domingo, 8 de novembro de 2009

Hoje foi a prova do ENADE que avalia a qualidade dos cursos superiores no país. Uma galera da UFBA do curso de Psicologia resolveu boicotar a prova. Decididamente, eu deveria ter nascido em outra época ou em outro país, pois determinados comportamentos eu não consigo tolerar.
Tá certo que em toda faculdade tem sempre aquele aluno que está sempre questionando a infraestrutura, o nível dos professores, o conetúdo programático de seu curso. Entendo e acho louvável. O que eu não consigo atingir é que essa mesma galera que critica o que a UFBA pode ou não nos oferecer em termos de estágio, pesquisa e extensão, na hora de avaliar seu curso dá um tiro no próprio pé. Todos sabemos que quanto maior a nota do curso, mais verbas ele vai receber do governo federal. Pra mim é matemático, claro e simples.
Tem uma pessoa que gosto muito que eu não entendo mesmo. É muito inteligente, com um DNA blindado de pessoas importantes, inclusive na história da psicologia baiana, mas que não foi uma ou duas vezes que chegou pra quem quisesse ouvir que não gostava do curso e não estudava p.n., pois não queria e ponto. Digo isso, pois acompanho de perto a graduação desta pessoa e é isso aí: não estuda, mas quando quer estudar, aí sim, dá show. Até aí tudo bem, pois cada qual faz de sua vida o que quer e passarinho que come pedra, sabe o c* que tem. A vida dessa pessoa está pronta, mais ainda que a minha, pois tenho que carregar muito processo ainda nos 17 anos que me falta para aposentar.
O que eu decididamente não entendo e me dá vontade de gritar, esbravejar é quando essa pessoa vem a mim e diz que fez uma péssima graduação, pois a UFBA não proporcionou uma boa formação, nem uma boa informação. E chega na prova de hoje e diz que nem leu, marcou as questões por marcar, pois tava com preguiça de pensar. Tá. Depois, vem dizer que não boicotou a prova, pois o governo federal blablabla. Não boicotou? Como assim, cara pálida? Vai te f*, porra!
A mesma UFBA me proporcionou uma vastidão de informação e uma formação muito boa. Não vou dizer que sairei da faculdade tendo régua e compasso na minha profissão, pois isso é uma ilusão em qualquer área, mas ao menos sei onde buscar os conhecimentos que me faltam.
É nessas horas que eu me arrependo amargamente de ter voltado a estudar com tanta gente com idade mental de 15 anos se achando a última coca cola gelada do deserto. Ah, que saudade dos meus amigos engenheiros que se matavam de estudar, ralavam nos estágios e sabiam que o futuro seria duvidoso e incerto, mas iriam conseguir quando nada estudar muito pra se sobressair no que se achassem bons o suficiente.
E eu com crise de formatura ... ai, ai. Tô até mais segura, pois repito o que disse a essa pessoa com a mesma convicção de uma ex-engenheira: sempre haverá lugar pra os que estudam.

sábado, 7 de novembro de 2009

Tirei do blog de Djaman, mas penso assim mesmo e vale com uma postagem minha. Eu não conheço tanta gente chata assim, tb porque eu não dou tanto espao pra gente chata em minha vida, mas tenho DUAS amigas que TODO mundo as acham chatas e eu me dou muitíssimo bem com as duas. Devo confessar que provavelmente metade de meus créditos nessas relações se deve ao fato de não se conhecerem, caso contrário, aí sim eu estaria f*. Mas segue o texto do blog.

" "Todo chato é bonzinho, nunca nos fez nenhum mal. Todo chato é calminho, como se faltasse sal". O autor dessa frase entende do que fala, afinal, é O chato da MPB, Oswaldo Montenegro. Realmente essa bondade, essa vontade de ajudar, o desejo de não incomodar, é o que mais irrita no chato. E aqui estou eu, em plena quarta-feira, diante de uma chata da pior espécie. Alegre, otimista, com filosofias sobre o estereotipo que a vestimenta cria nas pessoas, querendo parecer descolada, enquanto repete pela quinta vez que amanhã terá uma reunião com o Secretario de Educação, no momento ela faz uma análise sobre as diferenças entre as praias de Arembepe, analisando o astral em cada zona dali. Deus! Como eu queria afogar essa mistura de Polyana com hippie em qualquer água dali seja doce ou salgada, quer seja boa para energizar ou trazer paz!!!!A gente conhece um chato no momento em que a gente pergunta "como vai?" e ele responde!"Como vai" é mero cumprimento! A resposta mais longa pra isso é "bem, obrigado". Não é pra descrever seus problemas no emprego, as peripécias de seu filho caçula ou sua preocupação com a política econômica do governo. Mas o chato relata seus dramas pessoais e se mostra imensamente interessado nos alheios. Mas por mais que o chato tenha perdido cem mil reais numa aplicação mal feita, tenha encontrado a mulher com outro na cama do casal e descoberto que o filho adolescente está agenciando a filha adolescente como prostituta, ele sempre terá uma frase tirada de um livro de auto ajuda vendido em banca de revista que o faz enfrentar tudo e que serve também para o seu problema que ele acha que sabe, mesmo você não tendo dito uma palavra. Gente, como eu odeio gente chata! Trocaria com prazer as leis anti-fumo por leis anti-chatos. Chatos só dentro de casa ou em áreas exclusivas para eles.Vou sair daqui antes de apertar o pescoço dessa menina."

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Alguém um dia me disse que quando se tem filho a vida muda por inteiro. Isso realmente acontece, mas nada como um passeio longe de casa pra se ter noção de o quanto essa frase tem verdade. Eu e Gui fomos pra Fortaleza esse final de semana e incrivelmente, tudo girou em prol das vontades dele. Todos os passeios, olhares, comidas e desejos eram os dele. Eu só tinha momentos meus na hora em que a Dinda estava com ele (fazendo suas vontades). Dá uma inveja dele nessas horas e uma saudade de mim...
Eu falo assim, apesar de saber que fatalmente quem ler essas palavras irão me interpetar mal. Não tenho esse problema, pois aqui eu sou franca com os meus sentimentos. Essa viagem calhou com uma decisão antiga que eu tomei e que vinha aos poucos acrescentando em minha vida: não criar expectativa com as coisas e com as pessoas.
Apesar de tudo girar em torno do bem-estar de Gui e isso me fazer feliz, a despeito do comentário acima, eu me divertir horrores. Diversão bem diferente do que eu costumo fazer, mas muito especial, pois saber que meu filho é amado, paparicado e muito esperado é fantástico. E sabe de uma coisa? Momentos meus eu vou ter muitos ainda, eu tenho que aproveitar o quanto eu posso enquanto ele é pequeno, que o olhar ele é outro, a visão das é diferenciada e que apenas uma bolinha o deixa imensamente feliz. Eu pude proporcionar muita felicidade e prezer pra o grande amor de minha vida e isso é único.

Mas, estar em Fortaleza me fez fazer uma avaliação de minha vida, principalmente porque minha cunhada é psi tb e me dá uns toques bem de realidade. E segundo Nite, eu não sou ninguém sem uma lista...
(1) Teste do biquíni é tudo: emagrecer urgente, pois tô com excessos em todos os lados (60,1 kg é brincadeira?);
(2) Comer direitinho e de três em três horas;
(3) Quando entrar de férias do trabalho, entrar na academia;
(4) Sair pra me divertir apenas, sem criar expectativas de como será;
(5) Estudar (muito) mais.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

"Que bom é ser fotografado mas pela retina dos seus olhos lindos. Me deixe hipnotizado prá acabar de vez com essa disritmia..."

Gente, como eu pude passar tanto tempo passeando por S. Lázaro sem perceber as belezas, digamos, naturais daquele lugar? E eu que pensava apenas no calor insuportával, nos mosquitos, no mato e nos cavalos? Onde estavam os meus olhos?
É, dizem alguns que os objetos se transformam com a observação, então deve ser isso. Não é que está até agradável a possibilidade de ficar mais um semestre naquele lugar outrora inóspito? Ainda pode se pensar na possibilidade de render bons frutos. Aliás, ótimos frutos. Aquela barraquinha de Marlene nunca foi tão legal, tão colorida e tão bela.
E S. Lázaro renasce das cinzas. E viva a beleza. E viva os homens, mesmo que alguns não sejam tão belos como os outros. A beleza não tá nos olhos de que vê? Pois só agora essa frase faz folia em minha vida.
Ah! Os homens mais novos. Vcs que sempre estiveram away from my life, agora insistem em aparecer na minha frente. Gente! Eu tenho mais de trinta! Trinta e tantos!!! Enfim, que coisinha linda vc é, hein? E eu que nunca tinha te visto, começei e te perceber.
Ai, ai. Tô até com vontade de ir pra essa bendita festa. VC vai mesmo, né? Eu realmente tô querendo ser exorcizada pela água benta desse olhar infindo. São verdes seus olhos? Sei não, não tive oportunidade de chegar tããããão pertinho assim, mas... Espero que seja questão de tempo. Vem logo, vem curar sua nega que chegou de porre lá da boemia!!!!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

para Thais

Querida, se vc voltar em meu blog, deixe seu email, pois não tenho acesso permitido pra comentar no seu blog a respeito da Ortomolecular. Ainda faço e gosto muitíssimo. Espero seu contato para detalhes.

sábado, 17 de outubro de 2009

Sabe aquelas pessoas que têm a capacidade de dar um clique nos problemas? Ou aquelas que bebem, cheram pó, se cortam, somem no mundo ou simplesmente surtam? Pois é. Apesar de Marcus Vinícius me questionar se eu tenho jeito pra clínica por não achar que eu saiba suportar o que vem do outro, eu digo que entendo essas pessoas direitinho.
Vou mais fundo: apesar de saber que o que vou escrever pode ser mal interpretado, eu morro de inveja de quem consegue. De que é bem sucedido nessa possibilidade de, digamos, sublimação de problemas.
Não acho que será assim que eu resolverei meus problemas, mas entendo perfeitamente que é minimamente necessário ser um sujeito ancorado psiquicamente pra poder dar conta do que acontece no mundo. Ou ser fundamentalmente feliz, sequelado, de alto astral, de bem com a vida, feliz de nascimento e tudo o que essa zorra significa. O que não dá é pra ver sua vida, ser normal, suportar o que vem do outro e ainda conseguir ser vc em algum lugar sem sofrer horrores com isso.
Porra! Viver é foda, com ph de farmácia mesmo! Minha vida parece que está em um furacão, pois liquidificador é pouco pra o que tá acontecendo. Eu sinceramente já tô me perguntando onde foi que eu errei, onde eu perdi a mão, pois tá foda. Quando eu penso que a coisa vai andar, enfim, desanda federal. Tá foda. Não tenho nem palavras pra expressar como a coisa tá mexida. Tá foda.
Lacan diz que quem pergunta sabe a resposta, né? Pois eu tenho me questionado muito, mas lá no fundo eu sei bem a resposta e mesmo que me magoe muito, eu tenho que colocar em prática. Eu sempre penso mais nos outros (todos os outros) que em mim, mas a partir de hoje, eu vou pensar mais em mim e não vou mais demonstrar tanto amor, dedicação e exclusividade pra ninguém. Nem pra Gui. Vou ser outra pessoa. Sabe aquela Lila que diz que ama, corre atrás, não tem olhos pra ninguém, só pra quem tá do lado? Essa Lila vai definhar até morrer. Não queria ser assim não, mas tá passado da hora de eu me posicionar em minha vida como quem tem o controle. Chega de dar aos outros, inclusive pra Gui, munição contra mim mesma.
É Gui, vc tá fazendo sua mamãe muito infeliz. Nunca pensei que tão cedo em minha vida eu iria entender o que as mães sofrem com seus filhos. Mas é de cedo que se aprende pra se ter a chance de modelar o comportamento, né? (acertei, behavioristas de plantão???).
Vou fazer diferente. Não sei como ou a que custo, mas alguma coisa enho que fazer, pois tá beirando o insuportável a falta de linearidade da minha vida. Não conheço nenhum gráfico que eu possa tomar como parâmetro, mas eu quero a minha vida de volta!

P.S.: será que existe mal olhado, mandinga, vidas passadas, espírito obssessor e coisas do gênero? Já tô realmente acreditando até em fantasmas da meia-noite.

domingo, 4 de outubro de 2009

"Agiste segundo teu desejo? Pagarás. Agiste contra teu desejo? Pagarás em dobro" Lacan

Ontem eu lembrei de uma coisa que eu falei em análise e parece que estava em algum plano paralelo de meu incosnciente, pois eu não me lembrava.
De noitinha estava eu e Lé lendo meus posts antigos do blog, quando eu li a frase de Lacan e falei com Lé que eu só poderia estar pagando, pois não agia contra meu desejo. Mas inconsciente que é bom e não falha está sempre dando um jeitinho de se manifestar nas horas mais inapropriadas.
Conversa vai, conversa vem e eu começo a falar que quando me separei pedi a Deus pra colocar uma pessoa boa, compreensiva e que cuidasse do meu ex. Quando falei isso na análise, a minha dita cuja pergunta "e pra vc?, o que vc deseja?". Eu prontamente respondi que não queria mais um homem em minha vida que eu tivesse que ajudá-lo a se erguer, queria um que já tivesse estabelecido em sua profissão e que fizesse questão de mim. Bingo!!!
Caiu a ficha na hora que eu estava agindo contra meu desejo, pois para a histérica o desejo porreta é aquele que não se realiza nunca.
Estou pagando em dobro, pois fui me envolver sabendo desde sempre que a pessoa não fazia questão de mim. Aí é ladeira abaixo mes-mo.
Pois bem, presente de idade nova: retomar o meu desejo. Não só esse, mas aqueles que eu te falava ontem, Lé. Ali está a minha meta e onde eu vou marcar essa nova Lila.