibar, lógico. Até os garçons já sabem nossos nomes, ajudar a sair quando eu tô em águas e só falta dirigir até aqui em casa e voltar andando... É vero, até mesa extra eles colocam pra nós duas. Só falta a carteirinha de clientes vips.
Lá é bom sempre até quando é uma quinta da pegação. Bebemos todas, dissolvemos nossos superegos, não tanto quanto eu gostaria, pois Déa queria assistir a novela. Essas minhas más companhias... Novela? A essa altura da vida?
Ontem eu saí com outra amiga de farra, mas com M. a farra é mais cultural, pra não dizer intelectual (tenho ojeriza a esse nome). Fomos ao Piolla e a uma feira de artezanatos (Bazar dos Nômandes). Muito cult pra o meu momento de piriguetagem atual. Mas minha amiga merece até a péssima pizza que rola por lá. Enfim, comprei umas roupitchas legais e comi a pior pizza da minha existência.
By the way, hoje é o niver de meu pimpinho!!! Gui tá fazendo três aninhos e a titia Nana dele está fazendo a maior festinha. Tudo muito lindo e eu não vejo a hora de começar a farrinha. Eu não sou muito fã de festas de criança e fui cair de paraquedas eu uma família altamente pró festas infantis.... Deus é pai, né? As festinhas de Gui estão garantidas. E se eu tiver outro filho tb (será que ainda vou parir novamente?).

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Filminho no final da tarde

... Enfim a vida pode ser bela. Pensei que essa tristeza não fosse passar nunca, mas não tem nada que uma boa sacudida na poeira não resolva. Tá. Admito. Sofri pra porra. E tenho sofrido. Sem falar que neste ínterim, eu ainda me vi interessada por uma pessoa que eu acreditava (só nos meus castelos) ser outra. Mas paixão é isso, né? Vc coloca o que vc tem de melhor no outro, embala pra presente e leva pra casa.
Quanta decepção em tão pouco tempo! E quanta coisa nova vem ressurgindo de longe. Eu já posso ouvir soarem os tambores lá longe. Minha alma está entrando em festa novamente. Eu estou começando a reinvestir meus créditos em mim mesma e estou vendo que vem vindo uma fase de muito progresso e aproveitamento.
Já estou com vontade de me enfeitar, tirar as roupas com cara de inverno do guarda-roupa e quero aproveitar a primavera que já vem vindo. Hoje eu fiz uma coisa meio a contragosto e sabe que eu gostei? Saí pra passear no final da tarde com uns amigos e me diverti muito. Vi um filme no Espaço Unibanco na Praça Castro Alves, vi o entardecer, saí pra um café bem legal em Ondina e dei muitas risadas. Nem lembrei que a minha velha companheira existia. Sim porque a Tristeza agora faz parte do passado. Hoje foi o primeiro dia do resto de minha vida renascida. Ontem eu enterrei meus mortos: a saudade de meu filho, o sentimento de rejeição que habitava meu coração, a raiva que estava sentindo, a angústia presa em minha garganta. Tô bem melhor. Acho sinceramente que é porque passou a data do entrerro de Gabi e porque eu tive conversas bem sinceras em momentos-chave. Estou muito leve, aliviada e com a alma entrando na primavera.

domingo, 6 de setembro de 2009

Uma das declarações de amor mais linda que li

É, pelo visto ainda acredito no amor, pois as palavras abaixo foram escritas por um homem apaixonado e que lamenta não ter dado o melhor de si a mulher amada.... Acredito em tantas coisas, afinal.

"Meus olhos haverão de achá-la (Fábio Hernandez)
29/03/2007
Faço hoje uma coisa que deixei de fazer por tantos anos, e me pergunto por quê sem encontrar resposta: escrevo para você. A verdade é que não tenho encontrado resposta para muita coisa nesta caminhada sobre a Terra, e este é mais um caso.
E dói, como dói. Lembro-me de alguns textos que escrevi em laudas, e sinto uma vontade ridícula, patética de voltar para aqueles dias em que ríamos tanto, sonhávamos tanto e nos amávamos tanto.
Gostaria que você me desse uma cópia daqueles textos: eles serão para mim uma conexão eterna com um tempo cuja lembrança haverá sempre de aquecer e iluminar meus dias de frio e escuridão.
Até o fim.
Gostaria de voltar. Estalar os dedos e voltar àqueles dias, não para reviver a alegria vigorosa e irresponsável de então. Mas para fazer todas as coisas que deveria ter feito e que não fiz. Falar tudo que deveria ter dito e silenciei.
E dançar com você. Quantas oportunidades perdidas, e hoje eu daria tudo para dançar com você e já não posso.
Vi velhas fotos de madrugada e pela manhã. Fico aqui pensando que esta é uma das coisas mais duras de dividir. Muito mais que dinheiro. As fotos. Dou graças a um Deus que nem sei se existe por elas existirem. As imagens. Aqueles imagens.
Uma vida ali, tantos anos, e tudo tão rápido, e tão rápido, e tão rápido. Deus, Deus, eu detesto a fragilidade de tudo, a impermanência. Tão rápido tudo se fez e se desfez.
Do baile, daquele baile, não há foto, mas não é necessário. Lembro tão bem. Estava escrito que você tinha sido feita para mim. Para sempre.
Os sábios dizem que não se deve lamentar o passado.
Pois eu desafio a sabedoria e lamento tantas coisas.
Lamento não ter correspondido às suas expectativas.Lamento não ter feito as coisas necessárias para que você visse no casamento algo único, lindo, exatamente como você sonhava, duas pessoas tão unidas numa só que não se pode ver a costura entre elas.Lamento ter destruído seu sonho justo de menina.Lamento não ter deixado claro quanto a amo, quanto a amei, quanto a amarei.Lamento não ter dito e mostrado que você é a figura central da minha vida. Lamento não ter dito e mostrado a você que eu morro sem você.
Não acredito no que você acredita. Que estamos aqui por alguma razão. Que voltaremos depois da morte por alguma razão. Mas como eu gostaria de acreditar, como eu gostaria. E então eu vejo a nós dois outra vez. Nós nos encontraríamos mesmo diante da maior multidão do mundo. Meus olhos. Meus olhos haveriam de achá-la. Você. Eu. Nós dois. Feitos um para o outro. Para realizar o que poderia ter sido e que não foi. Uma outra vida. Nós dois. Sempre, sempre, sempre."

A economia nas palavras (dos engenheiros) que eu não aprendi

Estes dias têm sido um tormento psíquico pra mim, pois não tenho feito outra coisa ao não ser pensar. E sofrer com os meus pensamentos, uma verdadeira miséria neurótica.
Quanto mais eu me aproximo da porta de saída da análise, mais eu entro no liquidificador. Parece que minha vida está girando a 300 rpm. Tá tudo muito rápido: minhas emoções, meus sentimentos, minhas ações, minha língua, meus amores, meus desafetos, minha produção, tudo enfim. E quem perde? Eu, Gui.
A última, fresquíssima: OL colocou uma câmera aqui em casa e não me disse nada. Sônia chega aqui no sábado e me olha com a maior cara feia, mas não diz nada. Depois de algumas horas, ela me pergunta (que bom que ela é igual a mim, nada econômica na palavras): "tu tá desconfiada de mim?" "pq Soninha?" "pra que tu colocou essa câmera aí?". Tum. Eu senti a minha vida passar por mim. Juro. Na hora eu não consegui nem articular meu desespero com algum significante mínimo que fosse. Eu simplesmente senti uma "desrealização". Eu não tive nem reação.
Alguns minutos após, eu caí em mim e me vi ligando pra OL pergntando se ele tinha colocado a maldita em minha sala e que era pra ele tirar. Ele se sentiu ofendido, o palhaço do sinal aqui perto. É isso que ele é, um palhaço de quinta categoria (coitado dos palhaços d sinal serem comparados a ele). Enfim, um total idiota.
Eu estou com tanta raiva de OL que passei fim de semana inteiro desarticulada da realidade. Foi bom por um fator: tive um acerto de contas virtual com outro palhaço que tira a maior ondinha de bom garoto pra cima de mim. Outro otário.
Eu simplesmente não sei pra que existem homens no mundo. As mulheres deveriam vir dotadas de pênis, assim nós não precisaríamos desses palhaços pra nada. Tô de saco cheio de Y. Só Gui escapa dessa corja.
Fim de papo.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

...

“Quando morre uma pessoa que é próxima a você, nas primeiras semanas depois da morte essa pessoa fica tão distante de você quanto é possível se estar; é só com o passar dos anos que ela se torna mais próxima, e aí chega um momento em que você está quase vivendo com ela. Foi o que aconteceu comigo."

Li no blog d'O Homem Sincero e retrata todo o meu sentimento desta semana. Domingo faz cinco anos que meu bebê morreu. É como se após anos de entendimento pacífico, meu luto estivesse sendo feito à minha revelia.
No words.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Viva quem tem amigos

"Quem não pode com mandinga não carregue patuá"


Conversando com Le no domingo e com Ni e Lara ontem, eu confesso que hoje acordei menos triste. Ontem a tardinha, após a supervisão do estágio, eu e Lara fomos conversar e tentar descobrir onde estava a pedra angular em nosso atendimento, pois trabalhar com psicótico é isso: se colocar na berlinda all the time e ver onde se engancha.
Altos papos após, lá estava eu chorando. Imagina, chorando em pleno final de tarde no Red River, onde pessoas pagam horrores pra rir... Enfim, chorei, desopilei e entendi o que tanto me angustia: após assistir o filme "A garota ideal", eu me questionei a que ponto eu poderia suportar o que vem do outro e certificar a subjetividade tão fragilizada do outro se eu estava tão em frangalhos...

Como poderia ter uma atitude que validasse o outro e poderia garantir a ele que é um sujeito a despeito de suas angústias existenciais e mais além, eu ser inteira no momento de atendimento e ser depositária do bem mais precioso daquele sujeito que é o seu modo ser e estar no mundo?
Vacilei feio. Cheguei a me questionar se era isso mesmo que eu queria, se deixar de ter uma vida sonhada por tantas pessoas e me atirar na vastidão da clínica não seria uma forma de sempre ter o que lamentar (histérica!!!).
Mas, após muito me flagelar, análise, bebidas de qualidade duvidosa e amigas, eu percebi que muito mais do que ter um bom arranjo psíquico, é preciso ter um desejo de ser psicólogo (não me atrevo ainda a dizer desejo de analista). Será que alguém tem estrutura necessária e suficiente pra se colocar no lugar vazio que a clínica nos coloca? Ou será que esse perparo não faz parte da formação do profissional psi (trabalho pessoal + estudo + supervisão)?
Foi ótimo chorar ontem e deixar cair um peso dos ombros. Foi melhor ainda perceber que crises fazem parte da vida.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Conversando ....

de.sen.can.ta.men.to s.m. 1. decepção 2. quebra do encantamento.

Se tem coisas que a análise ajuda é assumir uma postura ativa na vida. Explico. Esse final de semana somado a outros quinze dias atrás a única coisa que tenho feito é farrear (farrar como um colega costuma dizer). Mas chega uma hora que a pessoa por mais que goste de viver imersa no teor etílico que a boemia pode proporcionar, uma hora o pano cai e a vida precisa precisa seguir seu curso. Beber e fazer farra pra não pensar é o fim.
Conversando com Le este final de semana, ela escancarou em minha fuça uma coisa que eu já tinha percebido, mas não tnha feito sentido ainda. Ela disse que nunca me viu tão... "tão deseperdada?", "não, a palavra é outra... desencantada!". Difícil ouvir isso de sua própria irmã, uma pessoa que vc só quer ser referência do bem. Mais difícil ainda é não saber, não poder se explicar, pois nem você sabe a resposta, por mais óbvio que pareça.
Eu que sempre me vangloriei de ser uma pessoa bem humorada, pra frente e de bem com a vida. O que me deixa mais puta com essa situação é que se eu não falar ninguém que me cerca percebe o quanto estou triste, pra baixo e desencantada com tudo. Calma, não vou me matar.
É pior, pois sei que tá tudo uma b*, mas já não consigo ficar me lamentando (exceto aqui, hehehe) da vida. Eu chego nos lugares e me comporto como se tudo estivesse do mesmo jeito. Eu acho que aí está a posição ativa que a análise me trouxe, pois apesar de meu desencanto generalizado, eu não me permito ficar chorando pelos cantos, pois não adianta nada essa atitude.
Eu me lembro quando eu me separei e não tinha forças nem pra levantar da cama, mas precisava minimamente cuidar de Gui. Hoje eu não sei como eu consegui cuidar do meu filho, estudar 6 matérias, trabalhar, atender no serviço, estagiar e não surtar.
A situação era outra, pois estava enlutada e agora é um sentimento de vazio, sem significante. É como uma onda enorme me engolindo e eu sem forças pra lutar.
Acho que vou tomar um café e ler uma poesia.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Minha alma gêmea

Se tem uma pessoa que eu amo é minha irmazinha caçula. AMO. Digo isso com a boca cheia, pois temos uma cumplicidade que muitos casais não têm.
Somos três irmãs. Três mulheres fortes muito parecidas em alguns aspectos, mas completamente diferentes em outros. Somos as três muito firmes em nossos propósitos, o que muda é o foco. As três amamos com unhas e dentes e defendemos o objeto de amor até as últimas consequências. Somos bem carinhosas QUANDO queremos. Amamos uma farra. Somos loucas de pedra. Mas tem coisas que eu e Le não compactuamos tanto quanto eu e Ni.
Eu amo Le e ela sabe disso, Le é muito mais chão, firmeza, razão e lucidez que eu, então muitas vezes nós duas nos tensionamos. Le é visceral, puro sangue em todos os sentidos. Linda, poderosa e chega chegando.
Ni é completamente avoada, vive nas nuvens, coisa mais linda. Não há nada mais lindo que olhar pra Ni e perceber que um segundo atrás ela olhava em meus olhos e no outro... puf! Escapou, evanesceu. Ni é como um sonho bom, daqueles que a gente sonha, sabe que sonhou e ficou com uma pontinha de felicidade só de lembrar que sonhou. Tá bom. Completou seu trabalho psíquico.
Há quem diga que Ni é linda, mas sabe que eu nunca tenho tempo de observar isso? Ela é tão profunda que TODAS as vezes eu me perco em seu ohar e quando eu vejo, eu já escurreguei na gamela e já era eu. Sou uma apaixonada. Uma amante de minha irmã.
Tem dias que eu fico pensando em como eu sou merecedora de ter uma amiga tão intensa e leve ao mesmo tempo. Em como eu sou abençoada de ter as palavras dela todos os dias, tristes e alegres. É ela que me anima quando eu estou triste (eu fico triste, creia). É ela que me ilumina quando estou desanimada. É ela que baixa a minha bola quando estou surtando. É ela que... me dá forças pra ser uma pessoa melhor a cada dia, pois sei o quanto isso é importante pra ela. Ni semdúvida faz a minha vida mais bonita e mais leve. Feliz aniversário, minha alma gêmea.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

O olho que tudo vê

Sabe o que eu mais gosto de postar no meu blog? É que ninguém lê e eu fico achando que um olho (na verdade, um grande olho como do Grande Irmão), lê meu blog e fica acompanhando meus processos de trabalho psíquico... Parece piração, mas quando eu estou dirigindo também acho que tem alguém atrás de mim. Calma! Não é paranóia, primeiro porque eu não acho que essa pessoa me persegue e sim, me segue.
E segundo, porque eu acho é puro voyeurismo. E sabe que dá uma sensação boa saber (ou viajar na maionese) que alguém olha tudo o que você faz? Que vc anda e a pessoa observa você andando? Eu só não acho que a pessoa tem o dom de ler meus pensamentos. Ainda bem, né? Já pensou se além de tudo eu tivesse um pé na psicose? Aí eu não seria histérica.
Vou fazer uma confissão bem íntima: até pouco tempo atrás, coisa de uns anos, eu achava que mainha era capaz de ler meus pensamentos, pois ela falava que sabia tudo o que eu pensava e eu acreditava nisso. Tinha fé mesmo.
A análise me tirou a pureza da vida e isso foi uma das grandes perdas que eu tive, pois não que eu vivesse em um castelo encantado num mundo cor-de-rosa, mas eu ainda acreditava em um mundo que hoje eu vejo que não existe, que só existia em meus castelos aéreos. Tenho saudades daquela época encantada que eu sonhava com um mundo melhor, que eu seria tudo aquilo que eu quisesse, que bastava estudar (ou trabalhar) que a coisa acontecia. É bem verdade que eu sou realmente abençoada e que tudo o que eu desejo acontece, mas não é só por mágica ou crença, é também porque tenho um pé fincado nas nuvens e o outro na vida real. Eu só desejo o que eu vejo que é possível.
Agora a história é bem outra: tenho que deixar cair o véu que encobre as minhas ilusões e deixar sair uma Lila outra que eu nem mesma conheço e estou morrendo de medo de conhecer. Mas isso é história pra outro post.

sábado, 22 de agosto de 2009

Ressaca moral

Às vezes eu perco a paciência com algumas fases de mania que eu tenho. Semana passada foi bem punk pra mim, pois além de me desencantar com minhas próprias ilusões, eu me decepcionei comigo mesma por não aprender com os meus erros.
Parece embolado, mas eu explico. A histérica é aquela que cria sinais sexuais que raramente são seguidos do ato sexual que estes sinais anunciam. Sujeitos histéricos são excelentes candidatos a morar em castelos aéreos... E os castelos aéreos fazem parte de minha rotina.
Mesmo construindo e demolindo estes malditos castelos, eu ainda acredito nos sinais que anunciam a construção de uma nova fantasia e sofro quando não se concretiza. Pode ser o mais simples dos fatos, como por exemplo, planejar (leia-se imaginar e vivenciar a cena MESMO) assistir um filme tal na TV e não conseguir por qualquer motivo. Eu fico triste do mesmo jeito, o que muda é a altura dos castelos, pois a queda é sempre inevitável.
Então tinha caído de uma altura de um prédio de 10 andares e estava toda alquebrada, triste, machucada, doída mesmo, principalmente depois da conversa com o Carinha.
Tem um ano que meu casamento acabou, meu ex sequer vem ver o filho, não me dá ajuda financeira nenhuma, não sai do meu pé (até GPS quer colocar no meu carro...), tô sem grana, reformando a casa, sem coragem pra estudar e cheia de coisa pra ler, no trabalho os processos estão caindo por cima de mim, sem previsão de chamar ninguém do concurso novo. E pra piorar (ou melhorar, sei lá), estou com um estágio bombástico que fazemos visitas domiciliares a usuários de CAPS que estão em crise ou internados em algum hospital psiquiátrico. Enfim, a histérica é aquela que goza da insatisfação e se coloca no lugar de vítima de alguma situação (criada por ela, obviamente).
O que mais me decepcionou neste imbróglio? O fato de ser excluída pelo Carinha, o fato de ele não ter feito questão de mim, de me colocar no lugar de resto na equação... Isso me mobilizou de uma maneira. Imagina: se apaixonou por aquela piriguete sem noção e me esnoba desse jeito? Justo a mim?
Então, ontem estava ponto de surtar em minha fase maníaca. Chamei uma amiga pra cair no mundo comigo e claro que eu iria pra um lugar cheio de testosterona. Fui a um pub meio com cara de bar de azaração aqui no Red River mesmo (moro no melhor lugar do mundo!!!). Mil e uma boemias, beijos e pegações depois, eu e Déa chegamos em casa e me bateu a maior ressaca moral, pois eu fiz exatamente o que eu não acredito: participei de uma noitada totalmente voltada para um consumo vazio, onde as pessoas se mostram em uma vitrine para ser consumido pelo outro igualmente despersonalizado. Justo eu que sou anticonsumismo... Fiquei bem mal, pois fui vestida semelhante às meninas que estava lá, estica de última e salto altíssimo, todas iguaizinhas. Estava me achando linda, sensual e muito bem notada, lembro de ter pensado “Fulaninho freqüenta este tipo de lugar e as meninas são tão artificiais, tão lindas e tão diferentes de mim, o que ele quer comigo então? Só me comer?” Me senti pior ainda, pois desde sempre eu tinha essa pergunta no meu íntimo... E ontem eu vi escancarado em minha frente que nossos mundos são opostos. Foi bom pra eu saber de que material eu sou feita.

Fulaninho? Carinha? OL? VCs são todos iguais e só servem pra me deixar muito pior. Vou é arranjar outro(s)!!!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Gentileza é tudo!!!

"O mundo é uma escola; a vida é o circo; amor palavra que liberta; já dizia o Profeta" M. Monte
Eu ando meio de saco cheio de alguns comportamentos. Até entendo que cada um está na vida como pode e que nem sempre é possível tratar as pessoas com o respeito e a dignidade que o outro merece, pois simplesmente a pessoa não sabe como fazê-lo. Mas, mesmo assim tem determinadas atitudes que eu não tolero.
Atitude pra mim é tudo. Se a pessoa não consegue lidar com o outro que simplesmente não tente ou seja franco e diga qual o seu limite. Eu duvido que quando as coisas são colocadas de maneira clara, por mais cabeçudo que o receptor seja, vai saber ouvir e quando nada ponderar. Mas eu percebo que as pessoas têm um pouco de dificuldade de reconhecer seus limites e por conta disso não sabem lidar com o limite do outro. E abusam.
Que tristeza a minha descobrir da pior maneira possível que tem homens que tem medo de se deixar perceber pelo o outro.
Eu estava pensando nisso quando eu percebi que muito do meu problema quando se trata de relacionamentos é que eu me entrego muito e não dou tempo para o outro demandar, querer ficar comigo. Além do que eu tenho uma “predisposição” pra me envolver em montagens perversas, em me colocar nas relações na posição de objeto de gozo do Outro. E o outro goza mesmo, pois eu permito. Sou uma histérica típica, com carteirinha do clube de Anna O e tudo. O meu desejo é o desejo do Outro e se esse Outro tem traços perversos e me coloca na posição de objeto, é lá que eu fico nas relações. FICAVA.
E sabe qual é a pior coisa? É eu saber que ele, assim como eu, não queria grandes envolvimentos, só leveza. Perdi(emos).
Mesmo querendo curtir uma história leve, sem grandes compromissos eu não vou fazer nada. Vou ficar parada no meu lugar. Não sei como e a que custo, pois não nego que já estive com o celular na mão pra me encalacrar novamente e não o fiz. Fazer como o AA, viver um dia de cada vez.
Mulher é foda!!! Mesmo sabendo que o homem não quer, ela fica querendo e querendo e querendo. Será que só eu que sou assim?

domingo, 16 de agosto de 2009

Será que eu tô querendo demais?

“liberdade é escolher seus controles” Skinner


Eu estou uma pilha, com a cabeça doendo há meses, chata que só e sempre batendo na mesma tecla: será que eu tô querendo demais? Nem vou viajar na maionese, pois o que está me martelando o juízo é o fato de OL não estar nem aí pra o filho.Como em tantos anos de convivência pude ser tão cega, tão boba e crédula? Não via o que estava diante dos meus olhos e agora que eu “consigo” enxergar chega a doer. Estava pensando sobre o meu relacionamento com OL e cheguei a conclusão que eu fiz tanto que não sobrou nada pra ele fazer. Pelo relacionamento. OK. Mas e agora que não há mais relacionamento, há o filho. Mesmo assim ele continua a não fazer nada.Eu estou tão cansada. Cansada fisicamente mesmo. Com dor de cabeça real e muito estressada. Sei que ninguém tem nada a ver com as minhas escolhas, que tenho que evitar passar meus problemas para os outros e, sabe, esse controle de mim mesma me cansa mais ainda, pois a vontade que eu tenho é de mandar algumas pessoas ir ver se eu estou na esquina. OL é uma delas. Eu to com tanta raiva que não é saudável. Sem falar que estou me cansando do script politicamente social que eu escrevo e reescrevo diariamente. Meus dias tem sido uma batalha diária, mas ninguém tem nada a ver com isso. OK.Estou me lembrando de quando eu era casada, a única vontade que eu tinha era de fugir de casa. Mas fugir pra onde? Quem iria cuidar de meus animais? E quem iria pagar as contas? E o apto? E Gui? Se eu fugisse teria que levar ele. Incontáveis vezes eu pensei em fugir de casa. De MINHA casa. E ir pra onde? Mais fácil seria eu aceitar os problemas e tentar resolvê-los. Foi quando eu aprendi a ter dor de cabeça.Não lembro de ter tido dores de cabeça antes.
Casar não é nada fácil, pois conviver é muito complicado, principalmente quando se ama. E conviver com uma pessoa que simplesmente não sabe conversar sobre os problemas e que vive em um universo paralelo é imensamente pior.
A impressão que eu tenho é que minha vida está passando por mim e me deixando pra traz. E eu querendo correr pra ver se eu a resgato na próxima esquina. Será que pedir pra o pai pegar meu filho quinzenalmente, quando nada pra eu dormir mais, é querer demais? Segundo minha ex-sogra é, sim. Ela criou três e eu só tenho um. Ela sempre está me lembrando que às três da manhã ela estava lavando roupa, enquanto eu acordo pra fazer esteira.
Agora fica a dúvida: pra que vc quer ter outro filho, hein? E adotar porque não tem pai, melhora a situação em quê?

sábado, 15 de agosto de 2009

Valeu a pena

Semana passada um carinha que eu conheço veio aqui em casa e ficamos.
Impressionante como química é tudo na hora H. Ele encostava em mim e eu não ouvia, não via, não sentia nada. Só o Carinha. O mais impressionante é que não sou assim tão sem quilometragem. Aliás, já dei umas boas voltas por aí. Pele é tudo.
Eu era casada e tinha muita sintonia sexual com o meu maridinho. Além do que sempre fui desencanada em relação a sexo, sem tantos pudores e nove horas. Mas o lance com ele foi muito marcante. O gato é um gatinho mais novo que eu e nunca achei que pudesse ficar a vontade com uma pessoa mais nova, cheio de testosterona, que faz e acontece com as meninas da idade dele, todas com tudo em cima, magrinhas de vinte anos.
Mas tudo começou bem lá atrás bem antes de rolar algum lance entre nós. Eu o conheço há uns dois anos, temos colegas afins e ele já ficou com uma colega de faculdade. Convivemos muito nesse meio tempo, mas nunca tivemos muita relação, pois ele é tímido e parece que comigo a coisa piora, pois ele fia caladão.
Engraçado que apesar de já ter comentado com minhas colegas que o achava fofo, educado e muito simpático, nenhuma concordava muito com a minha visão, pois sempre elas marcavam que ele tinha namorado com Fulana e que ainda era apaixonado por ela, então seria um bobão igual a ela. Eu fazia questão de ressaltar que ele devia estar inseguro, pois tinha acabado de entrar na UFBA e não conhecia ninguém. Ela devia ter sido a tábua de salvação dele e ele tinha se apaixonado. E quem não tinha se apaixonado por alguém bobo na vida?
Dizia isso, mas lá no íntimo ficava com uma pergunta me martelando: porque ela? O que ela tinha/fazia/era que marcou tanto ele a ponto de ela dizer pra mim que eles não tinha ficado juntos porque ela era mulher demais pra ele?
Como boa histérica que sou, tenho um problema enorme de identificação com outras mulheres: "o que será que ela tem que eu não tenho?". Mulher demais pra ele... Como assim, mulher demais pra ele? Me fala aê o que vc fez com ele e onde ele não foi homem pra vc. (... me ensina a ser mulher demais tb, fofa!...). Fico a me questionar que espécie de sílfide seria Fulana pra dobrar esse fofo no meio e ele não se articular tão bem. Até imaginava a cena na hora H...
Quer matar uma histérica de vez, coloque-a em frente a uma questão com a feminilidade. Ela não morre, mas definha aos poucos. E foi exatamente isso que aconteceu comigo.
Enfim, não esqueci a minha curiosidade, mas percebi um tempo depois que o fofo estava me notando, que eu estava sendo olhada por ele. Bummmmmmmm! A histérica é aquela que se dar a ver ao outro. Beleza. Mas tudo o que eu não queria era ser vista por um homem que tinha sido arrasado por outra mulher, principalmente por aquela que era mulher demais pra ele. E ela (aqui pra nós) não era lá esse mulherão todo que ela dizia ser, logo ele deveria ser muito fraco, viu!
Mas, quando ele soube que eu me separei e ele resolveu investir nas olhadelas e passou a me dar uns perdidos (... gosto de mulher mais velha...). Que coisa, hein? Justo o gatinho educado, fofo, lindo e tímido ensaiando em me dar um mole. Fiquei até comovida.
Um dia, ele estava me cercando e eu saindo pela tangente, disse: "vc era bem apaixonado por Fulana quando vcs namoraram, não é?". "Eu não namorei Fulana, eu fiquei com ela algumas vezes. Estava em uma fase bem carente de minha vida e me apeguei mais do que gostaria. Digamos que quase me apaixonei. Mas ela é sem-noção demais".
Foi a minha gota d’água. Se já estava confusa, pirei. Decidi dar o primeiro passo e mandei meu telefone pra ele. Ele ligou e veio me ver. Sabe de uma coisa? Nunca teria descoberto essa química boa se não tivesse arriscado. Valeu a pena.

domingo, 9 de agosto de 2009

Problema seu!!!

Eu comecei este blog com a intenção de relatar a minha luta para emagrecer. Emagreci, não tanto quanto eu gostaria, é bem verdade. Mas, no decorrer de minha luta insana por emagrecimento eu me perguntava se seria possível ser tão obsessiva por dieta, reeducação alimentar, malhação e afins. Meu cunhado (... sempre ele, que tem o divino dom de me trazer pra vida real com seus toques de realidade do tamanho de uma pata de elefante...), me perguntava uma vez se era catártico encher a cara de comida e depois postar " enfiei o pé na jaca, tô na m...". Como sempre Amaury tem a qualidade de me fazer pensar.
Eu gosto muito disso, pois durante muitos anos eu lutava contra o choque de "realidade da vida real" que Amaury me mostrava na cara com tanta certeza e verdade. Eu preferia ficar chateada, sair e não ouvir. Hoje eu PRECISO dos toques dele, pois são tão pontuais, certeiros e sem a maldade que eu julgava que tinham.
Emagreci muito mais quando desisti de ler blogues de emagrecimento, pois são uma realidade que não me pertence: não tenho tempo para fotografar prato, pra fazer horas de academia, pra contar calorias sempre, pra fazer comida "politicamente saudável". Amaury sem saber me emagreceu mais que qualquer sibutramina, principalmente quando ele diz que meu lema é "comi demais".
Sei que estou acima do peso, que preciso emagrecer pra ficar gatinha, pra caber nas roupas, pra fazer bonito nas festas, pra agarrar um namorado gostosinho, mas será que como eu sou não é suficiente pra prencher esta lista? Eu fico lembrando de Cláudia M. falando que quando ela estava fazendo análise e dizia "o que as pessoas vão falar?", a analista dizia: "problema dele/dela". E é isso aí: problema de quem não me acha adequada pra alguma categoria. Cada dia que passa tenho a impressão que quanto mais eu sofro pra me enxergar no meu espelho plano do estádio do espelho lá de bem atrás, eu percebo que realmente de nada importa tá me punindo, não adianta fazer tanto, pois nunca vamos chegar onde as pessoas querem. So, problema dele/dela!!!
Como dizia o sábio, filósofo Amaury: "no final, os homens preferem as de 20 anos. Se forem magrinhas e loirinhas melhor ainda.". Então, linda, já que nem loira, nem magra e nem 20 anos vc tem: cante, dance, saia, beije na boca e pronto. Problema seu se eu não me encaixo em alguma categoria sua!!!
É isso aí. Tô até melhor de minha TPM amiga.

sábado, 1 de agosto de 2009

Por que eu tenho que deixar a minha vida de lado e seguir a sua? Será que se eu for o que eu sou não serei suficiente pra vc? Eu fico puta da vida com homem, pois eles deixam a gente perceber que somos especiais, lindas, interessantes, mas na primeira oportunidade querem nos moldar em alguma forma de objeto de amor que eles têm impresso no inconsciente... Porra!
Não serei o que vc quer, não seguirei vc e se vc quiser ficar comigo vai ser do jeito que eu sou. Fim de caso II.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Ah!!! A vida ainda pode ser bela, principalmente quando se está apaixonada (mesmo que um amor das antigas)......
É pena que quando vc entra em uma relação já sabendo de antemão como é o outro, não tem como entrar de cabeça, se jogar, se afogar nos braços do outro, principalmente porque já sabemos o que nos espera. Mas já cansei de ser solteira nesse circuto maluco de olhares perdidos, onde ninguém nunca e de ninguém e onde todos os homens interessantes ou são comprometidos ou não tem grana nenhuma.
Pelo menos é um porto seguro, conhecido e já sei onde moram as cobras. Pelo menos acho que sei. É pagar pra ver.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Tô voltando aos poucos com Ana Carolina na veia................

" (...)
Hoje eu tô sozinha
Não sei se me levo
Ou se me acompanho
Mas é que se eu perder
Eu perco sozinha
Mas é que se eu ganhar
Aí é só eu que ganho...

Parei!
De pegar o carro correndo
De ligar só prá você
De entender sua família
E te compreender, êh!...

Hoje eu tô sozinha
E tudo parece maior
Mas é melhor ficar sozinha
Que é prá não ficar pior...

A vida é mesmo muito louca, né? Essa música retrata exatamente isso: nós procuramos, fazemos, acontecemos e nada. É só parar de fazer a coisa acontecer, que engrena. O pior pra mim é ter a SANTA paciência de deixar a barra da vida rolar...
Non sense total.

Ah! Fiquei bem triste com a morte de Maicon Jequison....